Islândia – Dyrhólaey, Vík e Reynisfjara

Islândia – Dyrhólaey, Vík e Reynisfjara

press play!

Continuando o nosso terceiro dia no sul da Islândia…

Saímos da praia de Sólheimasandur e seguimos em direção ao vilarejo de Vík. No caminho uma parada obrigatória em Dyrhólaey: uma subidinha até o topo de um penhasco que oferece uma vista majestosa da enorme extensão da praia de lava negra.

Dyrhólaey

Lá de cima se vê o penhasco que dá nome ao local. Dyrhólaey se traduz como: colina com porta, devido à essa grande abertura no penhasco. Eu já vi várias fotos no instagram de pessoas sendo fotografadas neste penhasco e inclusive nesse dia tinha gente lá na beirinha. Porém, a ida até lá é terminantemente proibida. Há placas e sinalizações durante todo o trajeto e até um arame para evitar a passagem. Acho muito triste que muitos turistas/fotógrafos desrespeitem as regras locais a fim de obter a foto perfeita. Enfim…

No caminho de volta pro carro nós descemos até a praia, que já estava com a maré mais baixa. Foi uma experiência única caminhar nessa areia! Não tinha como não dar pulos de felicidade!

A apenas alguns minutos de estrada, chegamos na praia de Reynisfjara. A particularidade dessa praia são as formações balsáticas curiosamente formadas de erupções vulcânicas, mas que de tão perfeitas, parecem ter sido esculpidas à mão. Quando chegamos lá levamos um susto ao ver a quantidade de pessoas na praia. A comodidade de ter vivido sobre quatro rodas, é que a gente podia parar e aproveitar bem um determinado ponto turístico sem a pressa de tirar fotos e sair correndo para o próximo. Ficamos bastante tempo por lá, até que toda a multidão fosse embora. Montamos o tripé, fizemos várias fotos nossas e curtimos muito a força que aquele lugar, aquele mar revolto possui.

Meu sonho mesmo era ter visto essa parte da Islândia com chuva, céu fechado (sim, me chamem de louca!). Mas é que o cenário é tão surreal, com uma natureza tão avassaladoura que eu acho que combina muito com aquele tempo hostil super moody, entende? A praia é também conhecida por suas ondas gigantes e conta-se que mesmo com o mar calmo, ondas gigantes podem ser formadas repentinamente após uma sequência de ondas menores. A advertência local é não chegar perto do mar para não correr o risco de ser arrastado pela chamada sneaker wave (já houve acidente fatal neste mesmo lugar).

Tem alguns lugares que eu gostaria de visitar novamente na próxima vez que eu for na Islândia (sim, eu quero muito uma segunda vez!) e essa praia está entre elas. Sem dúvidas, uma das paisagens mais lindas da Islândia.

Eu e as belas colunas de basalto

A praia de Vík fica logo à frente. Eu lembro que chegamos lá derrotados e em nenhum lugar no vilarejo era permitido passar a noite. As únicas fotos que tiramos foram a da igrejinha (logo acima) e esta foto abaixo. Chegamos em “casa” com muitas fotos e lembranças incríveis desse dia. Em único dia vimos a cachoeira Skógafoss, andamos quilômetros até o avião DC-3 wreck e exploramos tudo isso acima! Ah, Islândia, que saudade de tudo!

Kilian e seu momento de solitude

to be continued…

 

6 anos do This German Life

6 anos do This German Life

Quando eu decidi escrever esse blog eu nunca imaginei que após 6 anos eu ainda estaria por aqui. O objetivo inicial era colocar pra fora toda a euforia de estar mudando de vez pra Alemanha, os meus medos, inseguranças, falar sobre amor. Com o tempo a adapção foi ficando mais fácil, o coração foi se acalmando e a saudade do Brasil já não me arrancava tantas lágrimas de madrugada. O foco do blog foi mudando aos poucos também, pois eu sentia que já não precisava mais falar sobre minhas angústias. Comecei a escrever sobre nossas viagens, sobre fotogafia, sobre o quanto passei a amar morar neste lugar. A vida no país que nunca sonhei em morar estava mudando aos poucos para melhor. Eu passei a admirar o estilo de vida dos alemães, aprendi (e continuo aprendendo) a falar a língua deles, aprendi a não mais olhar pra trás em busca de uma vida com Kilian no Brasil.

