6 meses com você

6 meses com você

Hoje você completa 6 meses de vida. Metade de um ano com você, meu bebê doce, sorridente e tão cheio de energia o tempo todo. Fico emocionada de pensar no dia do teu nascimento e nas horas preciosas das semanas seguintes após te trazer para casa. Desde então, houve muitos sorrisos e lágrimas (tuas e minhas), altos e baixos. Minha vida mudou para sempre. Olho um pouco pra trás e penso no quão ingênua eu fui de pensar que a vida seguiria como antes, apenas com um bebê nela. É totalmente diferente. Eu sou hoje diferente e nada nunca mais vai ser como antes.

Os meses após o teu nascimento são sempre tão cheios de mudanças. Eu diria que os três primeiros meses foram de adaptação, ajustes e aprendizado. Emoções, incertezas e medo estavam espalhados pelos quatro cantos da casa. Daí a gente começou a se conhecer mais profundamente e as coisas começaram a dar certo e ficarem, eu não diria fáceis, mas”menos difíceis” e mais previsíveis.

Minha energia ainda é quase que totalmente consumida nas noites em que tento fazer com que você durma por mais de 3 horas seguidas. Ainda me sinto extremamente cansada e a sensação de estar constantemente fazendo algo errado continua me perseguindo. Mas devagar eu vou me adaptando ao teu ritmo e ao fato de que você não precisa de tantas horas de sono como eu.

Tudo tem sido tão passageiro com você. Tudo é uma fase. Eu tento registrar todas as coisas que você faz, como você olha, sente e cheira, mas quase toda vez que eu pisco, algo desaparece e é substituído por algo completamente novo e desconhecido. Tem tanta coisa nova que já fizemos juntos ultimamente, coisas que eu nem percebi que passariam tão rapidamente. Eu te abraço um pouco mais apertado todas as vezes que te ponho pra dormir no peito, porque sei que um dia você não precisará mais dele.

Vou sentir falta de como você está em todos os lugares comigo, como você sorri quando eu entro no quarto depois da soneca, como você ri quando eu mordo as tuas coxas ou sopro ar no teu rosto. Sentirei falta de como você tenta pegar tudo o que eu como ou bebo, as caretas que você faz quando prova novos alimentos, de você sentado no chão da nossa cozinha, do jeito que você suga o meu queixo e aperta o meu pescoço, de como você é fascinado pelo meu cabelo. Vou sentir falta do jeito que você encosta o teu rosto no meu ombro quando está cansado, da maneira como você me olha quando eu chamo pelo nome, dos nossos cochilos juntos de tarde e como você segura os meus dedos quando eu te carrego no sling. Sentirei saudades de mais um milhão de coisas que provavelmente eu nem perceberei que você faz até que elas sejam substituídas por outras. Te ver crescendo é tão bittersweet! Estou constantemente desejando que você nunca cresça, mas ao mesmo tempo tão entusiasmada pelo próximo passo que você está prestes a dar.

A maternidade é uma viagem muito louca, e eu só estou no começo dela. É uma vida maravilhosa, gratificante, difícil e exaustiva. Alguns dias eu fico tão cansada que anseio pela hora de te colocar pra dormir para que eu possa descansar mais um pouco, mas apenas dez minutos depois de você ter adormecido eu sinto a tua falta. Eu já me sinto triste pelo dia em que você não vai mais precisar de mim, mesmo que seja o meu trabalho te tornar forte e independente e te enviar para o mundo. Mas isso, um dia. Por enquanto, aqui estamos nós dois dentro da nossa pequena bolha. Apenas eu e você, caminhando juntos a cada dia.

Feliz 6 meses meu amor!

Mamãe

Duas trilhas fáceis nas Dolomitas italianas – Alpe di Suisi e Seceda

Duas trilhas fáceis nas Dolomitas italianas – Alpe di Suisi e Seceda

Além do Lago di Braies e Lavaredo, nós também fizemos duas trilhas em Sankt Ulrich nos nossos dois últimos dias nas dolomitas. A primeira trilha, Seiser Alm, foi praticamente mais um passeio agradável. A segunda, em Seceda, já foi um pouco mais longa e ainda mais bonita. Escolhemos essas duas trilhas por serem relativamente planas e serem de fácil acesso com os teleféricos. Ficamos hospedados em Ortisei em Val Gardena, onde tivemos fácil acesso aos bondes que nos levaram aos nossos destinos.

Abaixo algumas fotos da região de Val Gardena quando estávamos a caminho de St. Ulrich, após a nossa estadia em Cortina d’Ampezzo.

