Tempo da colheita de morangos

Tempo da colheita de morangos

Todos os anos, em meados de junho, é a época ideal para se colher morangos aqui na Alemanha. Quem me acompanha sabe que todos os anos nós vamos colher os nossos moranguinhos e deve até se lembrar de alguns posts passados.

Quem colhe pode comer o quanto quiser durante a colheita. No final você só paga o que colocou na cestinha! Thomas amou correr pelo campo e até ajudou o papai a encher a cestinha. Comeu, sentou no chão e obviamente se sujou todo. A mamãe aqui ficou responsável por registrar esse momento. Incrível como o tempo voa. Acho que depois que virei mãe essa é a frase que mais falo. Mas é a mais pura verdade. Pisquei e o meu bebê, que no ano passado era apenas um tiquinho de gente no meio desse campo imenso, hoje já é um menininho.

É por este motivo que eu amo registrar os nossos momentos juntos!

Como é bom fazer as coisas que gosto com ele do lado. Se tem uma coisa que queremos muito é que ele cresça aproveitando e dando valor as coisas mais simples da vida. Elas sim é que realmente tem o poder de nos trazer felicidade!

blowing dandelions

blowing dandelions

Pode até parecer um absurdo, mas a primeira vez que eu soprei um dente-de-leão na vida foi aos 27 anos, quando me mudei pra Alemanha. A minha primeira primavera aqui, em 2010, foi uma das épocas mais lindas e felizes da minha vida. Eu nunca tinha visto tantas flores e uma grama tão verde na vida.

Me apaixonei pelas cerejeiras, pelas magnólias, pelas margaridas e por todas as flores amarelas que ficam espalhadas na grama nessa época do ano. Talvez por uma certa ignorância, eu sequer sabia que aquelas flores de cor amarelo vibrante mais tarde se transformariam em sementes secas e poderiam ser sopradas no ar como minúsculos helicópteros.

Não há como negar que é lindo demais ver as sementes branquinhas brilhando no ar! Thomas tem adorado “soprar” os dentes-de-leão que encontramos pelo nosso caminho. Ele ri, se diverte, cria um brilho nos olhos admirável e é totalmente mágico ver ele tentando soprar as sementes.

Mágico também é saber da consequência de ter gente como eu, ele e papai soprando dentes-de-leão por aí. Cada sementinha que voa pelo o ar eventualmente vai cair em algum lugar, onde provavelmente formará um novo dente-de-leão. Este é o processo com o qual os dentes-de-leão se procriam. Sem suas flores amarelinhas se transformando em sementes e Thomas com todo o seu esforço soprando as sementinhas através da brisa para novos locais, elas nunca sobreviveriam!

Ah se ele pelo menos soubesse que podemos também fazer um pedido ao soprá-los, na esperança de que o nosso desejo se torne realidade! Talvez na próxima primavera ele entenda o quão especial tudo isso pode ser. Enquanto isso, eu sopro e faço os meus pedidos para que ele cresça cheio de imaginação e esperanças.

 

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

O avião Dakota da marinha americana fez no dia 24 de Novembro de 1973 um pouso de emergência na praia de Sólheimasandur, no sul da Islândia. Boa notícia, toda a tripulação sobreviveu! Outra boa notícia, a fuselagem ficou lá abandonada e o lugar se tornou um dos cenários mais místicos e fantásticos para se fotografar no país.

Saímos da Skógafoss e seguimos na direção à aldeia de Vík. A praia fica logo no caminho, a uns 20 minutos de Vík. Perdidos num deserto de areia preta, andamos por uns 4 quilômetros (de ida!) nos orientando apenas nas poucas pessoas que regressavam. O acesso de carro ao local é proibido. A única forma de chegar lá é realmente tendo boa disposição de andar todos esses quilômetros.

Tivemos a sorte de ter um dia ensolarado. Mas esse céu azul não quer dizer muita coisa. O dia estava frio e fazendo um vento de querer desistir da longa caminhada. Mas como que a gente poderia desistir né? A vontade de conhecer esse lugar era mais forte que o vento que soprava gelado nas nossas fuças. Obviamente, não nos arrependemos quando finalmente avistamos de longe os destroços do avião. Parecia coisa de outro mundo!

