amor que cresce

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Eu estava muito ansiosa pelo dia em que descobriríamos mais sobre você. Comi chocolate como sugerido por uma amiga, mas chegando lá descobri que a consulta seria só de controle. O médico só faria a revelação do gênero com 5 meses, ou seja, eu teria que esperar ainda mais 4 semanas pra te ver novamente. Como é que eu aguentaria? De fato não aguentei. Pedi no mesmo momento pra fazer uma ultrassonagrafia extra com a desculpa de que queria apenas ver o quanto você havia crescido. Sorte minha de ter comido o chocolate, você se mexia muito e deu pra ver nitidamente as tuas perninhas e bracinhos pra lá e pra cá. Até que o médico encontrou a posição que eu tanto esperava ver. Engraçado é que sempre me dirigi a ti usando “ele” enquanto todos apostavam que você seria a Anna Luisa, que sem dúvidas seria uma menininha amada com a mesma intensidade. Uma amiga me disse que era o meu instinto falando comigo, mas eu prefiro acreditar que era apenas a pontinha de esperança que eu ainda tinha que você fosse um menino. Eu não tive dúvida alguma do que vi e gritei chorando: é o nosso menino Kilian! O médico riu e acredito que sem muita boa vontade nos “confirmou”.

Você já fazia parte das nossas vidas desde a época em que eu e teu pai éramos casados mas morávamos em cidades separadas. Ele ainda em Mainz lutando pra terminar o doutorado e eu em Tübingen. Nossos familiares e amigos mais próximos, todos sabiam sobre você e te chamavam pelo nome, antes mesmo de você sequer existir. Naquele ano a vontade de ser tua mãe já existia, mas ela só se intensificou mesmo um ano depois, quando finalmente encontramos o nosso lar aqui em Fürth. Infelizmente eu tive que lutar um tempo contra ela sabe. Era a língua pra aprender, trabalho numa cidade nova e sem perspectivas na minha área pra procurar e aquela chamada fase de curtir a vida a dois, e isso filho a gente fez direitinho. O tempo foi passando e o desejo crescia descontroladamente. Eu não tive sossego na alma até o dia em que te descobri dentro de mim. E mesmo com toda a ansiedade da espera, te confesso hoje feliz que você veio no tempo certo. A notícia que você estava a caminho foi o presente de aniversário de 33 anos do teu pai. Ele não poderia ter recebido presente melhor. Eu te quis tanto, ambicionei tanto essa vida. Você que antes era apenas um sonho bom, um pedido pra Deus, agora é realidade. Meu Thomas, meu menino.

Três lagos alpinos na Baviera para visitar no outono

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Igreja de St. Sebastian em Ramsau bei Berchtesgaden

Acho que nunca vou cansar de falar da região do Parque Nacional de Berchtesgaden aqui no blog. A Alemanha tem vários lugares incríveis, mas pra mim é exatamente lá aonde a Alemanha é mais bonita. O próprio viajante e naturalista alemão Alexander von Humboldt já a classificou como “uma das mais belas da terra”. Acredite, ele não exagerou! Quando amigos me perguntam qual região ir na Alemanha eu sempre recomendo Berchtesgaden. Até para quem não gosta de trilhas existem várias outras coisas interessantes para se fazer por lá. Visitar o Ninho da Águia é uma delas, por exemplo. Além disso, o parque fica na fronteira com a Áustria, apenas 20 km de Salzburg. Então visitar Berchtesgaden é poder visitar dois países ao mesmo tempo.

Na quinta, dia 22 de Setembro, começa oficialmente o outono por aqui e o post é pra celebrar a chegada dessa época do ano que eu adoro. Claro que os alpes são lindos em qualquer época do ano. Mas sei lá, acho que no outono tudo fica mais intenso e as paisagens se tornam especialmente mais bonitas. Abaixo estão os três lagos que visitamos no outono do ano passado. Ainda tô assustada com o fato desse ano estar quase acabando, vocês também?