Esse blog me ajudou a amadurecer, aguçou um talento que eu nem mesma sabia que tinha e me incentivou a aperfeiçoar o meu olhar para as coisas mais simples e significantes ao meu redor. Me apresentou pessoas maravilhosas. Me deu amigos que sairam do mundo virtual para a vida real. Este blog não tem muitos acessos, eu não faço divulgação dele (a não ser no meu instagram), mas ele tem uma coisa muito importante: uma mão cheia de leitores fiéis. Pessoas que me seguem desde o início. Não é, nunca foi sobre números ou popularidade. Eu escrevo aqui com o coração, mesmo que não faça isso com a frequência que gostaria. Eu acredito que num mundo de pessoas tão ávidas por atenção e popularidade, eu sou uma exceção. Eu realmente não me importo com estatísticas, com quantos comentários ou com quantas visualizações um post meu tem. Pra mim, este espaço é para compartilhar experiências e acreditem, a troca é muito grande e recompensadora!

Até quando eu vou escrever aqui? Eu realmente não sei. As vezes não me imagino escrevendo aqui aos 40 anos, e olha, pra chegar lá não tá faltando muito tempo. Mas por enquanto o que mais me faz ter vontade de voltar aqui pra escrever são as coisas maravilhosas que vivemos com Thomas. Ele é luz nas nossas vidas e tudo o que fazemos juntos hoje em dia tem um novo significado.

No último domingo visitamos uma fazenda aqui pertinho de casa com plantações de mirtilos, amoras e framboesas. Lá pode-se colher as frutas por conta própria e comer à vontade enquanto colhe. Os alemães adoram essas atividades e esse tipo de passeio passou a fazer parte do nosso estilo de vida. É maravilhoso poder criar Thomas assim. Mostrando pra ele o valor das coisas simples, que são elas que importam, do quão importante é passar tempo fora de casa. É lindo ver como ele se interessa, como interage com a natureza, como adora estar no chão explorando. Eu realmente não lembro de ter vivido um verão tão lindo quanto esse agora!

Eu simplesmente tinha que voltar aqui no dia do aniversário do blog só pra compartilhar um pouco deste dia!

Parabéns meu blog! Eu só tenho motivos para agradecer por esses nossos 6 anos juntos!

 

Tempo da colheita de morangos

Tempo da colheita de morangos

Todos os anos, em meados de junho, é a época ideal para se colher morangos aqui na Alemanha. Quem me acompanha sabe que todos os anos nós vamos colher os nossos moranguinhos e deve até se lembrar de alguns posts passados.

Quem colhe pode comer o quanto quiser durante a colheita. No final você só paga o que colocou na cestinha! Thomas amou correr pelo campo e até ajudou o papai a encher a cestinha. Comeu, sentou no chão e obviamente se sujou todo. A mamãe aqui ficou responsável por registrar esse momento. Incrível como o tempo voa. Acho que depois que virei mãe essa é a frase que mais falo. Mas é a mais pura verdade. Pisquei e o meu bebê, que no ano passado era apenas um tiquinho de gente no meio desse campo imenso, hoje já é um menininho.

É por este motivo que eu amo registrar os nossos momentos juntos!

Como é bom fazer as coisas que gosto com ele do lado. Se tem uma coisa que queremos muito é que ele cresça aproveitando e dando valor as coisas mais simples da vida. Elas sim é que realmente tem o poder de nos trazer felicidade!

blowing dandelions

blowing dandelions

Pode até parecer um absurdo, mas a primeira vez que eu soprei um dente-de-leão na vida foi aos 27 anos, quando me mudei pra Alemanha. A minha primeira primavera aqui, em 2010, foi uma das épocas mais lindas e felizes da minha vida. Eu nunca tinha visto tantas flores e uma grama tão verde na vida.

Me apaixonei pelas cerejeiras, pelas magnólias, pelas margaridas e por todas as flores amarelas que ficam espalhadas na grama nessa época do ano. Talvez por uma certa ignorância, eu sequer sabia que aquelas flores de cor amarelo vibrante mais tarde se transformariam em sementes secas e poderiam ser sopradas no ar como minúsculos helicópteros.

Não há como negar que é lindo demais ver as sementes branquinhas brilhando no ar! Thomas tem adorado “soprar” os dentes-de-leão que encontramos pelo nosso caminho. Ele ri, se diverte, cria um brilho nos olhos admirável e é totalmente mágico ver ele tentando soprar as sementes.