Ou melhor, parecia que tínhamos sobrevivido ao apocalipse e estávamos lá, nós e outras pouquíssimas pessoas. Simplesmente surreal!

Eu e Kilian nos divertimos muito fotografando. Esta pequena “expedição” foi sem dúvida uma das mais marcantes durante as nossas duas semanas na Islândia!

to be continued…

Seljalandsfoss e Skógafoss – duas cachoeiras imperdíveis no sul da Islândia

Seljalandsfoss e Skógafoss – duas cachoeiras imperdíveis no sul da Islândia

Dá pra acreditar que essa viagem já está fazendo dois anos? Ainda rola falar sobre ela aqui no blog?

O nosso segundo dia na Islândia começou com uma visita à fonte termal Hrunalaug (post que coincidentemente também foi escrito no dia 1 de maio do ano passado) já a caminho da cachoeira Seljalandsfoss, no sul do país.

Seljalandsfoss

Sem dúvida a cachoeira Seljalandsfoss é a mais fotografada e famosa da Islândia. E o motivo? Ela é simplesmente a mais instagrâmica. É aquela que dá pra andar por detrás e que é cenário de muitas fotos lindas nos perfis dos fotógrafos mais populares do insta. Essa cachoeira era a que eu mais esperava ver pessoalmente. Chegamos cedo e conseguimos evitar a multidão de turistas e tivemos a cachoeira exclusiva pra nós por um tempinho. O que a gente não esperava era o tempo louco que estava fazendo. Chuva, sol, tempestade, ventania e arco-íris tudo acontecendo na mesma hora. A gente também não estava esperando que fosse ser tão difícil fazer boas fotos lá. A força da queda d’água deixou a minha câmera muito molhada. Mesmo assim fiz os meus cliques aqui pro blog, guardei a câmera e me conformei, afinal eu não sou fotográfa de paisagens e o mais importante pra mim era simplesmente estar lá! Caminhar por dentro da caverna é uma aventura e é garantia de sair molhado mas com fotos de ângulos bem legais.

Kilian estava vestido com roupa impermeável e se aventurou a tomar um banho!

Ainda pertinho de lá existe uma cachoeria secreta, a Gljúfrafoss, que é nada mais nada menos que um brinde extra para quem está visitando a Seljalandsfoss. O acesso à cachoeira é por uma fenda e entrar lá é também ter certeza de que vai se molhar! Foi a minha vez de entrar debaixo d’água. De impermeável eu só tinha os sapatos (os meus queridos Saloman) e a jaqueta. Fiquei encharcada, mas foi demais! Simplesmente uma experiência inesquecível!

Skógafoss

O segundo dia terminou visitando a piscina Seljavallalaug, sobre a qual também escrevi neste post aqui. Seguimos em direção à Skógafoss, que também fica na rota turística da Ring Road. Dirigimos até achar um local pra estacionar e passar a noite. A gente já estava bem pertinho da próxima cachoeira e o nosso terceiro dia começou ensolarado e de frente para a Skógafoss.

Ela também é fantástica e imperdível para quem está na Ring Road. O acesso é super fácil e logo a pouco mais de 100 metros dela fica o estacionamento.

Dela eu realmente queria ter tirado fotos melhores. Infelizmente tivemos que passar por ela logo cedo e o sol estava muito forte. Uma parte dela estava na sombra e a outra super iluminada pelo sol. Foi difícil! Mas mais uma vez eu deixei ânsia de ficar frustrada de lado e aproveitei a nossa passagem por lá. Na verdade não tem como não morrer de amor por cada lugar desse país. Eu não cansava de repetir pro Kilian: que lugar privilegiado, que natureza sem igual! Como que pode ter tanta coisa linda assim tudo junto num só lugar? E a gente só estava começando o terceiro dia. Mal sabíamos que ainda tinha muita coisa incrível pela frente pra ver. Uma coisa é certa, eu ainda vou voltar lá com o nosso pequeno explorador e visitar todos os lugares que mais me deixaram sem fôlego e a Skógafoss não vai ficar de fora. Quem sabe da próxima vez vou ter a sorte de fazer uns cliques mais legais…

Quem adivinha pra onde a gente foi depois que saímos de lá?