Hintersee

Esse lago fica pertinho de Ramsau, vilarejo situado a 10 km de Berchtesgaden. A foto acima é um dos cartões postais mais conhecidos da Baviera. Duas horas são necessárias para andar tranquilamente ao redor do lago por um caminho que já inspirou pintores e artistas (Malerweg). É lá também que está situada a Zauberwald ou floresta encantada, onde há uma trilha linda e super fácil, mas sapatos apropriados são imprescindíveis.

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Königssee 

Um passeio de barco nos leva até à capela de St. Bartholomä, símbolo do Königssee, de onde já fizemos uma trilha maravilhosa até uma caverna de gelo.

O Königssee tem uns 8 km de extensão e uma água tão cristalina que é considerada uma das mais puras da Alemanha. O passeio ao longo do lago é feito em barcos de propulsão elétrica, que são bem silenciosos e preservam a limpeza do local. Tem um guia que explica durante o percurso algumas curiosidades e em um ponto onde o lago fica mais estreito, o barco pára em frente a um paredão rochoso e o guia toca com um trompete uma melodia para que possamos ouvir o eco vindo das montanhas, chamado de Eco do Königssee. Eu já fiz esse passeio três vezes e sempre fico emocionada.

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Obersee

Mas a melhor parte do passeio é continuar no barco por mais uns 30 minutos, onde se chega ao começo da trilha que leva até o lago Obersee. Essa é a forma mais fácil de chegar lá. A mais difícil e longa é seguindo trilhas de nível elevado pelas montanhas. O caminho que fizemos com a ajuda do barco é bem fácil e quem não está acostumado com hiking não terá dificuldade alguma. Esse trecho é na verdade muito frequentado por famílias e até à cabana das fotos abaixo é possível ir com carrinho de bebê. O restante do caminho até o fim do lago já é um pouquinho mais difícil. Sapatos de hiking são essenciais.

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Nós gostamos tanto de visitar os alpes no outono (especialmente porque detesto fazer trilha no calor) que na próxima semana já estaremos a caminho da nossa próxima aventura, dessa vez na Itália: as Dolomitas! Um bom comecinho de outono pra quem mora pras bandas de cá!

Islândia – um resumo do primeiro dia

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Nossa viagem para Islândia começou com um pequeno contratempo. Nós saímos de Nuremberg pela Air Berlin e fizemos conexão em Düsseldorf. Chegando lá fomos informados que o nosso vôo havia sido cancelado porque o aeroporto de Keflavík tinha entrado em greve naquela noite. Foi uma confusão muito grande porque os funcionários não sabiam avisar quando que seria o próximo vôo e pra completar as nossas malas tinham sumido! Depois de quase duas horas esperando pela localização das malas, nós fomos encaminhados para o nosso hotel, felizmente já sabendo que o embarque seria no dia seguinte à noite. Foi uma tensão muito grande porque tivemos que entrar em contato com o bed & breakfast onde passaríamos a primeira noite (e fazer uma nova reserva, pagando pela primeira noite sem estar lá) e com a Touring Cars, empresa onde alugamos o motorhome, que teríamos que pegar já no dia seguinte pela manhã. Imaginem o meu nível de estresse! Com esse atraso teríamos 1 dia a menos na nossa rota e isso me deixou muito p* da vida. Enfim, perdemos uma diária no b&b, mas acabou dando tudo certo. A Air Berlin mudou sem cobranças a data da nossa volta e assim continuamos com os nossos 15 dias completos. A Touring Cars também não cobrou pelo dia que não chegamos e prolongou o nosso aluguel. Ufa!

O lado bom dessa confusão é que temos uma amiga querida que mora em Düsseldorf e acabamos passando um dia maravilhoso com ela na cidade. Eu nunca tinha visitado Düsseldorf e foi uma delícia conhecer assim tão espontaneamente (e com a cabeça fria) um pouco de lá.

E finalmente tinha chegado o momento em que estávamos embarcando para o meu tão sonhado destino. O legal de ter pego o vôo à noite é que saímos da Alemanha já anoitecendo e chegamos na Islândia com o sol ainda se pondo. Então ainda deu pra ver claramente lá de cima as geleiras Jökulsarlon, que falerei mais pra frente.