Mágico também é saber da consequência de ter gente como eu, ele e papai soprando dentes-de-leão por aí. Cada sementinha que voa pelo o ar eventualmente vai cair em algum lugar, onde provavelmente formará um novo dente-de-leão. Este é o processo com o qual os dentes-de-leão se procriam. Sem suas flores amarelinhas se transformando em sementes e Thomas com todo o seu esforço soprando as sementinhas através da brisa para novos locais, elas nunca sobreviveriam!

Ah se ele pelo menos soubesse que podemos também fazer um pedido ao soprá-los, na esperança de que o nosso desejo se torne realidade! Talvez na próxima primavera ele entenda o quão especial tudo isso pode ser. Enquanto isso, eu sopro e faço os meus pedidos para que ele cresça cheio de imaginação e esperanças.

 

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

O avião Dakota da marinha americana fez no dia 24 de Novembro de 1973 um pouso de emergência na praia de Sólheimasandur, no sul da Islândia. Boa notícia, toda a tripulação sobreviveu! Outra boa notícia, a fuselagem ficou lá abandonada e o lugar se tornou um dos cenários mais místicos e fantásticos para se fotografar no país.

Saímos da Skógafoss e seguimos na direção à aldeia de Vík. A praia fica logo no caminho, a uns 20 minutos de Vík. Perdidos num deserto de areia preta, andamos por uns 4 quilômetros (de ida!) nos orientando apenas nas poucas pessoas que regressavam. O acesso de carro ao local é proibido. A única forma de chegar lá é realmente tendo boa disposição de andar todos esses quilômetros.

Tivemos a sorte de ter um dia ensolarado. Mas esse céu azul não quer dizer muita coisa. O dia estava frio e fazendo um vento de querer desistir da longa caminhada. Mas como que a gente poderia desistir né? A vontade de conhecer esse lugar era mais forte que o vento que soprava gelado nas nossas fuças. Obviamente, não nos arrependemos quando finalmente avistamos de longe os destroços do avião. Parecia coisa de outro mundo!

Ou melhor, parecia que tínhamos sobrevivido ao apocalipse e estávamos lá, nós e outras pouquíssimas pessoas. Simplesmente surreal!

Eu e Kilian nos divertimos muito fotografando. Esta pequena “expedição” foi sem dúvida uma das mais marcantes durante as nossas duas semanas na Islândia!

to be continued…

Seljalandsfoss e Skógafoss – duas cachoeiras imperdíveis no sul da Islândia

Seljalandsfoss e Skógafoss – duas cachoeiras imperdíveis no sul da Islândia

Dá pra acreditar que essa viagem já está fazendo dois anos? Ainda rola falar sobre ela aqui no blog?

O nosso segundo dia na Islândia começou com uma visita à fonte termal Hrunalaug (post que coincidentemente também foi escrito no dia 1 de maio do ano passado) já a caminho da cachoeira Seljalandsfoss, no sul do país.

Seljalandsfoss

Sem dúvida a cachoeira Seljalandsfoss é a mais fotografada e famosa da Islândia. E o motivo? Ela é simplesmente a mais instagrâmica. É aquela que dá pra andar por detrás e que é cenário de muitas fotos lindas nos perfis dos fotógrafos mais populares do insta. Essa cachoeira era a que eu mais esperava ver pessoalmente. Chegamos cedo e conseguimos evitar a multidão de turistas e tivemos a cachoeira exclusiva pra nós por um tempinho. O que a gente não esperava era o tempo louco que estava fazendo. Chuva, sol, tempestade, ventania e arco-íris tudo acontecendo na mesma hora. A gente também não estava esperando que fosse ser tão difícil fazer boas fotos lá. A força da queda d’água deixou a minha câmera muito molhada. Mesmo assim fiz os meus cliques aqui pro blog, guardei a câmera e me conformei, afinal eu não sou fotográfa de paisagens e o mais importante pra mim era simplesmente estar lá! Caminhar por dentro da caverna é uma aventura e é garantia de sair molhado mas com fotos de ângulos bem legais.

Kilian estava vestido com roupa impermeável e se aventurou a tomar um banho!

