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Tem certas coisas que tocam meu coração a ponto de ficarem marcadas. Música é uma delas. A minha vida tem trilha sonora e gosto muito de associar música a pessoas e momentos.

Um dia escrevi aqui no blog um post muito tristinho onde eu falava sobre algumas amizades, em como andava me sentindo meio que abandonada por alguns amigos no Brasil. Para minha surpresa, recebi dois emails de duas leitoras (e amigas) que me tocaram muito. Uma delas quase exitou em clicar enviar por não saber como eu reagiria. Desse pequeno clique nasceu uma amizade. A outra querida, me enviou uma mensagem linda e citava o trecho de uma música, em que ela enfatizou a frase:

Every road is a slippery slope. There is always a hand that you can hold on to. Looking deeper through the telescope, you can see that your home’s inside of you.

93 Million Miles – Jason Mraz

Desde então, essa música passou a ter um profundo significado pra mim, não só por falar de um assunto que ainda mexe muito comigo, mas também por eu sempre associá-la com essas duas pessoas pelo carinho de terem me escrito. Eu me surpreendo muito com o ser humano!

Estar de volta ao Brasil pela primeira vez após firmar residência na Alemanha tem sido confuso. Tem uma mistura muito louca de sentimentos dentro de mim. A Alemanha agora é meu lar. Mas no fundo, eu quero que aqui também permaneça sendo o meu canto. Quero poder me sentir acolhida sempre que puder voltar. Mas voltar, apesar de toda a alegria de reencontrar aqueles que amo, não é fácil. A mesma distância que fez o meu amor e amizade pelo meu Kilian se fortalecerem, fez o oposto com algumas pessoas. Algumas relações foram enfraquecendo e mágoas foram se acumulando. O tempo, por definição, muda as coisas. O que aliás, pode ser bom. Quantas pessoas que você conhece, que se perguntadas se gostariam de ser exatamente como há dois anos atrás diriam que sim? Provavelmente poucas. Cheguei fechada e com receio de encontrar alguns amigos antigos, pois tive medo de receber abraços frouxos e ver sorrisos forçados.

Voltar para casa não é fácil, porque gerir expectativas é difícil. Pessoas mudam e consequentemente as relações também mudam. Alguns lugares que antes você ocupava foram preenchidos, talvez com novos melhores amigos, novos interesses, uma nova dinâmica social. Você olha para trás e pensa que vai poder continuar do ponto em que parou, quando na realidade você se dá conta de que está cada vez mais longe desse lugar. Sua família não é perfeita. A gente se dá conta também que sempre teremos diferenças com nossos irmãos, que o teu irmão mais novo continua o mesmo mimado de sempre. Não é fácil voltar a conviver 24/7 e ver que eles continuam acordando de mau humor e que irritantemente continuam falando com a boca cheia. Voltar para casa é difícil porque terá situação em que você terá que responder perguntas idiotas de pessoas que não pensam antes de falar. Vão te chamar de gorda ou de esquelética. Na verdade, algumas pessoas querem apenas um motivo pra falar e você nunca estará bem o suficiente pra elas. Alguns te pedirão pra contar histórias e demonstrarão interesse na sua vida, enquanto outros fecharão os ouvidos alegando que não aguentam mais te ouvir falar desse tal lugar perfeito em que você mora. Você terá tantas coisas pra contar, há tanto pra ser dito, fotos a serem compartilhadas, mas apenas alguns estarão particularmente interessados. E assim como eu, você se sentirá rejeitado, negligenciado e mal interpretado. Alguns vão notar que eles não foram os únicos que mudaram. Vão te achar mais sério, ou fechado, ou mais antiquado pela tua vestimenta. Você vai parar pra pensar e concluir que sim, o tempo também te mudou. Alguns, porém, são imunes à passagem do tempo e continuam na mesmice de outrora. E esses, esses são os que mais vão te azucrinar com piadas e comentários infelizes.

