O mês dos morangos na Alemanha

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O que eu mais gosto sobre o mês de junho é que ele é o mês da colheita de morangos! Uma atividade que já virou tradição aqui em casa. Funciona mais ou menos como nos campos de flores que escrevi aqui recentemente. Você colhe o quanto quiser e enquanto isso pode também se deliciar à vontade com morangos fresquinhos, bio e enormes. No final paga-se só o que colheu🙂.

Aproveitamos que fez um solzinho no fim de semana e fomos visitar uma plantação que descobri aqui pertinho casa. Colhemos três quilos para fazer geléia, mas já comemos mais da metade rs! O bom é que a plantação é aberta diariamente até as 18 horas e dá pra voltar lá rapidinho. Ano passado testei uma receita que deu super certo e quem provou da geléia aprovou! Eu sempre tenho uns potinhos sobrando aqui em casa porque acho que é uma ótima forma de presentear meus amigos. Eu acredito que uma lembrancinha feita e decorada por mim mesma tem o potencial de agradar muito mais do que algo comprado só por comprar. Se tiver interesse na receita, é só clicar aqui para ler o post.

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Se acontecer de você visitar a Alemanha em junho, tente colocar na sua programação visitar uma plantação de morangos. Você terá a oportunidade de fazer algo totalmente diferente e eu garanto que é muito divertido, principalmente para crianças!

Pra quem mora na região e acompanha o blog, essa plantação chama Lecker von Decker e fica em Cadolzburg, pertinho de Fürth.

Boa semana pra vocês❤

Um passeio pela Alsácia

O post de hoje está super colorido com toda a beleza das casinhas em estilo enxaimel, arquitetura bem típica encontrada em várias cidades alemãs. Mas dessa vez o nosso destino foi a Alsácia, uma região vinícola encantadora situada no leste da França, bem coladinha na Alemanha e na Suíça. Um fato histórico muito interessante sobre essa região é que ela já foi motivo de discórdia e disputa durante muitos anos entre a França e a Alemanha. A Alsácia já pertenceu ao território germânico várias vezes, fato que resultou em uma mistura cultural com grande influência germânica, não só em termos de arquitetura mas também gastronômicos. Eu visitei três cidades nessa região nos últimos dois meses e compartilho aqui no blog um pouquinho das minhas impressões!

Strasbourg

Essa foi a minha primeira visita à capital da Alsácia. E o dia estava simplesmente lindo! Uma temperatura super agradável, típica dos dias de primavera, que nos possibilitou caminhar tranquilamente pela cidade. Engraçado é que já morei a pouco mais de duas horas de Strasbourg e nunca tive a oportunidade de visitá-la. Enfim, a oportunidade surgiu quando estávamos a caminho da Suiça. Conhecer Strasbourg em um dia tão bonito fez a nossa visita curtinha ser ainda mais especial. Rapidamente fomos tomados pela atmosfera amigável da cidade e caminhamos horas por suas ruas estreitas super charmosas, que pra mim já foram a grande atração do dia.

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Cidades com esse tipo de arquitetura são um colírio pra mim! Mesmo já tendo visitado inúmeras aqui na Alemanha, eu nunca me decepciono quando visito mais uma. Tem gente que não vê graça e acha tudo uma coisa só. Eu já acho que cada uma tem uma peculiaridade que faz a diferença. Eu me interesso também pelo background dessas cidades. Adoro saber que estou andando por ruas históricas, é como se de certa forma eu pudesse voltar no tempo.

Visitamos a bela Catedral de Notre-Dame, tão magnífica que até tive dificuldade de enquadrá-la. Quando eu visitar Strasbourg novamente quero ir até o topo, a vista deve ser espetacular!

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Por último, visitamos o bairro Petite France. Apesar do nome, o bairro possui arquitetura predominantemente germânica. De lá tem-se uma vista privilegiada dos canais que dividem o bairro e das torres da cidade. Coisa linda de se ver! O Kilian fez uma foto minha que gostei muito🙂.