No dia seguinte cedinho o moço da Touring Cars nos buscou no b&b e nos levou para o escritório onde teríamos uma introdução de uso do automóvel. Tudo durou cerca de três horas. Terminado o processo, nós fomos abastecer a geladeira no Bónus (que saudade!), uma rede de supermercados espalhada por todo o país e com muita ansiedade partimos em direção ao Círculo de Ouro (Golden Circle), onde começamos a nossa viagem. Posteriormente vou falar sobre o preço da alimentação na Islândia e dar uma ideia do quanto gastamos nas duas semanas.

A sequência da nossa rota de 15 dias, percorrendo um total de 3500 km foi em sentido anti-horário começando pelo Golden Circle e terminando na penísula de Reykjanes.

Assim que entramos no Golden Circle, não demorou muito até começarmos a parar o carro a cada 5 minutos para tirar fotos. Parecíamos dois loucos deseperados, achando que se não fizessemos fotos disso ou daquilo não poderíamos voltar atrás e a única coisa que não queríamos era seguir em frente arrependidos de não ter registrado um certo momento ou lugar. À primeira vista tudo parecia MUITO surreal, como se a gente estivesse realmente em outro planeta. Nada era parecido com qualquer coisa que eu já tivesse visto na vida.

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Para quem vai para a Islândia com pouco tempo e quer aproveitar ao máximo o seu tempo, o Golden Circle é um ótimo ponto de partida. Três grandes atrações do país estão por lá (descritas abaixo). A grande comodidade é que ele não fica longe da capital ReyKjavík e em apenas um dia é possível visitar esses três lugares.

Mas chega de conversa! Abaixo estão os quatro highlights do nosso primeiro e inesquecível dia na Islândia!

Parque Nacional Þingvellir

O parque está localizado entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, que se separam cerca de 4cm por ano. Além do importante valor histórico e cultural desse lugar – que é cede do parlamento mais antigo do mundo – e da sua beleza, o movimento das placas torna esse lugar singular. É o único lugar no mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar.

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Gêiseres

Esse lugar é muito legal e fica localizado no Vale Geotérmico Haukadalur. Achei muito massa ver o festival de explosão dos jatos d’água. Há várias fontes de água quente e cada um tem um nome. O Geysir (foto 3 abaixo), que deu nome ao lugar, não entra em erupção desde 1915, mas ao lado dele tem outra fonte chamada  Strokkur (colagem), com erupções que ocorrem a cada 10 minutos. Passamos uns 30 minutos no local fotografando o filmando o fenômeno. Uma visita imperdível!

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Gullfoss

A cachoreira dourada da Islândia! É a próxima parada depois de dirigir apenas 10 km do Geysir. Chegamos lá no finalzinho da tarde, o que foi muito bom já que uma leva grande de turistas tinha acabado de deixar o lugar. Passamos um tempão contemplando aquele lugar e ouvindo de olhos fechados o som quase que ensurdecedor do fluxo de água. Embora ela seja imensa, a Gullfoss ainda não é a maior do país. A maior fica no norte (Dettifoss) e pra nossa falta de sorte ela estava coberta de neve. Como em todas as grandes atrações, o acesso à essa cachoeira é ridiculamente fácil e tudo é perfeitamente bem estruturado.

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A primeira vez que vimos os cavalos islandeses

Terminamos o dia seguindo em direção à uma fonte de água quente super escondida, já fora do Golden Circle. Falarei sobre ela no próximo post. No caminho fizemos a primeira paradinha para admirar de perto esses cavalos islandeses. Engraçado é que antes de encontrá-los eu já estava preocupada achando que seria difícil vê-los. Tinha lido que eles estão em todos os lugares e até a nossa visita à Gullfoss ainda não tínhamos visto um! Mas sim, os dias foram passando e constatei que eles estão mesmo everywhere! Esses cavalos são tão amáveis! É possível chegar perto deles sem medo e eles são também verdadeiros modelos. Acho que uma das coisas que mais amei nos meus dias na Islândia foi exatamente ter contato com eles e chegar pertinho deles com minha câmera. Ainda vai ter muita foto de cavalo nos próximos posts!