Mas mesmo diante de tudo isso, voltar pra casa também pode ser maravilhoso. Apesar de todos os abraços frouxos que você receberá, terá aquele que vai tirar teu fôlego. Terá alguém que vai soltar lágrimas por te ver novamente. Sempre, sempre existirá alguém que te receberá com braços abertos e fraternos. Estar em casa, significa comer as comidinhas boas da mamãe. Significa almoçar juntos aos domingos, mesmo com todas as diferenças entre você e seus irmãos, afinal, vocês se amam. Significa crianças lindas e choronas correndo pelo casa e trazendo mais alegria ou o vizinho que vai fazer cara de espanto ao te ver e te dizer com o coração cheio de alegria: seja bem-vindo!

Quanto as amizades, parece que algumas realmente foram desfeitas com o tempo…enquanto outros sorrisos, continuam adoráveis e os abraços também, independente da vida que segue. E são esses sorrisos e abraços que quero ver e sentir enquanto estiver aqui.

Quer saber o que eu sou? Uma pessoa de muita sorte! Pois tenho pessoas que me amam me esperando em dois países diferentes. Eu tenho dois lugares pra chamar de casa e sempre que chegar, sei que encontrarei uma cama arrumadinha e um travesseiro com a fronha fresquinha à minha espera! Minha casa está dentro de mim! 

Resolvi escrever porque me deu saudade daqui e também porque tinha tudo isso passando na minha cabeça ultimamente…

30 comentários em “Home

  1. Oi Ana!
    Esta é a primeira vez que leio o seu blog e gostaria de deixar um comentário neste post.
    Em primeiro lugar gostaria de agradecer a sua sinceridade e compartilhar os seus sentimentos. Infelizmente senti a mesma coisa quando retornei ao Brasil na última vez, o pior estava me recuperando de um problema de saúde e precisava muito descansar e encontrar apoio, amor e carinho de familia e amigos e só tive isso de 5 pessoas e minha mãe. Doeu muito e sai de lá com lágrimas nos olhos jurando pra mim mesma que não voltaria tão cedo. Obrigada por me ajudar a ver que eu não sou louca e não estou imaginando coisas, que a gente muda tanto quando saímos da nossa zona de conforto que parece que quando voltamos ninguem mais nos reconhece. Doi sentir que não há mais lugar pra você no lugar que era seu, simplesmente porque fisicamente você não está lá.

    1. Olá! Muito obrigada pela visita!
      É muito triste né quando a gente se sente assim? Especialmente quando as indiferenças vêm de amigos e até mesmo de familiares. Acho que infelizmente ninguém está imune a isso. Mas olha, acredito que sempre há um espaço. Sempre vai ter gente muito feliz em te receber, por isso não pense assim…você pode não estar fisicamente presente, mas quando estiver, vai alegrar o coração de algumas pessoas. Espero que você tenha uma experiência melhor na prx vez que voltar ao Brasil! 🙂

  2. Nossa Ana, estou com os olhos cheios de lagrimas!
    Passou um filme na minha cabeca, sai de casa em fevereiro de 2012 para fazer um intercambio aqui na Irlanda, onde estou morando atualmente. Conheci meu noivo alemao, e o que era para ser so um intercambio de 6 meses esta a caminho de um casamento. Neste 1 ano e meio, ja passei por muitos momentos de saudades, de chorar! mas muitos outros em alegria , pois conheci o amor da minha vida e pessoas que me acolheram com muito amor,
    Quando estivesse no Brasil com o meu noivo, foi muito estranho em relacao as amizades, como voce mesmo disse, uns so aparecem para dar aquele abraco forcado e te encher de perguntas. mas amizade de verdade voce conseguer sentir e perceber que elas seram para sempre mesmo longe.
    Um grande abraco Ana,