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Eguisheim

Eguisheim é um dos vilarejos medievais super charmosos da Rota do Vinho. As ruas são super estreitas, as casinhas são coloridas e existe em cada detalhe uma certa rusticalidade que me encanta. Dá pra acreditar que tudo isso ainda pode ficar mais lindo? No verão esse vilarejo francês se transforma! Pelo que vi em outros sites, ele fica todo decorado com flores e muito mais cheio de cor e vida. Uma pena que quando fui estava chovendo e as fachadas ainda não estavam decoradas. Quem me levou pra conhecer esse vilarejo fofo foi minha amiga ocapoper Carla. A cidade é muito pequena, por isso umas 2 horas é quase que suficiente pra ver tudo. Não tenho dúvidas que voltarei lá na época das flores!

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Colmar

Eu e Carla saímos de Eguisheim e fomos até Colmar, que fica somente a uns 8 km de distância e lá. O que dizer dessa cidade? Ela é simplesmente LINDA! Ela é bem maior que Eguisheim e dá pra passar muito mais tempo por lá. Ela é um dos pontos principais da Rota do Vinho e também fica ainda mais charmosa na época das flores. Confesso que queria ter visto Colmar florida, do jeito que sempre imaginei. Mas isso não foi motivo algum de decepção, porque só o colorido lindo das fachadas foi o suficiente pra me deixar deslumbrada. A parte mais fofa da cidade é sem dúvida a Petite Venise, onde fiz as fotos abaixo. Não é um verdadeiro colírio?

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E a delicadeza dessas janelinhas, não é pra morrer de amor?❤

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Quero muito voltar na Alsácia pra conhecer as outras cidades da Rota do Vinho. Mas da próxima vez vou tentar ir no verão, pra não correr o risco de ver essas cidades sem flores🙂.

 

6on6 #unser letzter Urlaub

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Só mesmo o 6on6 pra fazer eu dar as caras por aqui! Mas dessa vez eu tenho um motivo! Meu computador está me dando o maior trabalho ultimamente. A bateria dele resolveu não carregar mais. Já mandei ele pro conserto duas vezes, mas sempre volta com o mesmo problema. Enfim, passei uns dias sem ele e pelo visto vou ter que passar mais um bocado de dias. Um saco😦.

Mas o post de hoje não é pra falar sobre meus mimimis. Pra quem ainda não sabe o que é o projeto 6on6: eu e outras meninas de 4 países diferentes postamos no dia 6 de cada mês sobre um tema que escolhemos, com o objetivo de compartilharmos as diferenças e similaridades dos países que residimos e também pra contar um pouco sobre as nossas viagens. O tema de cada mês é escrito na língua do país que moramos! E o tema desse mês é sobre o destino da nossa última viagem, que no meu caso foi a Suiça.

Fomos conhecer Lauterbrunnen, uma vila alpina muito charmosa, que parece ter servido de inspiração para paisagens da Terra Média da saga Senhor dos Anéis (clique aqui para ver a ilustração de Rivendell e sua semelhança com o vilarejo). Esse lugar é tão lindo que é difícil de acreditar que ele exista. Uma pena que as fotos não conseguem mostrar a beleza real do lugar. Fiquei boquiaberta quando entramos no vale, que por sinal é também chamado de vale das cachoeiras. São mais de 70 cachoeiras dando um visual super único ao lugar! Aproveitamos o dia ensolarado por lá e de quebra ainda fizemos uma trilha facinha, só pra ver as montanhas mais de perto!

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Eu sei, eu sei…devemos postar apenas 6 imagens! Mas como esse post já estava no rascunho e acabou casando com o tema do mês, eu resolvi deixar as fotos dessas vaquinhas, só porque elas são muito lindas❤. Os cavalos estão para a Islândia, assim como as vaquinhas estão para os alpes (desculpa a analogia barata!)! Vimos essas belezuras no dia seguinte, quando fomos fazer uma outra trilha ao longo do lago Lucerna. Passamos três dias maravilhosos na Suiça, fizemos duas trilhas  super legais e eu já espero poder voltar em breve pra explorar um pouquinho mais esse país lindo!