Alpe di Suisi – Seiser Alm (em alemão) 

Pegamos o bondinho pela manhã e ficamos praticamente o dia todo lá em cima, a 1850 m. Além de ter um cenário espetacular, o Alpe di Suisi é também o maior campo/pasto alpino da europa. Há inúmeras trilhas somando um total de 17 km. Nós escolhemos uma trilha que tinha cerca de 7 km. Pelas fotos nota-se que essa trilha é bastante fácil. Para quem está entrando no “bonde” do blog agora, eu estava grávida de 19 semanas durante a nossa passagem pelas Dolomitas. Por isso tivemos que fazer trilhas curtas e sem muita diferença de altitude. Mas o que ela tinha de fácil tinha também de bonita! Muitas montanhas e vaquinhas graciosas para apreciar!

Saída: Talstation Seiser-Alm-Kabinenbahn em Ortisei

Preço do teleférico: ida/volta 17 euros

Localização: a cidade grande mais próxima é Bolzano e há muitas conexões de ônibus e trem.

Seceda Alm – Torri di Fermeda

Para nós um dia perfeito de hiking deve oferecer duas coisas simples: um bom exercício físico e paisagens fotogênicas. A trilha que fizemos em Lavaredo foi maravilhosa, a mais bonita que já fiz até agora. Em segundo lugar está a trilha até a Seceda Alm. Dois teleféricos, também saindo de Ortisei, nos levaram até 2500 m para uma paisagem digna de filme. A cadeia de montanhas que se vê na foto que abre o post é a magestosa Torri di Fermeda e é uma das paisagens mais importantes e fotogênicas nas dolomitas. O fácil acesso com o teleférico, que embora seja bastante caro, traz a comodidade de iniciar a trilha já a mais de 2000 metros de altitude. Para quem quer apenas fazer uma trilha mais relaxante, como foi o nosso caso, isso é ideal. Eu super recomendo essas trilhas nas dolomitas, mesmo as duas sendo de dificuldade leve. Nunca julgue uma trilha pelo seu grau de dificuldade :).

Tenho certeza de que voltarei. Gostaria muito de ver e fotografar essa paisagem com um clima mais moody/dramático!

Saída: Talstation Seceda-Alm-Kabinenbahn em Ortisei

Preço dos dois teleféricos: ida/volta 30 euros


Para fechar a nossa passagem pela Itália, falta apenas escrever sobre o dia que passamos em Verona. Assunto para um próximo post!

Diário do bebê: 3 e 4 meses

Diário do bebê: 3 e 4 meses

Thomas está sonecando no sling e eu aproveito essa pausa para atualizar o blog com mais um diário do bebê. A minha vontade era fazer diários mensais, mas se tá difícil eu encontrar tempo pra ir ao banheiro, imagina pra sentar de frente pro computador :/. Ninguém imagina, mas eu tenho um bebê de 4 meses e meio SUPER ativo em casa que dorme pouco durante o dia e quer brincar/atenção sempre. Depois que escrevi o primeiro diário, pensei muito também se continuaria escrevendo os próximos. Decidi que vou escrever quando der, a cada dois ou três meses. Sem cobranças, no nosso tempo.

1. mês e tamanho do bebê

Com 3 meses ele estava pesando 6500 g, tamanho não tenho ideia. Na última consulta no pediatra (U4) de 4 meses ele estava pesando 7350 g e medindo 64 cm. Ele deu uma boa esticada e até ficou menos redondinho. Já dobrou o peso de nascimento (3470 g) e de acordo com o médico, o peso dele está excelente, acima da curva de crescimento. Já veste roupinhas de número 62/68 e já tem vários cabelinhos!

baby Thomas com 3 e 4 meses

2. evolução do bebê

Esses dois últimos meses foram de muitas descobertas. Thomas descobriu as mãos e passou a viver com os dedos na boca. Começou a segurar briquedos mais firmemente e os passa de uma mão para outra. Mas uma das coisas mais legais foi ele da noite pro dia ter aprendido a rolar, poucos dias antes de completar 4 meses, e isso sem nunca ter demonstrado nenhum esforço anterior! Acordou no mesmo horário de sempre e ainda no escuro, no meio da gente na cama, nos mostrou a nova habilidade. Piramos claro! Ele está fera e já rola pra direita e pra esquerda e sabe voltar pras costas. Também adora ficar em pé no colo e já consegue sustentar o peso do corpo.