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Dá pra acreditar que a Islândia é ainda mais linda que isso? Nós amamos visitar o Golden Circle, mas devo confessar que a Islândia só começou mesmo me tirar o fôlego à medida que nos aproximávamos do sul. Esse é o primeiro post de uma série de não sei quantos posts sobre a Islândia. Mas enquanto os outros ainda estão no rascunho ou sendo planejados, queria compartilhar que eu escrevi um resumão sobre a nossa viagem para a edição de aniversário da Revista Ocapop, da qual sou colaboradora. Na matéria eu mostrei em fotos um pouquinho do que mais me surpreendeu! Então caso você tenha tempo e vontade, te convido a clicar aqui e acompanhar essa nova edição que está linda e em clima de comemoração. Comemoração pra mim também, que durante um ano tive o imenso prazer de colaborar em quatro edições! Estou na página 84.

Toda road trip tem que ter uma trilha sonora não é mesmo? A da nossa viagem foi muito linda e a cada post vou compartilhar com vocês as músicas que mais nos marcaram! Neste post: Crystals – Of Monsters and Men, uma banda da Islândia pela qual sou apaixonada!

6on6 #die letzten drei Monate

6on6_augustEu andei sumida e quietinha, longe do blog e de qualquer rede social porque precisei de um tempo só pra nós. Um tempo pra viver intensamente cada segundo dos primeiros meses dessa coisa inexplicavelmente maravilhosa que é gerar uma vida. Um tempo também pra lutar contra os medos e incertezas que me acompanharam durante o começo. Eu sumi do blog, senti saudades, mas dessa vez não me sinto nem um pouco culpada ou tentada a pedir desculpas pelo sumiço como fiz várias outras vezes. Pelo contrário, acho que esse tempo serviu pra me mostrar o quanto eu amo este espaço, as pessoas que passam por aqui, as que levei pra vida real e as que futuramente irei conhecer. Por isso, nada mais justo que compartilhar aqui que baby Schuller está finalmente a caminho!

Eu achei que seria muito oportuno compartilhar essa novidade através das fotos do projeto 6on6. A partir de agora os temas são livres e poderemos escrever sobre coisas legais que acontecem durante os meses. Já peço desculpa a vocês meninas do 6on6 por estar fugindo um pouco à regra, mas mostrar apenas o mês de agosto em fotos sem falar dos dois meses anteriores é estar contando a missa pela metade. “Os últimos três meses” que é o título do meu post, estão resumidos nas seis fotos aqui postadas!

Há 15 semanas descobri que mais um coração batia dentro de mim e o turbilhão de sentimentos que tenho vivido desde o primeiro segundo que o vi bater é inexplicável. Nesse momento a ficha caiu! Eu estava realmente grávida (claro que eu ainda duvidada dos três testes de farmácia que tinha feito)! E a partir daí passei a sentir que não existe mais nenhum segundo do meu dia que eu me sinta sozinha. Eu ainda não sei se esse bebê é menino ou menina, mas já estou loucamente apaixonada e muito, muito feliz com o que quer que seja. Eu ainda não senti meu bebê mexer, mas sei que isso não vai demorar muito pra acontecer e esse momento será mais um milestone na nossa história. No entanto, sei que mesmo com todo o amor que tem inundado o meu coração, o dele(a) bate ainda mais forte que o meu.

Estou muito ansiosa pelos próximos meses e ainda tenho a sensação de que o tempo está se arrastando. O dia dois de março parece estar ainda muito longe.

Tenho lido diariamente sobre maternidade e o engraçado é que mesmo achando que já sabia de muita coisa, por ter visto e acompanhado de perto o crescimento dos meus sobrinhos, me dei conta de que esse mundo é muito mais complexo e fascinante do que eu imaginava. Esse livro foi a primeira coisa que comprei assim que descobri a gravidez. Ele ilustra e explica detalhadamente o processo da concepção desde o comecinho. Com ele eu acompanho o desenvolvimento do meu bebê a cada semana e claro, fico maravilhada com cada detalhe novo que descubro.

Tenho acompanhado e registrado também a evolução que o meu corpo está passando. É incrível observar que há duas semanas atrás eu não tinha nada pra mostrar e hoje já posso exibir orgulhosa a minha barriga de bebê, como diz o Kilian!