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A hike a day keeps the doctors away🙂
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Confira também as viagens das outras meninas: Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla (Inglaterra)

6on6 #Natur

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Eu sei que estou super atrasada com o post do projeto 6on6, mas o tema desse mês eu simplesmente não poderia deixar passar. Antes tarde do que nunca não é mesmo?! O motivo do atraso alguns já sabem, eu estive viajando! Os detalhes dos dias que passamos na Islândia eu vou ficar contando nos posts seguintes. Por hora posso só adiantar que ainda estou processando tudo o que vi e vivi. Confesso que voltei pra casa cheia de saudade e só de ouvir as piadas do Kilian sobre eu esperar um pouco pra tomar banho porque ele ainda não ligou o boiler dá um apertinho. Foi uma experiência incrível, que desejo a cada um de vocês!

Quando viajei no final de abril, nós deixamos a Alemanha com um clima super temperamental. Teve dia que foi possível ver as quatro estações em uma única manhã. Caia um monte de neve, depois abria aquele solzão, depois a chuva escurecia o céu completamente. E tudo isso com árvores já lindamente floridas. A natureza também tem seus dias! Quem mora na Alemanha sabe da fama que o mês de abril tem e conhece bem o ditado “April, der macht, was er will”, ou seja, o mês de abril faz o que ele bem quer!

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Mas mesmo com o tempo louco eu já andei curtindo muito os dias lindos da primavera com minha companheira de vida. Assim como no ano passado, eu tive que passar por essa cerejeira que fica no parque da cidade e fazer a foto da Amélie embaixo dela. Eu sei que tem muita coisa charmosa nesse mundo, mas essa minha bike é fotogênica demais!

Uma das coisas que mais gosto durante a primavera é ver a Alemanha com as cores do Brasil! Eu amo essa combinação de cores! Infelizmente esse rosa lindo das fotos acima dura muito pouco, apenas umas três semanas no máximo, que é quando as cerejeiras e as magnólias florescem. Já a paisagem das fotos abaixo é o que se vê até o comecinho do verão. Essa é a época dos campos de canola, das florzinhas do campo e do dente-de-leão. Tempo que já dá pra colocar os dedinhos dos pés de fora, de deitar na grama verde e admirar o céu azul. O espetáculo da natureza primaveril é o mesmo todos os anos, a telespectadora aqui é a mesma também. Mas o encantamento de vivenciá-lo novamente é maior a cada ano!

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Confira também as fotos das outras girls: Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla (Inglaterra)

Tulipas to go

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Blumen zum Selbstschneiden é o nome que se dá à essa maravilha: ir a um campo de flores, cortar você mesma as suas e depois levá-las pra casa feliz e satisfeita! E isso tudo na base da confiança! Funciona assim: você escolhe e corta as suas tulipas, só que não existe uma pessoa lá cobrando pagamento e controlando quem entra e sai do campo, mas sim uma caixinha ou um potinho onde se deve colocar o dinheiro. Cada tulipa custa 0,45 centavos e o negócio super funciona. Acredito que ninguém corta flor e vai embora sem pagar, ou então espera anoitecer pra ir de fininho.

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Essa pessoa linda de vestidinho branco é a Carla, uma das editoras da Revista Oca Pop (@revistaocapop), onde eu tenho o prazer de ser colaboradora (links das matérias na página “sobre” do blog). Eu a visitei recentemente em Weil am Rhein, uma cidade do ladinho de Basel e logo no primeiro dia, que estava super ensolarado, nós tivemos a ideia de colher tulipas! O campo era pequeno, nada tão espetacular como os campos de tulipas na Holanda, mas deu pra gente se divertir e a Carla além de levar essas belezuras que cortou pra casa, ainda ganhou mais um buquêzinho do senhorzinho que parecia cuidar do campo. Ele viu que estávamos fazendo as fotos e nos disse que as tulipas já abertas são lindas para fotos, mas que as mais fechadinhas duram muito mais em casa. Fica a dica!

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Somente flores pagas trazem alegria (Freude) e amigos (Freunde), diz o cartaz acima. Ainda diz mais: nós confiamos em você! Que mentalidade hein❤. O que você acham: será que esse tipo de negócio funcionaria no Brasil? Eu tenho minhas dúvidas, mas não me custa nada imaginar o quanto seria lindo se algo do tipo pudesse dar certo no nosso país. Quero saber a opinião de vocês!