Fomos para a praia de Sólheimasandur, um dos cenários mais exóticos da Islândia, procurar o tal avião caído. O post já está no rascunho, falta só clicar em publicar!

debaixo das cerejeiras nós brincamos e fomos felizes

debaixo das cerejeiras nós brincamos e fomos felizes

noc, noc…tem alguém aí?

Já se passaram quase quatro meses desde a última vez que estive por aqui.

4. crazy. meses!

Há um ano atrás nós estávamos neste mesmo lugar, vivendo a nossa primeira primavera como uma família de três. O último ano passou rápido como um cometa e aqui estamos nós vivenciando mais uma primavera com o nosso bebê que já sabe correr e adora estar fora de casa. O inverno foi tão frio e longo, que me fez ficar muito ansiosa por estes dias longos e de temperaturas amenas. Estava literalmente necessitada de dias claros para a minha felicidade e bom humor do bebê. Nenê fica nervoso quando não tem passeios! E como todo ano, a época em que as cerejeiras florescem aqui na região da Fränkische Schweiz é muito esperada e especial. Elas ficam esplêndidas assim por por período muito curto. Mas não precisa de sorte para vê-las dessa forma. Existe aqui na região um barômetro (Blütenbarometer) que indica exatamente o estágio em que as árvores se encontram. Nós sempre esperamos até o momento em que as flores estão totalmente abertas para visitar o local.

Nós passamos uma tarde inteira passeando entre as cerejeiras e Thomas não conseguia conter a felicidade de estar lá. Corria de um lado pro outro. Coisa mais linda de se ver! Que privilégio é morar perto deste lugar e poder mostrar essa beleza infinita pra ele. Minha mãe também esteve conosco e mal conseguia acreditar que aquele cenário era de verdade. Até eu que vou todos os anos desde que me mudei pra cá ainda não acredito que ele existe!

Da próxima vez que a gente for até lá, em meados de julho, será a época de colheita das cerejas! Já posso até visualizar Thomas sentado na grama comendo as cerejas caídas das árvores… ❤

sobre os dias nos alpes com o bebê

sobre os dias nos alpes com o bebê

Essa viagem tinha tudo para ter sido o maior fiasco. Primeiro porque ela foi planejada de última hora. Segundo, porque eu era a única pessoa interessada nela. Eu queria ver neve e como aqui na região que moramos neva muito pouco, me veio a ideia de procurar acomodação em Berchtesgaden bem nas últimas semanas de dezembro. Obviamente que não encontrei nada e Kilian comemorou. Não satisfeita, comecei a procurar nas cidades vizinhas e acabei encontrando um air bnb bem charmosinho em Bad Reichenhall, que fica a uns 20 km do Königssee. Eu tinha certeza que iria ver neve, muita neve caindo do céu e espalhada pelo chão.

Uma vez que já estava tudo organizado, Kilian começou a se empolgar. Mas um dia antes da viagem decido olhar a previsão do tempo para os dias seguintes e veio aquela decepção. Chuva, tempestade, rajadas de vento e temperaturas acima de 5 graus. Tudo isso nos alpes, a região onde tem a maior probabilidade de ter neve nessa Alemanha! Como que cai neve do céu com uma temperatura dessas? Eu não desanimei e fui na confiança de que a previsão da região dos alpes é incerta e de que tudo poderia mudar.