Ainda pertinho de lá existe uma cachoeria secreta, a Gljúfrafoss, que é nada mais nada menos que um brinde extra para quem está visitando a Seljalandsfoss. O acesso à cachoeira é por uma fenda e entrar lá é também ter certeza de que vai se molhar! Foi a minha vez de entrar debaixo d’água. De impermeável eu só tinha os sapatos (os meus queridos Saloman) e a jaqueta. Fiquei encharcada, mas foi demais! Simplesmente uma experiência inesquecível!

Skógafoss

O segundo dia terminou visitando a piscina Seljavallalaug, sobre a qual também escrevi neste post aqui. Seguimos em direção à Skógafoss, que também fica na rota turística da Ring Road. Dirigimos até achar um local pra estacionar e passar a noite. A gente já estava bem pertinho da próxima cachoeira e o nosso terceiro dia começou ensolarado e de frente para a Skógafoss.

Ela também é fantástica e imperdível para quem está na Ring Road. O acesso é super fácil e logo a pouco mais de 100 metros dela fica o estacionamento.

Dela eu realmente queria ter tirado fotos melhores. Infelizmente tivemos que passar por ela logo cedo e o sol estava muito forte. Uma parte dela estava na sombra e a outra super iluminada pelo sol. Foi difícil! Mas mais uma vez eu deixei ânsia de ficar frustrada de lado e aproveitei a nossa passagem por lá. Na verdade não tem como não morrer de amor por cada lugar desse país. Eu não cansava de repetir pro Kilian: que lugar privilegiado, que natureza sem igual! Como que pode ter tanta coisa linda assim tudo junto num só lugar? E a gente só estava começando o terceiro dia. Mal sabíamos que ainda tinha muita coisa incrível pela frente pra ver. Uma coisa é certa, eu ainda vou voltar lá com o nosso pequeno explorador e visitar todos os lugares que mais me deixaram sem fôlego e a Skógafoss não vai ficar de fora. Quem sabe da próxima vez vou ter a sorte de fazer uns cliques mais legais…

Quem adivinha pra onde a gente foi depois que saímos de lá?

Fomos para a praia de Sólheimasandur, um dos cenários mais exóticos da Islândia, procurar o tal avião caído. O post já está no rascunho, falta só clicar em publicar!

debaixo das cerejeiras nós brincamos e fomos felizes

debaixo das cerejeiras nós brincamos e fomos felizes

noc, noc…tem alguém aí?

Já se passaram quase quatro meses desde a última vez que estive por aqui.

4. crazy. meses!

Há um ano atrás nós estávamos neste mesmo lugar, vivendo a nossa primeira primavera como uma família de três. O último ano passou rápido como um cometa e aqui estamos nós vivenciando mais uma primavera com o nosso bebê que já sabe correr e adora estar fora de casa. O inverno foi tão frio e longo, que me fez ficar muito ansiosa por estes dias longos e de temperaturas amenas. Estava literalmente necessitada de dias claros para a minha felicidade e bom humor do bebê. Nenê fica nervoso quando não tem passeios! E como todo ano, a época em que as cerejeiras florescem aqui na região da Fränkische Schweiz é muito esperada e especial. Elas ficam esplêndidas assim por por período muito curto. Mas não precisa de sorte para vê-las dessa forma. Existe aqui na região um barômetro (Blütenbarometer) que indica exatamente o estágio em que as árvores se encontram. Nós sempre esperamos até o momento em que as flores estão totalmente abertas para visitar o local.

Nós passamos uma tarde inteira passeando entre as cerejeiras e Thomas não conseguia conter a felicidade de estar lá. Corria de um lado pro outro. Coisa mais linda de se ver! Que privilégio é morar perto deste lugar e poder mostrar essa beleza infinita pra ele. Minha mãe também esteve conosco e mal conseguia acreditar que aquele cenário era de verdade. Até eu que vou todos os anos desde que me mudei pra cá ainda não acredito que ele existe!

Da próxima vez que a gente for até lá, em meados de julho, será a época de colheita das cerejas! Já posso até visualizar Thomas sentado na grama comendo as cerejas caídas das árvores… ❤

sobre os dias nos alpes com o bebê

sobre os dias nos alpes com o bebê

Essa viagem tinha tudo para ter sido o maior fiasco. Primeiro porque ela foi planejada de última hora. Segundo, porque eu era a única pessoa interessada nela. Eu queria ver neve e como aqui na região que moramos neva muito pouco, me veio a ideia de procurar acomodação em Berchtesgaden bem nas últimas semanas de dezembro. Obviamente que não encontrei nada e Kilian comemorou. Não satisfeita, comecei a procurar nas cidades vizinhas e acabei encontrando um air bnb bem charmosinho em Bad Reichenhall, que fica a uns 20 km do Königssee. Eu tinha certeza que iria ver neve, muita neve caindo do céu e espalhada pelo chão.