6 on 6 #auf dem Land

Vou começar o post de hoje pedindo desculpas pelo sumiço. Pulei o último post do projeto por falta de tempo e pelo caos que foi o mês de março. Mas tô de volta e dessa vez com um tema que gosto muito. Quem me segue sabe que sou de Fortaleza, a quinta maior cidade do Brasil. Aqui na Alemanha morei em cidades relativamente pequenas e por incrível que pareça, eu não sinto falta de morar em cidade grande. Ter morado nessas cidades pequenas me fez descobrir o quanto eu adoro a simplicidade e a calmaria que elas proporcionam. Por isso acredito que eu viveria muito feliz “auf dem Land”, ou seja, no interior, mesmo sem nunca ter morado em um.

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Difícil de acreditar? Pois bem, eu posso dizer que virei um bicho do mato depois que vim parar na Alemanha. Parece que toda a tranquilidade e segurança que eu nunca tive em Fortaleza eu encontrei aqui. Eu e Kilian adoramos explorar os vilarejos vizinhos da nossa cidade. Daí sempre falo pra ele sobre o meu sonho de um dia ter uma casa no verde, com um pé de magnólia ou uma cerejeira no jardim e bastante lugar pras crianças correrem. Ele diz que morar no interior tem as suas vantagens, mas que todas as minhas lojas favoritas ficariam muito longe de casa. Quer saber, acho que abriria mão de ir na Zara com frequência só pra ter um lugar onde eu pudesse plantar uns tomates e acima de tudo, onde eu pudesse ter ainda mais qualidade de vida.

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Já escrevi algumas vezes sobre esse lugar lindo das fotos. É um vilarejo que fica a 40 km de Fürth e que vive basicamente da produção de cerveja e do turismo de quem faz hiking. Além disso, essa região é uma grande produtora de cerejas e em alguns dias essa paisagem ficará assim como nesse post que escrevei há um ano atrás. Eu sempre levo lá quem vem de visita e até quem não gosta de interior acaba se apaixonando!

Você já conhece os outros blogs do projeto? Eu super recomendo a leitura! Mais sobre o tema na Irlanda (Taís), Holanda (Paula), Ucrânia (Alê) e Inglaterra (Lolla).

Dresden e o Parque Nacional da Suíça Saxônica

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Demorou muito até eu finalmente tirar um tempo pra visitar Dresden. Capital da Saxônia, a cidade fica a três horas de Nuremberg. Um bate-volta no inverno é quase impossível, por isso reservamos dois dias pra visitar a cidade e arredores. Entre o bombardeio aliado que destruiu quase todo o seu centro na Segunda Guerra Mundial e os quase 50 anos de ocupação soviética durante a Guerra Fria, eu pensava que provavelmente não haveria muito mais com o que me impressionar. Mas a também chamada Florença do Elba, referência ao seu conjunto arquitetônico e ao rio que cruza a cidade, me provou neste último fim de semana o quanto eu estava errada a seu respeito. Dresden é sem dúvidas, uma das melhores cidades para se visitar na Alemanha. Imagine só a sensação de andar pelas ruas de uma cidade que durante a guerra foi praticamente reduzida a pó. Cerca de 90% do centro histórico de Dresden foi destruído e toneladas de bombas vitimaram mais de 25 mil pessoas. Intrigante é saber que o fim da guerra era só uma questão de tempo quando a cidade foi violentamente bombardeada. Dresden não era uma cidade industrial ou de importância estratégica, mas mesmo assim ela não foi poupada e todo um patrimônio foi transformado em ruínas .

Uma cidade que se reergueu das cinzas!

Eu fiquei totalmente boquiaberta observando todos aqueles prédios com arquitetura barroca fascinante ao passo que o Kilian (meu livro de história ambulante) me contava sobre os detalhes da devastação durante a guerra.

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A igreja da foto acima por exemplo, a Frauenkirche, ficou em ruínas e permaneceu no mesmo estado durante toda a ocupação soviética. Após o fim do regime comunista e da reunificação da Alemanha com a queda do muro de Berlim, deu-se início o seu processo de reconstrução, que foi financiado através de doações. O processo de recuperação levou 13 anos e só em 2005 foi concluído. O mais incrível é que pedaços originais da igreja foram guardados, catalogados e reutilizados na reconstrução!