Não mudou. Pelo menos nos dois primeiros dias. Kilian não pôde perder a oportunidade de rir da minha desgraça. No segundo dia, já entediados com o tempo ruim, resolvemos ir para uma Therme. O que novamente parecia não ter sido uma boa ideia. Dias de chuva durante o inverno aqui na Alemanha não dá outra. Todo mundo vai pra piscina. Fila de mais de 30 minutos pra entrar, Thomas chateado porque já era quase hora da soneca e eu me perguntando o porquê de não estar em casa, na nossa casa, debaixo dos nossos lençóis. Ufa! Conseguimos entrar. Muita criança gritando, chorando, piscinas lotadas. Thomas não se importou nem um pouco e como um verdadeiro Wassermaus (ratinho de piscina) se divertiu pra valer. Ele adorou observar todo o movimento e só de ver a alegria dele, esqueci o perrengue que foi pra entrar. O dia valeu muito a pena!

Felizmente os dias seguintes não tiveram previsão de chuva. Planejamos os nossos passeios, de modo que Thomas fizesse uma ou duas sonecas curtas no canguru e uma mais longa, por volta das 15 horas, quando retornássemos pra casa. Levamos o almoço dele, frutinhas (e mais os dois tetês!) para que ele passasse o dia super bem. Deu tudo certinho! Thomas está cada vez mais provando que é um super parceiro de viagem.

Infelizmente, neve caindo do céu nós não vimos. Mas vimos dias lindos amanhecer com o sol nascendo entre as montanhas, dissipando o nevoeiro e as nuvens baixas. Admiramos mais uma vez a beleza dos lagos alpinos, caminhamos por caminhos já conhecidos e nos demos conta do quão maravilhoso era estar de volta aquele lugar, dessa vez com o nosso filho.

E vimos neve sim! Neve não derretida no chão! Thomas brincou no chão nevado pela primeira vez na vida e mais parecia um bonequinho de neve ❤

Essa viagem tinha tudo pra ter sido o maior fiasco. Mas muito pelo contrário, ela foi maravilhosa!

adeus 2017

adeus 2017

Em 2018 eu quero mais dias como o de hoje, que foi regado de muitos raios de sol, amor, sorrisos genuínos e amizade verdadeira!

Obrigada por estar aqui! Significa muito pra mim saber que alguém lê e gosta do que escrevo. Obrigada por me seguir e me apoiar, mesmo que você faça isso silenciosamente. Meu objetivo aqui é compartilhar a nossa vida da maneira mais positiva possível, a fim de inspirar e trocar experiências. Eu escrevo aqui com o coração, faço isso porque adoro. Este espaço é uma grande fonte de alegria, criatividade e conforto e apesar de escrever principalmente pra mim, eu adoro saber que você gosta daqui! Então, mais uma vez obrigada!

Desejo um pacífico, feliz e frutífero 2018!

Pam, obrigada pela tua amizade! Obrigada por ser um pedacinho da minha família aqui na Alemanha. Te encontrar através desse blog foi uma das coisas mais bonitas que aconteceram na minha vida!

doce dezembro

doce dezembro

Eu sou uma amante do inverno. Engraçado quando eu digo isso aqui. Muita gente se assusta pelo fato de eu ser brasileira. Lembro muito bem do meu primeiro inverno na Alemanha. Recém-chegada e sem conhecer absolutamente ninguém, passei o meu aniversário, natal e ano novo sozinha dentro de um apartamento de 20 metros quadrados. Tirando a parte que chorei de solidão, eu lembro que chorei também de emoção de ver a neve cair pela primeira vez na minha vida. Lembro do cheiro, da sensação daquele momento. Lembro do medo que eu tive de sair de casa, da dor que sentia nos dedos dos pés e mãos por não saber me vestir direito. Lembro da euforia de finalmente estar vivendo num país frio, mas também do sufoco que foi conseguir me adaptar aquela grande mudança. Dezembro de 2009, foi um mês marcante na minha vida. O começo de uma nova vida. Foi nesse mês que eu me apaixonei pelos dias frios do inverno. Muitos anos já se passaram e eu ainda continuo esperando como uma criança a primeira neve do ano cair. Não me chamem de louca, mas é bem isso mesmo. Eu, nascida e criada no calor do Ceará, amo os dias frios, amo a neve! Aliás, alguém percebeu que tem neve caindo aqui no blog?