3. rotina do bebê

No último diário eu escrevi que as coisas estavam entrando nos eixos, estávamos conseguindo criar uma rotina. Como mãe de primeira viagem eu mal sabia que muita coisa poderia mudar. Bom, até os 2 meses o Thomas dormia bem. Nunca dormiu uma noite toda, mas dormia bem. As vezes até me dava luxuosas 5 horas de sono! De dia tirava 4 sonecas longas. Terceiro mês chegou e com ele um salto de desenvolvimento cruel. Meu bebê que antes mamava dormindo à noite, passou a acordar de 2 em 2 horas, as vezes me dando uma mísera pausa de 1 h e meia. As sonecas do dia passaram a ser mais irregulares. Ora dormia apenas 30 minutos (o templo de um ciclo de sono para um bebê), ora um pouco mais e a hora de ir pra cama era sempre um terror, momento tão conhecido como a hora da bruxa. Antes de ele completar 4 meses as coisas voltaram ao normal. Meu normal aqui é: mamar 2 vezes na madrugada. Ele me presenteou com noites relativamente bem dormidas acordando de 4 em 4 horas. Aí o quarto mês chegou chegando com mais um salto de crescimento. Uma fase acompanhada de uma necessidade ainda maior de colo e carinho. É esse o momento que estamos vivendo agora e por isso a minha ausência aqui do blog. Eu ando exausta. Tem noites que são ótimas, mas essas são minoria. Essa é uma fase também onde muitos bebês passam a fazer 3 sonecas ao invés de 4, chamada de fase de regressão do sono. Ele tem dormido muito pouco de dia e feito somente 3 sonecas. Meu bebê luta pra não dormir. Mas esperar o quê de um ser humano que a cada dia tem coisas novas pra aprender? O mundo é muito interessante pra ele e tudo o que ele não quer é perder tempo dormindo! Filho quer action até nas madrugadas! O que ainda funciona bem na nossa rotina é levar ele pra cama as 19:30 horas. Normalmente ele mama e adormece sozinho do meu lado. As vezes é uma batalha, outras vezes ele me surpreende. É o que eu vivo repetindo, cada noite nova é uma caixinha de surpresa rsrs! Outra coisa que ainda continua a mesma coisa é o horário dele acordar: 6 ou 6:30 da manhã! E isso eu não consigo mudar por nada nesse mundo! Mas tá ótimo né, já que ele vai pra cama cedo. Eu é que ainda não consegui me acostumar e eu espero muuuito que com a chegada do outono/inverno o relógio biológico dele mude, porque nessa época do ano só fica claro lá pras 7 ou 8 da manha!!!

Thomas faz natação uma vez na semana desde os 3 meses de vida e adora. Eu só entrei na piscina com ele uma única vez, esse é o momento de curtir com o papai. Fazemos uma vez na semana aula de massagem para bebê e agora no verão eu tenho passado muito tempo fora com ele.

Whatever works! Esse é o lema da minha vida de mãe. Se ele precisa de colo ou mamá pra dormir, de sling, de um passeio no carrinho ou do balançado de uma rede, eu dou. De uma coisa eu tenho certeza, eu não preciso de treinamento algum pra fazer ele aprender a dormir com o objetivo de facilitar a minha vida. Sou muito criticada por isso. Críticas que partem de todas as direções. Mas eu não me importo MESMO. Eu sou uma privilegiada de ter todo o tempo livre do mundo para criar o meu filho. É uma doação imensa. É cansativo. Mas é a minha forma de criar e dela eu não abro mão.

4. produtos favoritos

Swaddle me: usei muito esse saco de dormir pra evitar o reflexo de Moro, que faz o bebê levar sustos e abrir os braços. Até o final do primeiro mês de vida o reflexo não atrapalhava as noites de sono dele. Ele as vezes abria os bracinhos mas não chegava a acordar. No segundo mês isso começou a incomodar e ele passou a acordar várias vezes à noite. A gente tentava dormir segurando as mãos dele, mas com o tempo ficou cansativo. O saco de dormir da Sawaddle me nos ajudou muito! Eu usava até nas sonecas do dia, mas com a chegada do verão passou a ficar muito quente para o Thomas dormir dentro dele. O mais engraçado é que ele adorava o momento de ser enrolado e sempre ria. Na última consulta, o pediatra recomendou que a gente suspendesse o uso porque ele já rola de um lado pro outro e que é importante para o bebê trabalhar esse tipo de movimento durante o sono. A primeira noite não foi fácil sem o swaddle. Ele se remexia, batia as mãos e pernas, jogava a cabeça pra lá e pra cá. Até que desisti e coloquei ele no swaddle e em cerca de segundos ele adormeceu. Na mesma noite eu tirei ele de dentro do saco. Nas noites seguintes eu continuei tentando fazê-lo dormir sem o saco e eu acho que em uma semana conseguimos fazer essa transição. Maaas, devo dizer que as noites agora estão um pouco mais inquietas porque ele não pára quieto. Se mexe até encontrar uma posição confortável e rola DORMINDO! As vezes acaba de barriga pra baixo e dorme. Como ele consegue eu não sei :).