  3. Querida, eu não tinha visto o feed deste post, tô chegando pra comentar bem atrasada, mas melhor atrasada do que ausente. Ainda mais quando o assunto é hot hot hot e fala com meu coração.
    Hum… dei uma rápida lida nos comentários acima e reparei que quem mora fora do Brasil e volta à terra Tupiniquim pra visitar compartilha dos seus sentimentos. Eu também compartilhei, por alguns anos, dos sentimentos que você escreveu.
    Sabe como que eu resumiria o que você escreveu, Aninha?
    -= A PERDA DOS DENOMINADORES COMUNS=-
    Repare que, morando na Alemanha, você viaja, visita um montão de castelos, come salsicha, se acaba pra aprender o alemão, passa frio, passa calor, sente saudade. Sua vida gira numa órbita completamente diferente das pessoas (do seu convívio) que ficaram no Brasil. É aí que a batata queima no forno, porque quem fica não compartilha do seu mundo, possivelmente não passou pelas mesmas experiências, não sabe o quanto dói ficar longe e o quanto é bom morar num país de primeiro mundo etc. Os denominadores passam a ser incomuns e estranhos: é como se você se tornasse o ser de um outro mundo… E quer saber, isso não é tão ruim assim.
    Eu me sentia tão grande quando conversava com parentes brasileiros no Brasil… Eu me sentia grande porque conseguia reparar o quanto o mundo deles era pequeno, restrito ao que sempre foi e sempre será… E eu só expandindo… E infelizmente, criando um vazio enorme nas relações.
    Depois que voltei, continuo me sentindo grande, mas guardo o tamanho do meu mundo só pra mim (e para o blog), pois já fui várias vezes julgada como aventureira por gostar tanto de viajar.
    É Aninha, a gente muda, o mundo munda, as pessoas também… Quanto mais aceitarmos isso, menos vamos sofrer.
    E lembre-se da musiquinha que te mandei.
    Sua casa é o que você carrega do lado de dentro.
    Beijos
    Márcia

  4. Ana!
    Finalmente hoje estou voltando ao mundinho virtual e é claro que mesmo tendo lido esse texto anteriormente, fiz questão de voltar aqui para comentar também. Você descreveu esse sentimento tão bem que só para quem mora (ou morou) fora do Brasil sabe exatamente o real significado. A primeira vez que visitei o Brasil eu tinha a doce ilusão de que tudo seria como antes (quando falo dos amigos) e foi aí que percebi que muita coisa mudou. Eles mudaram. Eu mudei. Tudo mudou. Vi que o grupo ficou muito mais seleto. Vi que as “prioridades” já não eram mais as mesmas e pude perceber realmente quem eram os meus verdadeiros amigos. E de verdade? Eu acho que isso foi muito bom para mim. Mas a gente sabe que lá no fundo as coisas nunca mais serão as mesmas, até porque estamos em países diferentes e vivendo coisas diferentes. A vida é assim, com altas e baixos, basta a gente decidir se seguimos em frente ou empacamos de vez.
    Saiba que esse texto mexeu demais comigo!
    Um grande beijo!

  5. Ana, qd mudamos pra um país estrangeiro, mexemos com todas as bases, nao só nossas próprias, como das pessoas que antes, eram “nossas”.

    “Amigos” que pensávamos que eram nossos de versade, nos verao com outros olhos, a inveja toma conta das pessoas sem que ela queiram. É inveja sim, infelizmente. Elas nao querem dar o braco a torcer em reconhecer isso, e nao sabemos como lidar com isso, nao queremos acreditar que seja esse o sentimento que existe. Mas é. Há frustracoes de ambos os lados. Nossas, por perder as pessoas e às vezes, sentir culpa por termos “abandonado” nosso país e família, e frutracao deles que veem outro alguém realizando os seus sonhos… enquanto eles se veem na mesma….

    é dificil!
    Recomendo vc nao mostrar fotos, nao falar sobre os dois países, comparando-os, nao se mostrar exibida. Sei que vc nao é assim, mas quer saber? as pessoas nao estao nem aí pra gente, nao querem saber por onde andamos e qd perguntam, só querem saber o óbvio. O que eles querem é falar de si mesmas! mostrar como suas vidas sao e estao melhores que as nossas. Por isso nao insista. Eles nao vao se abrir nunca mais pra gente como antes, porque somos agoras, intrusas.

    Mts de nós, só vamos servir para alguns como doadores de presentinhos internacionais.