Uma vez que já estava tudo organizado, Kilian começou a se empolgar. Mas um dia antes da viagem decido olhar a previsão do tempo para os dias seguintes e veio aquela decepção. Chuva, tempestade, rajadas de vento e temperaturas acima de 5 graus. Tudo isso nos alpes, a região onde tem a maior probabilidade de ter neve nessa Alemanha! Como que cai neve do céu com uma temperatura dessas? Eu não desanimei e fui na confiança de que a previsão da região dos alpes é incerta e de que tudo poderia mudar.

Não mudou. Pelo menos nos dois primeiros dias. Kilian não pôde perder a oportunidade de rir da minha desgraça. No segundo dia, já entediados com o tempo ruim, resolvemos ir para uma Therme. O que novamente parecia não ter sido uma boa ideia. Dias de chuva durante o inverno aqui na Alemanha não dá outra. Todo mundo vai pra piscina. Fila de mais de 30 minutos pra entrar, Thomas chateado porque já era quase hora da soneca e eu me perguntando o porquê de não estar em casa, na nossa casa, debaixo dos nossos lençóis. Ufa! Conseguimos entrar. Muita criança gritando, chorando, piscinas lotadas. Thomas não se importou nem um pouco e como um verdadeiro Wassermaus (ratinho de piscina) se divertiu pra valer. Ele adorou observar todo o movimento e só de ver a alegria dele, esqueci o perrengue que foi pra entrar. O dia valeu muito a pena!

Felizmente os dias seguintes não tiveram previsão de chuva. Planejamos os nossos passeios, de modo que Thomas fizesse uma ou duas sonecas curtas no canguru e uma mais longa, por volta das 15 horas, quando retornássemos pra casa. Levamos o almoço dele, frutinhas (e mais os dois tetês!) para que ele passasse o dia super bem. Deu tudo certinho! Thomas está cada vez mais provando que é um super parceiro de viagem.

Infelizmente, neve caindo do céu nós não vimos. Mas vimos dias lindos amanhecer com o sol nascendo entre as montanhas, dissipando o nevoeiro e as nuvens baixas. Admiramos mais uma vez a beleza dos lagos alpinos, caminhamos por caminhos já conhecidos e nos demos conta do quão maravilhoso era estar de volta aquele lugar, dessa vez com o nosso filho.

E vimos neve sim! Neve não derretida no chão! Thomas brincou no chão nevado pela primeira vez na vida e mais parecia um bonequinho de neve ❤

Essa viagem tinha tudo pra ter sido o maior fiasco. Mas muito pelo contrário, ela foi maravilhosa!

adeus 2017

adeus 2017

Em 2018 eu quero mais dias como o de hoje, que foi regado de muitos raios de sol, amor, sorrisos genuínos e amizade verdadeira!

Obrigada por estar aqui! Significa muito pra mim saber que alguém lê e gosta do que escrevo. Obrigada por me seguir e me apoiar, mesmo que você faça isso silenciosamente. Meu objetivo aqui é compartilhar a nossa vida da maneira mais positiva possível, a fim de inspirar e trocar experiências. Eu escrevo aqui com o coração, faço isso porque adoro. Este espaço é uma grande fonte de alegria, criatividade e conforto e apesar de escrever principalmente pra mim, eu adoro saber que você gosta daqui! Então, mais uma vez obrigada!

Desejo um pacífico, feliz e frutífero 2018!