Baby Björn: cadeira de balanço natural. Essa cadeira é um barato e eu super recomendo! Agora que ele já não pára mais quieto, já consegue se balançar sozinho ao mexer as pernas e braços. Foi mais um grande investimento que fizemos nos dois últimos meses. Eu a levo pra cozinha, pro banheiro (quando necessito de um banho mais demorado eu levo baby comigo haha), pra varanda e ele adora ficar sentado nela. Eu nunca o deixo mais do que 15 minutos. É realmente só pra eu ter onde colocar e ter ele por perto enquanto faço o café, almoço, etc.

Carrinho de bebê: finalmente chegou uma fase que eu nunca imaginei que fosse chegar: o de passeios no carrinho sem drama! Os dois últimos meses nós usamos muito o carrinho e hoje me atrevo a dizer que ele adora sair pra passear nele. Eu carrego o Thomas no sling com muito prazer, mas confesso que adoro o nosso carrinho e em certos momentos ele é muito mais prático. O sling eu continuo tendo sempre junto just in case!

5. dificuldades

Fazer o dia render: acho que é a parte mais difícil da minha life com um baby. É muito difícil conseguir manter a casa sempre arrumada, como sempre foi. As vezes a bagunça fica na fila de espera até o marido chegar em casa. Mas pra ser bem sincera, eu não me importo mais se a casa não anda impecável. Faço o que dá e tento não viver numa zona. Mas a prioridade aqui é ele.

Uma mãozinha: acho que tudo seria mais fácil se eu tivesse uma ajuda extra, além da que o Kilian me dá. Minha mãe faz muita falta. Minhas irmãs também. Criar o Thomas longe da minha família é um desafio diário. Me faz falta ter aquela mãozinha pra segurar ele enquanto lavo o cabelo tranquilamente ou enquanto preciso ir ao banheiro. Isso mesmo! Ir ao banheiro na hora que eu quiser e passar mais do que 2 minutos sentada. Acho que nunca senti tanta falta da minha família como sinto agora.

Queda de cabelo: bom, essa não é bem uma dificuldade relacionada ao bebê, mas a mim. O meu cabelo lindo e cheio de vida que brilhou durante os 9 meses de gestação está cada dia mais opaco e em menor quantidade. Não sei se a queda tem a ver com a amamentação ou ao estresse de dormir pouco. Enfim, tá caindo muito, muito, muito e eu ando desesperada. Tenho usado shampoo especial pra tratar queda mas não estou vendo resultado. Preciso ir ao dermatologista urgente antes de perder tudo e ficar careca. Alguém aí do outro lado que tenha uma solução pra compartilhar?

Refluxo e o povo chato que rejeita pegar ele no braço: Thomas continua regurgitando muito. Ele tem refluxo fisiológico, aquele que não precisa ser tratado. Acredito que agora aos 4 meses temos um pico de frequência e quantidade. Ele tem golfado bastante! Em cima de mim e do pai e nós já nem ligamos mais, limpamos e ponto. Ele continua engordando muito bem e o médico nos garantiu que não há motivo de preocupação. Eu sei que golfadas de bebês não estão entre as coisas mais agradáveis do mundo, mas será que é mesmo tão nojento? Várias vezes sofri (em silêncio) ao ver pessoas fazendo cara feia e devolvendo ele pra mim quando eu digo que ele regurgita. Isso conseguiu me atingir a um ponto que eu já nem gosto mais que alguém pegue nele :(.

6. melhores momentos

O jeitinho que ele me olha, como aprendeu a me seguir com os olhos. Como ele se alegra quando vai ser amamentado. Dá muitas gargalhadas e é um bebê muito simpático. Faz carinho em mim durante as mamadas e eu adoro o fato de ele ser meu grude. Reclama quando eu saio da vista dele e até disso eu gosto. É muito bom saber que alguém depende de mim pra viver. Nós somos tudo pra ele e ele é centro do nosso universo. Cada novo dia com ele é cheio momentos felizes. Agora mesmo, por exemplo. Ele continua aqui dormindo enquanto termino de escrever esse post. Olho pra baixo e admiro apaixonada o rostinho lindo dele, tão sereno! Um momento como esse faz valer o dia!