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Sendo uma do-it-yourselfer, tenho ocupado o tempo livre criando amigurumis fofos de crochê. Me agrada muito a ideia de presentear crianças com brinquedos feito à mão. Tem sido uma forma maravilhosa de relaxar a minha mente. Fico só sonhando com um quartinho decorado com coisinhas feitas por mim!

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Eu quero e vou escrever mais sobre a minha gravidez. Mas hoje eu só queria compartilhar essa novidade brevemente com vocês. Queria ressaltar também que engravidar sempre foi um sonho. Quem me acompanha sabe disso. E o caminho até aqui eu não posso dizer que foi fácil. Eu tenho vivido dias maravilhosos e procuro ver em tudo um motivo de alegria. Jamais quero me queixar se engordar mais do que deveria ou ficar depremida se minha barriga e seios ficarem marcados por estrias. Eu não tenho medo disso! O meu maior medo era de nunca conseguir realizar esse sonho. Infelizmente eu vejo tantas pessoas reclamando das suas gestações e odiando o fato de estarem grávidas e me deixa profundamente triste saber que muitas mulheres que não conseguem conceber um filho, por qualquer que seja a razão, dariam um olho para estar no lugar das insatisfeitas. Isso pra mim tem nome: falta de empatia. Foram 10 longos meses pra chegar até aqui. Sei que não é um tempo tão longo comparado com o que muitas mulheres que sonham com a maternidade tem que enfrentar. Mas talvez tenha sido o suficiente pra sentir um pouco na pele o quão doloroso é ter a realização desse sonho tão fora de alcance.

Eu agradeço a Deus por esse presente e continuo orando pelas minhas amigas para que elas também sejam abençoadas. Se vocês lerem esse post, quero que saibam que a minha felicidade só ficará ainda mais completa quando eu receber a notícia de que vocês também vão ser mamães!

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O mês de agosto da Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla(Inglaterra)

 

O mês dos morangos na Alemanha

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O que eu mais gosto sobre o mês de junho é que ele é o mês da colheita de morangos! Uma atividade que já virou tradição aqui em casa. Funciona mais ou menos como nos campos de flores que escrevi aqui recentemente. Você colhe o quanto quiser e enquanto isso pode também se deliciar à vontade com morangos fresquinhos, bio e enormes. No final paga-se só o que colheu🙂.

Aproveitamos que fez um solzinho no fim de semana e fomos visitar uma plantação que descobri aqui pertinho casa. Colhemos três quilos para fazer geléia, mas já comemos mais da metade rs! O bom é que a plantação é aberta diariamente até as 18 horas e dá pra voltar lá rapidinho. Ano passado testei uma receita que deu super certo e quem provou da geléia aprovou! Eu sempre tenho uns potinhos sobrando aqui em casa porque acho que é uma ótima forma de presentear meus amigos. Eu acredito que uma lembrancinha feita e decorada por mim mesma tem o potencial de agradar muito mais do que algo comprado só por comprar. Se tiver interesse na receita, é só clicar aqui para ler o post.

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Se acontecer de você visitar a Alemanha em junho, tente colocar na sua programação visitar uma plantação de morangos. Você terá a oportunidade de fazer algo totalmente diferente e eu garanto que é muito divertido, principalmente para crianças!

Pra quem mora na região e acompanha o blog, essa plantação chama Lecker von Decker e fica em Cadolzburg, pertinho de Fürth.

Boa semana pra vocês❤

Um passeio pela Alsácia

O post de hoje está super colorido com toda a beleza das casinhas em estilo enxaimel, arquitetura bem típica encontrada em várias cidades alemãs. Mas dessa vez o nosso destino foi a Alsácia, uma região vinícola encantadora situada no leste da França, bem coladinha na Alemanha e na Suíça. Um fato histórico muito interessante sobre essa região é que ela já foi motivo de discórdia e disputa durante muitos anos entre a França e a Alemanha. A Alsácia já pertenceu ao território germânico várias vezes, fato que resultou em uma mistura cultural com grande influência germânica, não só em termos de arquitetura mas também gastronômicos. Eu visitei três cidades nessa região nos últimos dois meses e compartilho aqui no blog um pouquinho das minhas impressões!