Pam, obrigada pela tua amizade! Obrigada por ser um pedacinho da minha família aqui na Alemanha. Te encontrar através desse blog foi uma das coisas mais bonitas que aconteceram na minha vida!

doce dezembro

doce dezembro

Eu sou uma amante do inverno. Engraçado quando eu digo isso aqui. Muita gente se assusta pelo fato de eu ser brasileira. Lembro muito bem do meu primeiro inverno na Alemanha. Recém-chegada e sem conhecer absolutamente ninguém, passei o meu aniversário, natal e ano novo sozinha dentro de um apartamento de 20 metros quadrados. Tirando a parte que chorei de solidão, eu lembro que chorei também de emoção de ver a neve cair pela primeira vez na minha vida. Lembro do cheiro, da sensação daquele momento. Lembro do medo que eu tive de sair de casa, da dor que sentia nos dedos dos pés e mãos por não saber me vestir direito. Lembro da euforia de finalmente estar vivendo num país frio, mas também do sufoco que foi conseguir me adaptar aquela grande mudança. Dezembro de 2009, foi um mês marcante na minha vida. O começo de uma nova vida. Foi nesse mês que eu me apaixonei pelos dias frios do inverno. Muitos anos já se passaram e eu ainda continuo esperando como uma criança a primeira neve do ano cair. Não me chamem de louca, mas é bem isso mesmo. Eu, nascida e criada no calor do Ceará, amo os dias frios, amo a neve! Aliás, alguém percebeu que tem neve caindo aqui no blog?

Bom, os dias curtos eu já não aprecio tanto assim. Eu acordo cedo, algo que não tenho mais escolha desde que fui “arrumar” um despertador que me acorda antes das 7 da manhã, sem aquela opção soneca, sabe? Ainda ficamos na cama trocando beijinhos e curtindo o aconchego até a hora que o papai levanta pra ir tomar banho. Visto minhas meias de lã, coloco um cardigan e vou fazer o meu café. Acendo as luzes, coloco baby no chão da cozinha, que é bem quentinho devido ao nosso “Fußbodenheizung”, e ele fica brincando com minhas colheres de pau e me admirando enquanto canto Johnny Cash. E começamos assim o nosso dia.

Quase sempre é um esforço imenso sair de casa nessa época do ano. Especialmente quando se precisa de meia hora pra vestir camadas e camadas de roupa, em mim e no bebê. Isso não é lá uma das coisas que Thomas aprecia. Requer habilidade, força e muita paciência. As vezes pegamos a primeira luz do dia, outras vezes a última. As vezes temos a sorte de sair num dia bem frio, onde o gelo se acumula sobre a superfície das plantas ou num dia de neve caindo. É vida que acontece ao nosso redor e apesar do esforço, eu sempre me alegro de ter deixado o quentinho da nossa casa.

Thomas gosta de estar do lado de fora. Eu percebo isso no comportamento dele, em dias de muita chuva, por exemplo, em que não conseguimos sair de casa. Ele fica impaciente e age como se estivesse me dizendo “me tira desse forno, por favor”. Logo em breve, quando ele já estiver andando seguramente, o ar livre vai ser o quintal da nossa casa. Há tantas coisas pra ele explorar! Mal vejo a hora de isso acontecer. Espero que ele continue gostando de caminhar comigo, conosco.

Dezembro é o meu mês. Há alguns dias atrás eu tive o privilégio de completar 35 anos de vida. Mais um dezembro, mais um ano de vida. Quem diria que oito anos depois do meu primeiro dezembro em Mainz sozinha, eu estaria comemorando os meus 35 anos com um bebê tão querido nos braços. Papai esteve em casa. Acordamos cedo como de costume, fizemos um excelente café da manhã juntos e depois fomos caminhar na floresta. Eu queria ter uns registros bonitos desse dia e queria também aproveitar que o cabelo estava lavado e bonito! A noite saímos para jantar. Nada de festa, nada de convidar amigos, nada de presentes. Eu queria aproveitar o meu dia somente com eles. E foi tão bom assim. Meu presente desse dia são essas fotos. Recordações lindas que valem mais que qualquer bem material.

Daqui uns dias acaba dezembro. Dizer o quê? Esse ano passou voando mesmo! Não canso de repetir isso. Olha só o tamanho de Thomas! Ele já está um meninão. Que loucura, daqui a 2 meses ele completa um ano de vida! Bom, mas enquanto isso ainda temos Natal e Réveillon para comemorar. Tem muita coisa linda para acontecer no restinho deste mês!

Quero aproveitar esse post, que será o último deste ano, para desejar um feliz Natal e fim de ano maravilhoso para todos vocês que me acompanham. Escrevi muito pouco esse ano, bem menos do que planejei, but, alas…essa vida exclusiva de mãe não é fácil. Talvez 2018 seja um ano mais produtivo por aqui!

Que 2018 seja doce!