Jardim botânico de Bruxelas

Jardim botânico de Bruxelas

Na nossa passagem por Bruxelas, eu fiz questão de visitar o famoso jardim botânico Plantentuin Meise e pra mim essa visita foi o que fez a viagem valer a pena. Estou pensando seriamente em adicionar uma categoria aqui no blog só para jardins botânicos. Desde que fiz as fotos do dia das mães no jardim botânico de Erlangen, criei uma verdadeira obssessão por fotografar lugares assim. Aqui na Alemanha tem muitos jardins bonitos e de agora em diante eu vou tentar incluí-los no meu roteiro.

Nós passamos uma tarde inteira andando por lá. Além das estufas, o Plantentuin tem uma área verde imensa e até floresta. Esse tipo de passeio é realmente a minha cara porque eu amo verde! Basta só olhar um pouco as minhas fotos no instagram pra ver que o verde é a minha cor favorita. Além disso, eu gosto da calmaria dos jardins botânicos. Foi uma tarde tão agradável que eu até esqueci que horas atrás nós estávamos morrendo de suar no centrão lotado de Bruxelas. Quero muito criar o Thomas em contato direto com a natureza e eu acredito que levá-lo pra ver lugares como esse, mesmo ele ainda sendo tão pequeno, já é um grande começo!

O Plantentuin Meise fica a pouco mais de 10 km do centro de Bruxelas e pra quem gosta desse tipo de passeio, fica aqui a minha recomendação.

Para ver a versão “arquitetura” da nossa passagem pela Bélgica é só clicar aqui.

Ghent, Bruges, Bruxelas e a nossa primeira viagem com bebê

Ghent, Bruges, Bruxelas e a nossa primeira viagem com bebê

Escolhemos a Bélgica como destino da nossa primeira viagem em família. Kilian já conhecia Bruxelas e eu tinha muita vontade de visitar o país. É um destino que dá pra ir de carro daqui, acredito que em 6 horas se chega lá. Mas com bebê seria impossível fazer o trajeto completo em um dia, por isso tivemos que organizar duas acomodações pra passar a noite. Na ida paramos na cidade de Bacharach ao longo do rio Reno e passamos a noite na casa de um amigo. Quem me acompanha no instagram viu fotos da cidade fofinha no stories. Na volta passamos a noite na casa da amiga Rode em Düsseldorf.

Nós alugamos um pequeno apartamento na cidade de Ghent pelo Airbnb onde passamos cinco noites. Escolhemos ficar em Ghent porque achamos que seria fácil fazer de lá bate-volta até Bruxelas e Brugues. E acertamos! O studio era bem localizado e a cidade é uma gracinha!

Mas a grande atração da nossa viagem foi Bruges. Todo mundo estava certo ao dizer que Bruges  é imperdível. Que cidade linda! Acho que o dia que passamos por lá foi pouco para o que ela oferece, apesar de ser super pequena. Não é à toa que ela é a cidade queridinha da Bélgica. A cidade é charmosa em todas as suas esquinas e até tem um centro histórico que faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco! A arquitetura tem uma forte influência holandesa pelo fato da cidade estar situada na região de Flandres e é muito bem preservada, bem diferente do aspecto meio shabby das outras cidades que visitamos. Nos divertimos demais tirando fotos por lá. Bruges entrou pra minha lista de cidades mais lindas da Europa!

Bom, o que dizer de Bruxelas? Várias pessoas disseram que não vale a pena conhecer a cidade. Mas já estávamos no país e não fazia sentido deixar a visita de lado. Além disso, eu queria muito conhecer o famoso jardim botânico de Bruxelas, o Botanic Garden Meise, um dos maiores do mundo. Tirando a Grand Place (Grote Markt), aquela praça maravilhosa, eu achei a cidade caótica e fedida. Opinião nossa, claro. Não sei se foi porque fomos lá um dia antes de voltar pra Alemanha e eu já estava com a bateria descarregada, mas eu não tive muita paciência de ficar andando por lá. Gostei de Bruges e Ghent por serem pequenas e charmosas e terem aquelas ruazinhas fofas fotogênicas. Bruxelas não me deixou encantada não. A visita à cidade só valeu a pena mesmo por causa do jardim botânico, que mostrarei em outro post. Nem queríamos ir no Atomium, mas no caminho para Meise sem querer passamos em frente e o Kilian desceu só pra fazer uma foto.

E como foi viajar de carro com um bebê de 3 meses e meio?