Strasbourg

Essa foi a minha primeira visita à capital da Alsácia. E o dia estava simplesmente lindo! Uma temperatura super agradável, típica dos dias de primavera, que nos possibilitou caminhar tranquilamente pela cidade. Engraçado é que já morei a pouco mais de duas horas de Strasbourg e nunca tive a oportunidade de visitá-la. Enfim, a oportunidade surgiu quando estávamos a caminho da Suiça. Conhecer Strasbourg em um dia tão bonito fez a nossa visita curtinha ser ainda mais especial. Rapidamente fomos tomados pela atmosfera amigável da cidade e caminhamos horas por suas ruas estreitas super charmosas, que pra mim já foram a grande atração do dia.

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Cidades com esse tipo de arquitetura são um colírio pra mim! Mesmo já tendo visitado inúmeras aqui na Alemanha, eu nunca me decepciono quando visito mais uma. Tem gente que não vê graça e acha tudo uma coisa só. Eu já acho que cada uma tem uma peculiaridade que faz a diferença. Eu me interesso também pelo background dessas cidades. Adoro saber que estou andando por ruas históricas, é como se de certa forma eu pudesse voltar no tempo.

Visitamos a bela Catedral de Notre-Dame, tão magnífica que até tive dificuldade de enquadrá-la. Quando eu visitar Strasbourg novamente quero ir até o topo, a vista deve ser espetacular!

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Por último, visitamos o bairro Petite France. Apesar do nome, o bairro possui arquitetura predominantemente germânica. De lá tem-se uma vista privilegiada dos canais que dividem o bairro e das torres da cidade. Coisa linda de se ver! O Kilian fez uma foto minha que gostei muito🙂.

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Eguisheim

Eguisheim é um dos vilarejos medievais super charmosos da Rota do Vinho. As ruas são super estreitas, as casinhas são coloridas e existe em cada detalhe uma certa rusticalidade que me encanta. Dá pra acreditar que tudo isso ainda pode ficar mais lindo? No verão esse vilarejo francês se transforma! Pelo que vi em outros sites, ele fica todo decorado com flores e muito mais cheio de cor e vida. Uma pena que quando fui estava chovendo e as fachadas ainda não estavam decoradas. Quem me levou pra conhecer esse vilarejo fofo foi minha amiga ocapoper Carla. A cidade é muito pequena, por isso umas 2 horas é quase que suficiente pra ver tudo. Não tenho dúvidas que voltarei lá na época das flores!

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Colmar

Eu e Carla saímos de Eguisheim e fomos até Colmar, que fica somente a uns 8 km de distância e lá. O que dizer dessa cidade? Ela é simplesmente LINDA! Ela é bem maior que Eguisheim e dá pra passar muito mais tempo por lá. Ela é um dos pontos principais da Rota do Vinho e também fica ainda mais charmosa na época das flores. Confesso que queria ter visto Colmar florida, do jeito que sempre imaginei. Mas isso não foi motivo algum de decepção, porque só o colorido lindo das fachadas foi o suficiente pra me deixar deslumbrada. A parte mais fofa da cidade é sem dúvida a Petite Venise, onde fiz as fotos abaixo. Não é um verdadeiro colírio?

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E a delicadeza dessas janelinhas, não é pra morrer de amor?❤

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Quero muito voltar na Alsácia pra conhecer as outras cidades da Rota do Vinho. Mas da próxima vez vou tentar ir no verão, pra não correr o risco de ver essas cidades sem flores🙂.

 

6on6 #unser letzter Urlaub

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Só mesmo o 6on6 pra fazer eu dar as caras por aqui! Mas dessa vez eu tenho um motivo! Meu computador está me dando o maior trabalho ultimamente. A bateria dele resolveu não carregar mais. Já mandei ele pro conserto duas vezes, mas sempre volta com o mesmo problema. Enfim, passei uns dias sem ele e pelo visto vou ter que passar mais um bocado de dias. Um saco😦.