As grandes atrações da cidade ficam no centro e é muito fácil visitar todas elas a pé. Não estou escrevendo sobre cada uma aqui porque eu sou uma péssima contadora de história. Além do mais, nós não fotografamos tudo. Eu confesso que fazer fotos em cidades lotadas de turistas não é a minha praia. Bom, quem me acompanha já sabe que o objetivo do blog não é apresentar roteiros de viagens, mas sim as nossas impressões sobre os lugares que visitamos! Além do centro, fizemos um passeio pelo Neustadt, que é a parte nova da cidade. Lá tem vários lugares legais, livrarias, cafés alternativos e uma atmosfera bem legal.

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Talvez vocês devam saber através das notícias que Dresden tem sido palco de demonstrações do PEGIDA (sigla para Patriotische Europäer gegen die Islamisierung des Abendlandes ou Europeus Patriotas contra à Islamização do Ocidente), uma organização xenofóbica que se opõe à imigração dos mulçumanos na Alemanha. Em meio à essa crise migratória, eu achava que o clima na cidade estaria um pouco tenso. Mas estava tudo tranquilo. Vimos duas pequenas manifestações a favor dos refugiados e muitos, muitos cartazes contendo “Refugees Welcome” espalhados pela cidade.

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No dia seguinte nós acordamos cedinho e pegamos a estrada até a região do Parque Nacional da Suíça Saxônica, já quase na fronteira com a República Tcheca. Eu já havia visitado essa região no verão do ano passado, mas o Kilian ainda não a conhecia. Então nós aproveitamos que ela fica somente a 30 km de Dresden e fomos passar o dia por lá. Estava uma manhã tão fria e um cenário tão inspirador que tivemos que parar no caminho pra fotografar!

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O Parque Nacional da Suíça Saxônica possui 79 km de extensão e uma natureza fenomenal. A origem das montanhas de arenito formadas acima do rio Elba, resultado de ações erosivas, é geologicamente bastante remota. A gente se sente até um pouco insignificante, como uma formiguinha, diante da grandiosidade de todas aquelas formações rochosas tão peculiares. Na foto abaixo a ponte Bastei (lê-se bastai). Foi tão bom ter ido cedinho, porque o lugar ainda estava vazio e deu pra caminhar e fotografar tranquilamente por lá. Os arredores do Bastei contém centenas de trilhas. Nós pegamos uma delas com duração de 3 horas, sempre beirando o rio Elba e fomos até o pico (à direita) da montanha que aparece na foto atrás do Bastei. Uma delícia de caminhada! Quando voltamos a ponte estava super lotada, impossível de transitar sobre ela. Ponto pra mim que fiz questão de acordar cedo!

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O Bastei é aberto o ano todo e a entrada é grátis. A forma mais acessível para se chegar lá é de carro, porém existem conexões de ônibus saindo de Dresden. Esse passeio é imperdível, não canso de recomendar! Imperdível também é sentar no Camondas, bem na frente da igreja Frauenkirche, pra tomar um delicioso chocolate quente. Provavelmente o melhor que já tomei na vida!

minhas plantinhas favoritas

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Diga oi para a minha pequena coleção de cactos e suculentas! Eu sou apaixonada por essas plantas! Se pudesse teria mais algumas, mas sempre que apareço em casa com uma nova vem o Kilian e diz: Frau, você já comprou outro cacto?! Na verdade ainda me falta um bem grande de canto. Quando ele menos esperar, vai chegar em casa e dar de cara com um cacto gigante!

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O que me faz ser louca por essas plantas – além de achá-las lindas como parte da decoração – é a praticidade que elas oferecem. Cactos e suculentas são plantas muito fáceis de cuidar. Elas não requerem muita manutenção e pra quem não quer dedicar muito tempo no cultivo de plantas mas mesmo assim faz questão de ter um pouco de verde dentro de casa, elas são uma ótima opção. Elas são de fato a melhor opção para os desatentos que não estão muito acostumados a cuidar de plantas! Se você é do tipo que esquece facilmente de regar, tenho certeza que um cacto cairia bem nas suas mãos. Mesmo se negligenciados por um tempo, eles demoram para dar os primeiros sinais de insatisfação.