Foi maravilhoso e cansativo. Ele devia estar passando por algum pico de crescimento e mesmo antes da viagem as noites em casa já estavam meio fora do normal. Lá não foi diferente. Ele continuou acordando de 2 em 2 horas (as vezes com pausas de 1 h e meia) pra mamar. Resolvemos não levar carrinho de bebê. Ele tava precisando de muito contato, por isso o sling ajudou a deixá-lo super calmo nos passeios. Só o tirava mesmo pra dar mamá. Quando não estava dormindo como um anjo, estava com a cabeça pendurada olhando de um lado pro outro, super curioso. Revezamos as carregadas e assim deu super certo. As noites mal dormidas não nos impediram de andar e aproveitar o dia. Nós andamos muito e foi uma delícia explorar um novo país com o nosso baby. Fizemos cama compartilhada e procuramos seguir a rotina de levá-lo pra cama às 19:30. Às 20 ele já estava dormindo e a gente também né!

A ida pra Bélgica foi relativamente tranquila. Fizemos muitas pausas e ele quase não chorou. Levei muitos brinquedos e procurava sempre fazer algo interessante pra entretê-lo. Porém a volta foi um filme de terror. Saimos de Ghent com a esperança de ainda visitar a Antuérpia, mas não estávamos contando com um engarrafamento de várias horas nas proximidades de cidade. Para se ter uma ideia do caos: fizemos meros 50 km em mais de três horas! Foi um horror! Carro praticamente parado, sem chances de fazer pausas = bebê se esgoelando até o mundo acabar. Nada, absolutamente nada que eu fazia deixava ele satisfeito. Ele queria sair a todo custo daquele bebê conforto. Ele chorava de um lado e eu chorava do outro sem poder fazer nada. Quando o trânsito estava realmente parado eu o tirava rapidinho e amamentava, mas quando fluía e o colocava novamente pra sentar, o chororô continuava. A raiva dele era tanta que nem uma teta gigante resolveria. Por um instante lamentamos ter feito a viagem, ter feito ele passar por esse estresse. Mas como que a gente ia saber né? Finalmente, depois de quase 6 horas (pra percorrer um trajeto de apenas 260 km) chegamos em Düsseldorf, onde passamos a noite. A volta pra casa foi mais uma vez tranquila e ele dormiu praticamente a viagem toda.

Viajaremos novamente de carro com ele? Claro que sim! Temos certeza de que com o tempo ele vai se acostumar e as viagens passarão a ser menos dramáticas :).

Abaixo algumas fotos dos nossos dias pela Bélgica.


Um outro highlight da nossa viagem foi ter levado o Thomas para ver o mar. Nós fomos até Domburg na Holanda, num dia maravilhoso de sol e 24 graus. Ele não ficou só no sling não! Quem acompanhou o stories viu que ele até colocou as bisnaguinhas na areia. Ah, como eu tava com saudade de ver o mar. Pena que a água gelada nos convidou a pôr somente os pés. Daqui a dois meses vai ter praia de verdade! O próximo destino do Thomas: Brasil <3.

 

This life

This life

15 semanas de fraldinhas de pano espalhadas pela casa, várias horas de sonecas em cima da mamãe, horas e mais horas sendo carregado no sling, de gargalhadas e gritinhos de felicidade, de beijinhos com bafinho de leite e de sorrisos ao despertar. Você, pequeno ser humano, veio para nos mostrar o verdadeiro sentido da vida. Veio para nos ensinar o que é prioridade, para nos mostrar que o tempo que passamos com você deve ser intensamente aproveitado, cada segundinho. Até mesmo aqueles que exigem serenidade e paciência. A casa bagunçada, as roupas sujas podem esperar. Já o tempo contigo não. Ele passa rápido demais para ser desperdiçado. Você veio para colocar um sorriso bobo e apaixonado no nosso rosto. Você veio para nos mostrar que é possível sim um coração bater fora de um corpo. Você veio para roubar as nossas horas de sono, nos deixar exaustos. Mas acredite filho, nós não trocamos a vida contigo por nada nesse mundo. Porque você veio também para nos dar forças para cuidar bem de ti, para tornar ainda mais feliz quem já era, para nos apresentar uma nova forma de amar. Obrigada Thomas por ter nos escolhido!

meu primeiro dia das mães

meu primeiro dia das mães

O dia foi longo com bebê acordando já as 6 da manhã. A previsão era de pancadas de chuva e por isso a gente não fez planos de sair. Esperamos a chuva cair ao longo da manhã e nada. O céu aberto estava nos convidando para sair de casa. Foi aí que tive a ideia de visitar o jardim botânico de Erlangen, uma cidade universitária vizinha de Fürth. Eu já estive nesse lugar inúmeras vezes e nunca canso de visitar. É um lugar muito verde e de uma tranquilidade imensa. 

Eu amo verde, amo plantas e como eu queria muito fazer umas fotos para lembrar do meu primeiro dia das mães, aproveitei o cenário lindo de lá. 