    Eu me contento com isso… e aproveito a família e os verdadeiros amigos que ficaram e que sei que me amam, o resto, virou realmente, resto…

  6. Olá Ana!

    Eu achei muito interessante o seu post, pois tenho uma amiga que mora na Alemanhã á 5 anos e ela tb teve essa mesma experiência que vc, pois sentil o olhar de desprezo das pessoas que amava, que confiava, que chamava de amigas, e o pior dos irmãos,pois achavam que ela tinha ficado rica, e pediam dinheiro pra tudo, e quando ela dizia que não tinha achavam que ela não queria ajudar a família.
    É triste pensar que as pessoas acham desta forma, pois se vc sai do seu país para outro, vc infelizmente esta deixando para trás um pedaço importante da sua vida, que é a sua família, seus amigos, e um pouco da sua história, para começar a escrever uma nova história, e as vezes vc quer incluir essas pessoas , mas elas acabam saindo da sua vida, ou se tornando substituiveis ao ponto de cairem no esquecimento, e fazerem com que aquela sensação de voltar ao lar, seja já com tempo determinado.
    Mas felizmente na vida nem tudo é tristeza, e existe aquelas pessoas que ainda nos guardam em um lugar importante em suas vidas, o que faz com que tanto tempo longe, valha apena, só pelo abraço fraterno do regresso, aquele prato que mais gostamos feito com carinho para comemorar a chegada, e o interesse real de como estamos passando , e não na situação financeira que nos encontramos.
    Eu estou começando a minha jornada, em outro país, pois meu coração esta metade no Brasil e a outra na Suiça, ( estou aqui menos de um mês e vejo mudanças no meu facebook, amigas que falavam comigo já não falam mais, pois dizem que eu não estou lá para participar dos eventos, e das coisas que acontecem, e pessoas que nem eram tão amigas querendo ser a melhor amiga, sempre comentando as minhas fotos, me deixando mensagens etc.
    Mas é como a minha mãe sempre diz.:” temos que saber ser cautelosos em nossas atitudes, para não ter uma decepção muito grande, pois o ser humano é falho, e o erro começa com a gente, pois somos nós quem damos o determinado valor a cada pessoa”!

    Espero que vc possa, encontrar sempre uma cama prontinha, um abraço e sorrisos fraternos e uma comida feita com muito carinho por pessoas que realmente se importam com vc!

    Boa sorte!

    1. Estefania, gostei muito do seu comentário tão sincero! Espero que sua jornada na Suíça seja de muita paz e que você também sempre tenha amigos pra te acolher no Brasil e lá! Sua mamis está certíssima em dizer que devemos ser cautelosos, para muitos vezes não sermos pegos de surpresa e mal interpretados. Hoje em dia, mesmo com muita vontade de compartilhar minhas experiências, eu seleciono bem pra quem devo me abrir. Uma coisa é válida, nós aprendemos a observar mais e falar menos! 🙂
      Obrigada pela visita e pelo carinho!
      Boa sorte pra ti também!
      bjos

  7. Adorei!!! Falou tudo!!! Me sinto um pouco assim quando vou de ferias para o Brasil. Sei que terei amigos que farão de tudo para me ver, sei que tem pessoas que nem farão questão disso. Uma verdadeira seleção de amizade. A distancia acaba afastando algumas pessoas que atraindo outras.
    Seja feliz aí! Sinta-se amada pelos que te querem bem!! Eles sempre estarão ao teu lado, mesmo que estejam a quilômetros de distancia.

    Beijos,

    1. Ana, já te agradeci lá no grupo, mas não custa nada repetir, muito obrigada pelo carinho! É muito bom poder compartilhar minhas ideias aqui com pessoas como você!
      Um grande beijo

  8. Oi flor… me vi em cada palavrinha sua…
    me senti rejeitada, fizeram pouco das minhas hitórias e fotos (no fundo acho que isso é inveja…kkkk). Fiquei com vontade de voltar correndo pra Alemanha…. uma loucura isso né?
    Mas olha estou aqui pronta novamente, vou para o Brasil em dezembro, fico por lá dois meses, e novamente cheia de coisas… não aprendemos! : )
    Mas a saudade fala mais alto, sempre…
    Curta muito!!!! só isso…
    beijão com carinho