Dentro de casa, essas plantas são facilmente cultivadas em vasos e tudo o que precisam para viver é de um lugar bem iluminado e pouca água. Eu nunca tive cactos no Brasil, mas sempre adorei a aparência deles e gostava de vê-los nas praias do litoral cearense. O meu primeiro cacto (foto acima à direita) eu comprei quando cheguei aqui na Alemanha. Ele vai completar 6 anos conosco (na verdade, durante os dois anos que estive no Brasil ele ficou aos cuidados do Kilian) e ainda continua lindão. O pequeno da foto abaixo é da Ikea e os outros fui adquirindo com visitas a lojas de jardinagem.

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Eu não sou nenhuma expert no cultivo de cactos, mas acredito que tenho uma mão boa pra cuidar deles! Por isso gostaria de destacar os cuidados que tomo pra deixar minhas plantas felizes e talvez inspirar alguns de vocês a querer tê-las em casa também:

  1. água sem exagero: cactos e suculentas retém bastante água, portanto é preciso ter muito cuidado para não regar excessivamente. Ao regar eu tenho o cuidado de molhar somente a terra, pois as folhas (no caso das suculentas) podem apodrecer.
  2. luz, muita luz: sempre coloco minhas plantinhas no cantinho da casa que pega a maior parte do sol durante o dia. A minha coleção sempre fica dentro de casa, seja no verão ou inverno. Durante o inverno, eu junto todas elas perto da porta da varanda uma vez por semana para um banho de luminosidade.
  3. adubar: a terra perde um pouco das suas propriedades com o tempo, por isso a cada 3-4 meses eu jogo um pouco de adubo e talvez um pouco de terra, caso a planta necessite. Daí aproveito esse momento e com uma luva especial dou uma ajeitada nos tortinhos.
  4. um pouquinho de carinho: quem pensa que planta não precisa de carinho está enganado. Fora os cactos eu tenho várias outras plantas e adoro a presença delas. Eu nem sei se sobreviveria a um inverno cinza e frio sem ter o verde delas dentro de casa!

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Quem aí é também louca por cactos? Me conta, quais são suas plantas favoritas?

[tag] bloggers out and about

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A Taís e a Bárbara me convidaram pra responder essa tag sobre viagens e eu não poderia deixar passar! A ideia surgiu a partir de blogueiras do grupo Bloggers out and about no Facebook. Ainda não tive tempo de conferir todos os blogs que estão participando, mas gostei do objetivo, que é compartilhar experiências!

1. Onde você nasceu?

Nasci em Fortaleza, no Ceará e só saí de lá pra morar em outro lugar aos 27 anos de idade.

2. Onde você mora hoje?

Desde 2014 em Fürth, na Alemanha. Mas já morei em mais outras duas cidades. Mainz em 2009 e Tübingen em 2013.

3. Qual foi o destino da sua última viagem?

Fomos para a Áustria, na região dos alpes do Tirol depois do natal. Tem post aqui!

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4. Qual o destino da sua próxima viagem?

Islândia no final de abril! E agora está tudo certinho: iremos percorrer a Ring Road com um camper por duas semanas. O que alugamos é completo com banheiro, cama e cozinha. Esse na verdade era o nosso objetivo desde o princípio, já que queríamos evitar o estresse de reservar várias acomodações em lugares diferentes. Assim teremos mais comodidade e vamos economizar na alimentação também. Estou super feliz que deu certo e conseguimos fechar um pacote bem legal. Eu até prevejo que irei encher esse blog com muitos posts sobre a viagem e desde já conto com a paciência de quem me acompanha🙂.

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foto: Nyr Dagur (essa moça ama a Islândia!)

5. Qual foi a sua melhor viagem?

A minha melhor viagem foi quando visitei Liverpool em fevereiro de 2010. Visitar essa cidade é o sonho de qualquer beatlemaníaco e estar lá, andar pelas ruas que eles andaram, repirar o ar daquela cidade simples de tijolos vermelhos foi uma verdadeira realização pessoal.

6. Qual foi o lugar mais bonito que você já visitou?

Ah, eu acho injusto dizer só um! Já visitei tantos lugares lindos: Ouro Preto, Budapeste, Londres, Viena maravilhosa, Praga, Rio de Janeiro e etc e tal.