Passeamos a manhã inteira pelo jardim e eu fiz umas fotos das minhas plantas favoritas. A previsão do tempo tardou mas não falhou. Saímos de lá antes do toró de chuva cair. Passamos a tarde em casa curtindo a chuvinha e a noite saimos pra jantar pela primeira vez com bebê no meu japonês favorito. Fui morrendo de medo! Medo que ele só chorasse e desse tudo errado. Mas pra nossa surpresa ele dormiu o tempo inteirinho! Deixou o papai e a mamãe jantarem sossegados e planejarem a nossa primeira viagem com ele. Vamos começar sem audácia, por um país pertinho mesmo. Iremos para a Bélgica em algumas semanas e eu mal posso esperar para ver como vai ser. 

Esse resumo do meu dia pode parecer bestinha pra quem lê. Mas pra gente, que teve a vida revirada de cabeça pra baixo, soa como uma conquista. Sentimos que as coisas estão devagar entrando nos eixos, se alinhando. Passar a manhã fora, jantar fora e planejar uma viagem tudo no mesmo dia? Nem de longe teria dado certo há algumas semanas atrás. Baby está crescendo rápido demais e como para isso não existe um botão stop, só nos resta mesmo curtir e registrar todo e qualquer momento com ele. 

Como eu me senti no meu primeiro dia das mães? Exatamente como tenho me sentido desde o dia em que me tornei uma: feliz! 

Castelo Neuschwanstein num dia chuvoso

Castelo Neuschwanstein num dia chuvoso

Há uns três anos atrás eu escrevi esse post aqui sobre a visita que fizemos ao castelo Neuschwanstein no inverno. Foi muito lindo ver essa preciosidade numa paisagem branquinha! Daí que hoje eu tava organizando umas fotos (bebê dormindo no sling = mãos livres yeah!) e encontrei essas da nossa segunda visita. Deu uma baita saudade desse dia, porque nós fizemos essa viagem logo depois do dia do nosso casamento (clique aqui para ver) e minha mãe, irmã e um casal de amigos com a filhinha foram conosco. No dia do casamento, Kilian me presenteou com uma câmera nova, uma canon 7D, que já nem tenho mais. Lembro que eu estava tão ansiosa pra fazer fotos nessa viagem. Combinei ela com a minha falecida cinquentinha (lente maravilhosa!) e outra lente de zoom e fui para os alpes fotografar esperando céu azul. Porque na minha cabeça verão era sinônimo de céu azul! Não tivemos sorte com o tempo. Choveu todos os dias da nossa estadia. Minha amiga Ju que tanto queria ver o castelo num tempo bom não teve chance alguma. Mas a chuva não nos prendeu na pensão onde ficamos hospedadas. Passeamos por Füssen, uma cidade muito gracinha e pelos arredores do castelo.

Olho pra essas fotos hoje eu vejo o quanto um dia chuvoso pode ser bonito! Essas nuvens baixas trazem uma atmosfera toda especial. Eu vejo poesia! Com a roupa certa e a companhia ideal não há tempo ruim! Tô saudosa hoje e essas fotos, pelos dias lindos que passei com minha família e amigos queridos, merecem demais um espaço nesse blog!

Da esquerda para direita: baby Catarina, Ju, Leo, Kilian, Tina e mamis. Amo vocês demais ❤

6on6 #April

6on6 #April

Começamos o mês de abril fotografando cerejeiras e magnólias. Os dias de árvores floridas duram pouco, por isso tentamos aproveitar bem e fizemos muitas fotos com o nosso bebê! O Thomas viajou pela primeira vez dentro da Alemanha. Fomos para Karlsruhe visitar a minha amiga Carla, também mamãe de um Thomas. Tentei fotografar os dois juntinhos e enquanto um tirava uma soneca, o outro xarazinho sorria pro vento. Eu postei a foto dos dois no meu Instagram e a Carla escreveu assim: “quanta coisa esses dois xarazinhos representam e nem imaginam”. Pois é! Um dia vamos contar pra eles que nós duas sonhávamos com a maternidade e que coincidentemente engravidaramos com um mês de diferença. Eles vão saber que compartilhamos as nossas experiências durante os nove meses que carregamos eles na barriga. Compartilhei a minha felicidade com a Carla assim como fiz com as minhas irmãs. Eles vão saber que nasceram com apenas 11 dias de diferença! E os nomes iguais? Sim, foi mais uma coincidência, que de certa forma faz a história dos dois ser ainda mais bonitinha. Eu espero que quando eles estiverem grandinhos possam ser bons amiguinhos!