Mas o post de hoje não é pra falar sobre meus mimimis. Pra quem ainda não sabe o que é o projeto 6on6: eu e outras meninas de 4 países diferentes postamos no dia 6 de cada mês sobre um tema que escolhemos, com o objetivo de compartilharmos as diferenças e similaridades dos países que residimos e também pra contar um pouco sobre as nossas viagens. O tema de cada mês é escrito na língua do país que moramos! E o tema desse mês é sobre o destino da nossa última viagem, que no meu caso foi a Suiça.

Fomos conhecer Lauterbrunnen, uma vila alpina muito charmosa, que parece ter servido de inspiração para paisagens da Terra Média da saga Senhor dos Anéis (clique aqui para ver a ilustração de Rivendell e sua semelhança com o vilarejo). Esse lugar é tão lindo que é difícil de acreditar que ele exista. Uma pena que as fotos não conseguem mostrar a beleza real do lugar. Fiquei boquiaberta quando entramos no vale, que por sinal é também chamado de vale das cachoeiras. São mais de 70 cachoeiras dando um visual super único ao lugar! Aproveitamos o dia ensolarado por lá e de quebra ainda fizemos uma trilha facinha, só pra ver as montanhas mais de perto!

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Eu sei, eu sei…devemos postar apenas 6 imagens! Mas como esse post já estava no rascunho e acabou casando com o tema do mês, eu resolvi deixar as fotos dessas vaquinhas, só porque elas são muito lindas❤. Os cavalos estão para a Islândia, assim como as vaquinhas estão para os alpes (desculpa a analogia barata!)! Vimos essas belezuras no dia seguinte, quando fomos fazer uma outra trilha ao longo do lago Lucerna. Passamos três dias maravilhosos na Suiça, fizemos duas trilhas  super legais e eu já espero poder voltar em breve pra explorar um pouquinho mais esse país lindo!

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A hike a day keeps the doctors away🙂
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Confira também as viagens das outras meninas: Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla (Inglaterra)

6on6 #Natur

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Eu sei que estou super atrasada com o post do projeto 6on6, mas o tema desse mês eu simplesmente não poderia deixar passar. Antes tarde do que nunca não é mesmo?! O motivo do atraso alguns já sabem, eu estive viajando! Os detalhes dos dias que passamos na Islândia eu vou ficar contando nos posts seguintes. Por hora posso só adiantar que ainda estou processando tudo o que vi e vivi. Confesso que voltei pra casa cheia de saudade e só de ouvir as piadas do Kilian sobre eu esperar um pouco pra tomar banho porque ele ainda não ligou o boiler dá um apertinho. Foi uma experiência incrível, que desejo a cada um de vocês!

Quando viajei no final de abril, nós deixamos a Alemanha com um clima super temperamental. Teve dia que foi possível ver as quatro estações em uma única manhã. Caia um monte de neve, depois abria aquele solzão, depois a chuva escurecia o céu completamente. E tudo isso com árvores já lindamente floridas. A natureza também tem seus dias! Quem mora na Alemanha sabe da fama que o mês de abril tem e conhece bem o ditado “April, der macht, was er will”, ou seja, o mês de abril faz o que ele bem quer!

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Mas mesmo com o tempo louco eu já andei curtindo muito os dias lindos da primavera com minha companheira de vida. Assim como no ano passado, eu tive que passar por essa cerejeira que fica no parque da cidade e fazer a foto da Amélie embaixo dela. Eu sei que tem muita coisa charmosa nesse mundo, mas essa minha bike é fotogênica demais!

Uma das coisas que mais gosto durante a primavera é ver a Alemanha com as cores do Brasil! Eu amo essa combinação de cores! Infelizmente esse rosa lindo das fotos acima dura muito pouco, apenas umas três semanas no máximo, que é quando as cerejeiras e as magnólias florescem. Já a paisagem das fotos abaixo é o que se vê até o comecinho do verão. Essa é a época dos campos de canola, das florzinhas do campo e do dente-de-leão. Tempo que já dá pra colocar os dedinhos dos pés de fora, de deitar na grama verde e admirar o céu azul. O espetáculo da natureza primaveril é o mesmo todos os anos, a telespectadora aqui é a mesma também. Mas o encantamento de vivenciá-lo novamente é maior a cada ano!