7. Que lugar você quer muito visitar?

Quero muito conhecer a Irlanda, a Escócia, o Chile, a Patagônia, São Francisco…a lista é longa. Mas o próximo destino depois da Islândia será a Toscana, que eu sempre sonhei em visitar.

8. Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer?

NY! Nem sei o porquê, mas nunca me passa na cabeça a ideia de algum dia visitar essa cidade.

9. Onde você gostaria de estar agora?

Esses dias ando com muita saudade do Brasil. Gostaria muito nesse momento de estar em Fortaleza pra conhecer pessoalmente o novo bebê da família (#titia5x) e se pudesse daria um pulo em São Paulo pra visitar meus amigos amados.

10. Onde é o seu “lar”, o lugar que você se sente mais feliz. E por quê?

O meu lar é definitivamente ao lado do meu Kilian. Eu já passei da fase de achar que o meu lar continuaria sendo o Brasil, ao lado da minha família, debaixo da saia da minha mãe…e olha, eu sofri com essa ideia nos últimos anos. Tinha medo de nunca me sentir em casa aqui na Alemanha. Até que me dei conta de que eu seria feliz em qualquer lugar onde ele estivesse. Meu lar é onde estamos sonhando juntos e trabalhando hard na ideia de formar uma família. Seja aqui, no Brasil ou na China (sim, a proposta existe!), se a gente tiver junto, eu tô em casa, eu tô feliz!

Não vou marcar ninguém especificamente. Sintam-se todos convidados pra conhecer o grupo e responder a tag se houver interesse!

Aproveito o post pra informar que fiz uma nova conta no instagram @ana_schuller. A conta antiga não será mais utilizada. Então se tiver vontade, me segue lá🙂.

Hiking em Berchtesgaden – Jenner

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A primeira vez que fui ao topo do Jenner foi de bondinho. O pico dessa montanha, no coração do Parque Nacional de Berchtesgaden fica a 1874 metros de altitude. Lembro muito bem que essa foi a primeira trilha que fiz, já que descemos a montanha a pé. Quase quatro anos depois eu voltei ao topo, mas dessa vez a pé. Eu escrevo isso com um certo orgulho e talvez até com um pouquinho de arrependimento de só ter começado a explorar a natureza dessa forma no final dos meus 20 anos. O meu maior incentivador, meu querido esposo, faz trilha desde criancinha. Os pais dele praticam o Wandern (hiking) até hoje. Daí você pode se perguntar: mas o que tem de tão especial subir uma montanha? Bom, além do prazer que é colocar o corpo pra trabalhar, eu sempre fico maravilhada com o que vejo no caminho. Pra nós dois que amamos fotografar paisagens é sempre muito inspirador fazer trilhas nas montanhas. Eu também amo o silêncio e a calmaria de uma trilha vazia. Me faz lembrar do quanto eu detesto ouvir barulho.

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O dia que escolhemos pra fazer nossa trilha não prometia ser bonito. Mas mesmo com a névoa que tinha tomado de conta da paisagem, nós resolvemos acreditar que ela iria de dissipar e iríamos ser recompensados com um lindo panorama. Só que a cada 100 metros a névoa ficava ainda mais densa. Em certos momentos foi até desesperador procurar ver alguma coisa e não conseguir ver nada. Eu já tinha começado a ficar desmotivada, mas pra nossa surpresa, depois das três horas que levamos para chegar ao topo, o sol finalmente tinha começado a brilhar.

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Aí eu me animei muito, claro! Nós passamos um tempinho lá em cima, onde comemos e descansamos. O céu foi ficando cada vez mais azul durante a nossa descida e tudo ficou ainda mais lindo! Por isso o post de hoje tem muitas fotos. Sorry, mas ficou difícil escolher só dez!

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Eu sempre procuro tirar lições dessas minhas andanças. E uma delas é que essa sensação de realização, de provar pra mim mesma que eu posso subir uma montanha, me faz acreditar que eu posso fazer qualquer coisa nessa vida. E isso, ninguém poderá nunca tirar de mim!

* Afinal, It is not the mountain we conquer but ourselves [Edmund Hillary] *

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Subida: cerca de 923 metros

Nível de dificuldade: médio, difícil apenas em certos trechos.

Duração da trilha: em média pouco mais de 5 horas.

Nível de satisfação: 100%🙂