Bom, os dias curtos eu já não aprecio tanto assim. Eu acordo cedo, algo que não tenho mais escolha desde que fui “arrumar” um despertador que me acorda antes das 7 da manhã, sem aquela opção soneca, sabe? Ainda ficamos na cama trocando beijinhos e curtindo o aconchego até a hora que o papai levanta pra ir tomar banho. Visto minhas meias de lã, coloco um cardigan e vou fazer o meu café. Acendo as luzes, coloco baby no chão da cozinha, que é bem quentinho devido ao nosso “Fußbodenheizung”, e ele fica brincando com minhas colheres de pau e me admirando enquanto canto Johnny Cash. E começamos assim o nosso dia.

Quase sempre é um esforço imenso sair de casa nessa época do ano. Especialmente quando se precisa de meia hora pra vestir camadas e camadas de roupa, em mim e no bebê. Isso não é lá uma das coisas que Thomas aprecia. Requer habilidade, força e muita paciência. As vezes pegamos a primeira luz do dia, outras vezes a última. As vezes temos a sorte de sair num dia bem frio, onde o gelo se acumula sobre a superfície das plantas ou num dia de neve caindo. É vida que acontece ao nosso redor e apesar do esforço, eu sempre me alegro de ter deixado o quentinho da nossa casa.

Thomas gosta de estar do lado de fora. Eu percebo isso no comportamento dele, em dias de muita chuva, por exemplo, em que não conseguimos sair de casa. Ele fica impaciente e age como se estivesse me dizendo “me tira desse forno, por favor”. Logo em breve, quando ele já estiver andando seguramente, o ar livre vai ser o quintal da nossa casa. Há tantas coisas pra ele explorar! Mal vejo a hora de isso acontecer. Espero que ele continue gostando de caminhar comigo, conosco.

Dezembro é o meu mês. Há alguns dias atrás eu tive o privilégio de completar 35 anos de vida. Mais um dezembro, mais um ano de vida. Quem diria que oito anos depois do meu primeiro dezembro em Mainz sozinha, eu estaria comemorando os meus 35 anos com um bebê tão querido nos braços. Papai esteve em casa. Acordamos cedo como de costume, fizemos um excelente café da manhã juntos e depois fomos caminhar na floresta. Eu queria ter uns registros bonitos desse dia e queria também aproveitar que o cabelo estava lavado e bonito! A noite saímos para jantar. Nada de festa, nada de convidar amigos, nada de presentes. Eu queria aproveitar o meu dia somente com eles. E foi tão bom assim. Meu presente desse dia são essas fotos. Recordações lindas que valem mais que qualquer bem material.

Daqui uns dias acaba dezembro. Dizer o quê? Esse ano passou voando mesmo! Não canso de repetir isso. Olha só o tamanho de Thomas! Ele já está um meninão. Que loucura, daqui a 2 meses ele completa um ano de vida! Bom, mas enquanto isso ainda temos Natal e Réveillon para comemorar. Tem muita coisa linda para acontecer no restinho deste mês!

Quero aproveitar esse post, que será o último deste ano, para desejar um feliz Natal e fim de ano maravilhoso para todos vocês que me acompanham. Escrevi muito pouco esse ano, bem menos do que planejei, but, alas…essa vida exclusiva de mãe não é fácil. Talvez 2018 seja um ano mais produtivo por aqui!

Que 2018 seja doce!

lembranças do outono

lembranças do outono

Eu senti que o outono passou rápido. Na verdade, essa é a sensação que tenho pra tudo depois que tive bebê. No ano passado, enquanto ainda estava grávida dele, fiz inúmeros planos de aproveitar bem a minha estação favorita passeando com Thomas. Infelizmente não aconteceu como eu havia desejado. Primeiro porque este outono foi molhado. Choveu muito nos meses de outubro e novembro e por isso tivemos que passar vários dias do outono em casa. Segundo, porque eu tive que abrir mão de fazer muitas coisas por causa das sonecas dele, inclusive de sair de casa no fim da tarde.

Cancelamos muitos passeios agendados devido ao tempo ruim. Pelo menos a trilha que tínhamos planejado na Suíça Saxônica não foi cancelada. Mas nos dias que deu certo sair de casa, teve nenê brincando debaixo da macieira e em cima de abóboras na casa da tia do Kilian.