    1. Verdade Aninha, isso tudo que vivemos é uma grande loucura! Vá pro Brasil e esteja aberta, pois como falei acima, sempre terão aqueles que vai fazer sua viagem vale a pena!
      beijos

  9. Ai Ana, eu já tinha lido o post, mas pra mim estava difícil comentar… até porque passei por situações parecidas quando estive no Brasil. As vezes eu me esqueço de como a nossa cultura pode ser tão afetiva por um lado, mas por outro tão bárbara e invasiva :-(.
    Ao mesmo tempo que você quer compartilhar como é a sua vida aqui, você tem que tomar cuidado para que as pessoas não te achem “esnobe”, quando na verdade você está só feliz por poder contar das suas experiências. Não é fácil… mas por outro lado, terão sempre aquelas pessoas que estarão sempre lá te recebendo de braços abertos, e isso é muito bom. E sabe porque você sentiu saudade daqui, porque aqui tem um monte de gente que vai te “ouvir” sem te julgar, gente que vive ou viveu as mesmas situações. Expatriados. Bjs e fique bem!!

    1. Concordo com você Sadrinha! Já me chamaram de esnobe. Quem me conhece de verdade sabe que eu sou totalmente o contrário. Não doeu porque eu sou consciente disso. O que deixa a gente triste é saber como as pessoas podem criar ideias erradas quando querem. Obrigada por me ouvir! Isso é muito, muito importante pra mim! Você é uma grande amiga virtual!
      beijos

  10. Penso muito nisso tudo que você escreveu. Eu tenho, contudo, uma tranquilidade muito grande dentro de mim em relação a isso, como disse naquele post, por saber, entender e aceitar que não posso ter tudo. Já perdi muita coisa na vida; diria mesmo que já perdi a coisa mais importante da minha vida. Então me dou o direito de tomar as decisões que eu acho que me farão mais feliz, mesmo sabendo que irei perder outras coisas. Claro que a presença física fortalece os laços, mas às vezes a gente distrai e fica 6 meses sem ver a melhor amiga mesmo morando na mesma cidade (guilty!). Em tempos de skype, whatsapp e tudo mais, pelo menos a comunicação se mantém se a gente quiser. E o que me basta: os melhores sempre ficarão, os que valem a pena ficarão… 🙂 Aproveite suas férias! Bjs

    1. Ana, nem sempre os “melhores” ficarão, na minha opinião. Infelizmente, até grandes amizades podem terminar. Mas os que valem a pena sim! Esses são os que temos que ter sabedoria para reconhecê-los e dar a verdadeira importância! 🙂
      beijos

  11. Ana, esse é provavelmente um dos sentimento mais confusos que já vivi. Essa sensação de pertencer e ao mesmo tempo não pertencer mais ao lugar onde tantos anos vivemos. Com certeza é a maior prova de que o mundo evolui, a gente muda e as coisas passam. Me emocionei muito com seu post, pois senti exatamente a mesma coisa quando voltei pela primeira vez ao Brasil. Te desejo muito amor, calor humano e sabedoria pra encarar essa experiência numa boa! =)

  12. Ana, eu sou sua parceira na arte de chorar, porque também me emociono facilmente com as coisas!
    Esse texto foi quase uma parte de mim aqui!
    Desde que mudei, me sinto igualmente sozinha e isolada, parece que estou pagando um preço por ter escolhido fazer alguma coisa que todo mundo sabia que eu queria!
    Mas se tem um coisa que eu também aprendi aqui, é que amizade verdadeira, não tem nada a ver com proximidade e até com parentesco!
    Muitos amigos que viviam grudados em mim se afastaram e outros que nem eram tão presentes tornaram-se essencias no meu dia a da, sempre preocupados, atenciosos e zelosos comigo, porque sabem que eu tô sem ninguém aqui.
    E também tem aqueles que surgem por acaso aqui na Alemanha, com os quais a gente se identifica, passa compartilhar a vida, se emocionar e quando vê já está adorando essa pessoinha especial!
    E você é isso pra mim!
    Não importa a distância e as circustâncias, você é uma pessoa maravilhosa e muito querida por todos que te conhecem tenho certeza!
    E tudo que você precisar, sempre poderá contar comigo e todos quem vem aqui por sua causa!
    Porque nós adoramos você!