Eu procuro no meu computador fotos que não sejam do Thomas e simplesmente não encontro. A única desse mês foi uma que fiz da folha da minha monstera. Não sei até que ponto os meus posts do 6on6 continuarão interessantes. Eu já não publiquei sobre o mês de fevereiro e março porque não deu outra coisa aqui. Não tenho como evitar, o meu mundo só gira em torno dele.

Foto 1: nós dois posando para o papai no segundo dia do mês debaixo de uma árvore florida; foto 2: os dois xarazinhos; foto 3: bebezinho dorminhoco em um domingo chuvoso; foto 4: tulipas e pézinhos de bisnaga; foto 5: acho charmosa a folha da monstera num vasinho; foto 6: bumbum de cacto só porque a mamãe ama!

O mês de abril da Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla(Inglaterra)

Hrunalaug & Seljavallalaug: banhos termais e um pouco do nosso segundo dia na Islândia

Hrunalaug & Seljavallalaug: banhos termais e um pouco do nosso segundo dia na Islândia

Para não dizer que esse blog virou blog de maternidade e pra relembrar o nosso segundo dia de viagem eu resolvi dar continuidade aos posts sobre a Islândia (para ver os outros clique aqui e aqui). Há um ano chegamos em Keflavík e eu coloquei os meus pés pela primeira vez na Islândia. No nosso primeiro dia percorremos todo o Golden Circle e no final do dia, depois de termos visitado a cachoeira Gullfoss, fomos em busca de encontrar a fonte termal Hrunalaug para depois seguir e direção ao sul do país. O Kilian tinha pesquisado bastante sobre os banhos termais e selecionado os que gostaríamos de visitar. Esse em especial é praticamente no meio do nada e bastante difícil de achar. O nosso objetivo era dar prioridade aos banhos que são pouco visitados e que funcionam só na base da pequena contribuição.

Hrunalaug

É uma fonte super pequena, mas fez valer todos os quilômetros rodados tentando encontrá-la. A água é maravilhosamente quente! Sim, muito quente! E a paisagem é de tirar o fôlego! Tem uma cabaninha pra trocar de roupa e já entrar na fonte. All natural, baby! Nesse dia estávamos sozinhos. Nenhum ser humano por perto. E isso fez a nossa passagem por lá ainda mais inesquecível. Por praticamente 2 horas aquele lugar maravilhoso nos pertenceu!

Localização: Hruni

Como chegar: dirigir pela rota 344 até Hruni. Ao entrar na cidade, procurar por um sinal pintado à mão indicando o caminho para a fonte. Esse sinal é que foi difícil de encontrar! Há um estacionamento e pra chegar à fonte, basta uma caminhada fácil de uns 5 minutos.

A caminho do sul da Islândia

Nós amamos percorrer o Golden Circle. Mas a viagem começou a ficar ainda mais interessante ao passo que nos aproximavámos do sul, onde estão localizadas as melhores atrações na minha opinião. No caminho vimos cachoeiras de água azul turqueza, estradas cada vez mais fotogênicas e finalmente pude pisar nas areias escuras do litoral. O nosso próximo destino foi a cachoeira Seljalandsfoss (aquela que dá pra andar por trás dela) e em seguida a piscina Seljavallalaug. A Seljalandsfoss merece um post completo, por isso escreverei sobre ela mais pra frente.

Seljavallalaug

Essa é provavelmente a fonte termal mais fotografada da Islândia. Ela fica somente a duas horas de carro de Reykjavik. O caminho até lá possui um cenário lindo! Infelizmente (embora a gente tenha amado a caminhada até lá) ficamos decepcionados por dois motivos: 1. a fonte não é quente, mas até aí tudo bem; 2. tem uma cabana para mudar e pendurar roupas e esse sim foi o motivo maior da nossa decepção. Eu nunca vi na vida um lugar tão sujo! Vi de tudo no chão. De absorventes usados a garrafas de bebidas alcoólicas. Uma grande pena! Porque ela é uma das piscinas termais mais antigas da Islândia. Nós sabíamos que ela era turística e mesmo assim quisemos ir até lá. Só não esperávamos encontrar um lugar tão mal tratado pelos turistas. Ficamos pouco tempo lá. Eu fiquei tão enojada que nem me senti a vontade na água. Bom, não sei se é sempre assim. Talvez nós só tivemos a infelicidade de visitá-la num dia ruim.

Localização: sul da Islândia, oeste da cachoeira Skógafoss

Como chegar: a partir da rota 1, pegar a rota 242 e seguir até um estacionamento de frente para uma fazenda. De lá, é só continuar andando pelo vale por cerca de 20 minutos.

to be continued…