Teve muita soneca de meia hora no carrinho. E muitas fotos no chão brincando com as folhas. A minha parte favorita! Mamãe teve que tirar muita folha da boca dele e barro das unhas. Teve dia que sacrifiquei a soneca da tarde para poder apreciar o pôr-do-sol no parque. Como ele se divertiu nesse dia!

Teve dia de passeio na floresta, aonde sempre vamos com muito prazer. Onde a luz, as plantas, a atmosfera tanto me fascinam!

Teve foto de ursinho nas folhas! Eu sempre quis ter uma dessas <3.

Teve passeio no parque de animais, mas ele não deu muita bola. Quem se divertiu mesmo fomos nós. Acho que ele ainda não entende muito de animais e tal. Talvez quando estiver maiorzinho passe a ver os animais de outra forma e se interesse por eles.

Teve Thomas posando de modelo lindo e estiloso para a mamãe <3. As minhas fotos favoritas dele!

E teve nós dois sendo fotografados por uma pessoa que não era o papai. As fotos lindas abaixo foram feitas por uma seguidora querida, que veio até Fürth passar uma tarde conosco. O nome dela é Fernanda (@felailareis), ela mora em Berlim e também ama fotografar. Amei muito essas fotos!

Que venha o próximo! Ano que vem ele já estará andando e com certeza iremos aproveitar muito mais da estação. Eu vivo intensamente o meu presente com ele, mas é inevitável não idealizar o nosso futuro. Esperar que a nossa vida mude para melhor, sonhar em fazer coisas bonitas com ele. O próximo outono vai ser ainda mais bonito do que este!

 

Nossa primeira trilha com baby Thomas

Nossa primeira trilha com baby Thomas

Na última semana de outubro nós colocamos nosso bebê nas costas e fomos caminhar na belíssima Suíça Saxônica. Eu já escrevi algumas vezes sobre esse lugar aqui no blog. A última vez que estive lá foi no inverno do ano passado durante a nossa visita a Dresden (clique para ler) e havia prometido pra mim mesma que voltaria em um outono. Dessa vez também ficamos hospedados em Dresden, onde passamos quatro noites na companhia dos nossos amigos queridos Rode e Stefan. Infelizmente o tempo não colaborou com os nossos planos de conhecer mais da região. No primeiro dia tivemos uma tempestade fortíssima que nos forçou a ficar em casa. O dia seguinte começou melhor. Muito nublado e frio, mas sem previsão de chuva. Era o único “dia bom” que tínhamos para ir até o Bastei.

O tempo frio não foi problema e Thomas não se mostrou nada incomodado. Pelo contrário, ele não parava de olhar as pessoas, a paisagem. Parecia estar apreciando mesmo o passeio. Essa foi a primeira vez que usamos o nosso Stokke nas costas e a dúvida se ele iria gostar e se sentir confortável desapareceu quando ele já cansadinho de olhar essa beleza infinita, fechou os olhos e dormiu.

Após visitarmos o Bastei, seguimos até o local de onde iniciaríamos a nossa trilha, que foi curtinha diante das nossas circunstâncias. O sol tinha começado a aparecer bem tímido, mas continuava ventando muito frio. Deixamos o nosso carro no pé da Lillienstein, uma montanhazinha de 415 m de altitude e subimos floresta adentro. A diferença de altitude foi de apenas 260 metros. A vista de lá é bem bonita e estava ainda mais especial por causa das cores do outono. Lá em cima tem um restaurante bem legal, onde tomamos um chocolate quente pra esquentar. Kilian carregou Thomas durante todo o passeio e a mamãe aqui ficou responsável pelos registros desse dia maravilhoso. Nosso bebê foi um companheirão! Nos deu a certeza de que vai adorar andar pela natureza assim como nós <3.

Um registro de nós três também não poderia faltar!

p.s. Desculpa o sumiço. Ainda está bem difícil conciliar a minha vida de mãe com o blog.