    A minha casa também está dentro de mim e você tem um quarto bem grandão dentro dela, viu?
    Fique com Deus amiga!
    Beijões

    1. Pam, você é uma das pessoas mais doces que já conheci! Pelo sorriso, pelo jeitinho que escreve e mais importante, você tem o poder de me deixar calminha com suas palavras. Quero tanto tanto te conhecer pessoalmente! Você não imagina o quanto. E agora ainda mais, sabendo que tenho um quarto grandão dentro da sua casinha! 🙂 Eu ADORO você! Não é da boca pra fora, é de coração mesmo! Muito, muito obrigada pelo carinho, isso é imensurável! Ainda vou dar um beijo bem grande na tua bochecha, pode aguardar! 🙂
      Super beijo e um forte abraço!
      Ana

  13. que lindo! Achei seu blog fofo por acaso e já gostei. Muita força para você.
    Também moro na Francônia, em Nuremberg e não troco isso aqui por nada.
    Muita sorte para você. Beijos!

    1. Oi Sheya!
      Estou muito feliz com sua visita ainda mais sabendo que moramos tão próximas!
      Muito obrigada por ter gostado daqui e pelo carinho! Volte sempre, viu?! Quem sabe a gente não se esbarra por aí!
      beijão

  14. Ana, fiquei muito emocionada com seu post, parece que você conseguiu escrever tudo o que eu venho sentindo há meses (ou quem sabe até anos) mas nunca consegui por no papel. Fico muito feliz em saber que você se sente feliz, que existe pessoas aí que gostam de você de verdade e que ficam felizes com sua volta. Isso basta, né?

    beijos

    1. Obrigada, Marcela!
      Espero que você consiga falar em breve sobre esse assunto no seu blog. Os seus textos são sempre brilhantes!
      beijos

  15. Ana, que postagem interessante. Você conseguiu exprimir tudo o que acontece dentro da gente quando se muda de uma comunidade para outra e inclusive a vantagem de poder ter sempre 2 travesseiros com fronhas fresquinhas e sempre prontas para você.
    Você é um amor de pessoa.
    Um beijo,
    Manoel

    1. Obrigada pelo carinho, querido Manoel!
      Engraçado que a parte do texto que mais me tocou quando escrevi é exatamente essa que vc ressaltou! 🙂
      grande beijo

  16. Sabe que eu tô surpresa? Surpresa que em nenhum momento vc reclamou desse calor subsaariano do nordeste brasileiro.

    Aninha, eu acho que consigo entender o que vc está passando. Algumas amizades não são fortes o suficiente para segurarem a distâncias e por elas creio que vc pode se alegrar de ter se livrado de tudo aquilo que não é honesto e profundo. Algumas pessoas vão te ver como esnobe sem nem te conhecer, isso só porque vc mora fora do país o que para muitos significa vencer na vida. Para essas pessoas vc deve ter paciência. Ignorância é um grande peso que elas já carregam. No mais, lembrei de um grande amigo meu dizendo que “intimidade é uma merda”. Vc pode passar dez anos longe da sua família, mas quando os vê novamente, passados os dez minutos iniciais, tudo volta a ser exatamente como era antes. TUDO. O bom e o ruim. Para isso a saída é agradecer a Deus porque vc tem uma típica família, com todos os seus defeitos e qualidades.

    Mas que bom que apesar de tudo vc está feliz de estar em casa e de ter feito todas essas descobertas.

    Beeeeijo

    1. Paulinha, se eu for reclamar do calor aqui do sertão, vou encher o saco e vai ter reclamação pra 10 posts, no mínimo! hauahaua
      Sim, estou muito contente de estar aqui! Espero aproveitar até o último momentinho!
      beijoooo

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