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Confira também as fotos das outras girls: Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla (Inglaterra)

Tulipas to go

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Blumen zum Selbstschneiden é o nome que se dá à essa maravilha: ir a um campo de flores, cortar você mesma as suas e depois levá-las pra casa feliz e satisfeita! E isso tudo na base da confiança! Funciona assim: você escolhe e corta as suas tulipas, só que não existe uma pessoa lá cobrando pagamento e controlando quem entra e sai do campo, mas sim uma caixinha ou um potinho onde se deve colocar o dinheiro. Cada tulipa custa 0,45 centavos e o negócio super funciona. Acredito que ninguém corta flor e vai embora sem pagar, ou então espera anoitecer pra ir de fininho.

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Essa pessoa linda de vestidinho branco é a Carla, uma das editoras da Revista Oca Pop (@revistaocapop), onde eu tenho o prazer de ser colaboradora (links das matérias na página “sobre” do blog). Eu a visitei recentemente em Weil am Rhein, uma cidade do ladinho de Basel e logo no primeiro dia, que estava super ensolarado, nós tivemos a ideia de colher tulipas! O campo era pequeno, nada tão espetacular como os campos de tulipas na Holanda, mas deu pra gente se divertir e a Carla além de levar essas belezuras que cortou pra casa, ainda ganhou mais um buquêzinho do senhorzinho que parecia cuidar do campo. Ele viu que estávamos fazendo as fotos e nos disse que as tulipas já abertas são lindas para fotos, mas que as mais fechadinhas duram muito mais em casa. Fica a dica!

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Somente flores pagas trazem alegria (Freude) e amigos (Freunde), diz o cartaz acima. Ainda diz mais: nós confiamos em você! Que mentalidade hein❤. O que você acham: será que esse tipo de negócio funcionaria no Brasil? Eu tenho minhas dúvidas, mas não me custa nada imaginar o quanto seria lindo se algo do tipo pudesse dar certo no nosso país. Quero saber a opinião de vocês!

6 on 6 #auf dem Land

Vou começar o post de hoje pedindo desculpas pelo sumiço. Pulei o último post do projeto por falta de tempo e pelo caos que foi o mês de março. Mas tô de volta e dessa vez com um tema que gosto muito. Quem me segue sabe que sou de Fortaleza, a quinta maior cidade do Brasil. Aqui na Alemanha morei em cidades relativamente pequenas e por incrível que pareça, eu não sinto falta de morar em cidade grande. Ter morado nessas cidades pequenas me fez descobrir o quanto eu adoro a simplicidade e a calmaria que elas proporcionam. Por isso acredito que eu viveria muito feliz “auf dem Land”, ou seja, no interior, mesmo sem nunca ter morado em um.

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Difícil de acreditar? Pois bem, eu posso dizer que virei um bicho do mato depois que vim parar na Alemanha. Parece que toda a tranquilidade e segurança que eu nunca tive em Fortaleza eu encontrei aqui. Eu e Kilian adoramos explorar os vilarejos vizinhos da nossa cidade. Daí sempre falo pra ele sobre o meu sonho de um dia ter uma casa no verde, com um pé de magnólia ou uma cerejeira no jardim e bastante lugar pras crianças correrem. Ele diz que morar no interior tem as suas vantagens, mas que todas as minhas lojas favoritas ficariam muito longe de casa. Quer saber, acho que abriria mão de ir na Zara com frequência só pra ter um lugar onde eu pudesse plantar uns tomates e acima de tudo, onde eu pudesse ter ainda mais qualidade de vida.

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Já escrevi algumas vezes sobre esse lugar lindo das fotos. É um vilarejo que fica a 40 km de Fürth e que vive basicamente da produção de cerveja e do turismo de quem faz hiking. Além disso, essa região é uma grande produtora de cerejas e em alguns dias essa paisagem ficará assim como nesse post que escrevei há um ano atrás. Eu sempre levo lá quem vem de visita e até quem não gosta de interior acaba se apaixonando!

Você já conhece os outros blogs do projeto? Eu super recomendo a leitura! Mais sobre o tema na Irlanda (Taís), Holanda (Paula), Ucrânia (Alê) e Inglaterra (Lolla).