só um pequeno desabafo

Eu detesto ficar calada. Notei que ultimamente só tenho falado à noite, quando o marido chega do trabalho e isso, povo de Deus, tá me levando à loucura. Eu até canto enquanto arrumo a casa, mas olha, o que faz falta mesmo é conversar, bater um papo com alguém. Isso está sendo um dos maiores desafios pra mim nestes últimos dias. Eu não vejo a hora do curso de alemão começar pra eu conhecer gente nova. Aqui em Fürth, nós conhecemos um casal de alemães bem legal e sábado foi a despedida de solteiro deles. Eu fui com a noiva e mais outras dez garotas para alguns bares em Nuremberg e o branquinho foi com o noivo e outros amigos pra só-Deus-sabe-onde. Tentei conversar com algumas meninas durante à noite, mas me senti meio que a excluída da turma. Eu só conhecia a noiva e uma outra criatura, que aliás, fez questão de responder com convicção que não lembrava de mim, quando eu afirmei pra ela que já tínhamos nos encontrado antes. Essa é uma coisa que detesto em mim, lembrar facilmente do rosto e nome das pessoas. Sempre me dou mal. Em um dos bares, essa garota sentou o tempo todo do meu lado e pouco fez caso da minha presença ou dos momentos que tentei puxar assunto. Tudo bem, eu estava lá por causa da noiva, que mesmo com toda a baldeação da noite, ainda foi super atenciosa comigo.

Eu confesso que ainda sou meio tímida pra levar uma conversa longa em alemão, mas aqui as pessoas não querem saber disso. E não, aqui também não tem essa de ficar com peninha de alguém. “Ah, coitadinha, vamos lá puxar conversa, saber se ela está gostando da noite.” Poucos, mas poucos mesmo são os que se interessam. Vale ressaltar que essa é a minha opinião. Daí que eu tentei me divertir a todo custo e fiquei lá firme e forte com o sorriso estampado no rosto, porque afinal, a noiva merecia. Ela estava tão feliz e é um amorzinho de pessoa, merecia uma noite de muitos sorrisos. Mas ó, foi fácil não viu. Passar a noite cercada de um monte de gente falando um dialeto terrível de compreender e sem ter a chance de se comunicar, foi de lascar. Eu ainda acompanhei a turma em três bares diferentes e no último, já com a cabeça cansada de pensar e prestar atenção, resolvi ir embora. Era pouco mais de uma da manhã quando me despedi da noiva, que fez questão de pedir um táxi e esperar comigo, enquanto as outras se entupiam de tequila na calçada. A Andrea é diferente, gosto dela e sinto que a gente já tem um certo nível de amizade. Mas sabe, eu fui pra casa um pouco frustrada e com aquela sensação de que, poxa, elas poderiam ter me dado mais atenção ao invés de terem ficado me encarando quase o tempo todo. Eu não sou daquelas que pensam, “sou nova aqui e quero ser a dona do pedaço”, mas custa se interessar um pouco mais pela vida do outro? Ou será que eu é que estou errada em pensar que a vida de todo mundo poderia ser relevante pra mim?

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33 comentários sobre “só um pequeno desabafo

  1. Querida Ana, o novo pode causar repulsa, estranhamento, mas também interesse..Nao deixe seu coração congelar por causa da frieza dos outros…

    Beijocas do Allgau,
    Mari

  2. Olá Ana, boa noite! Eu andei sumidinha do seu blog porque ando enrolada com meu trabalho novo, mas here I am again 😉 Bem, gostei muito de ler os vários comentários de suas amigas nessa post. Então, do ponto de vista de brasileira doce, amável e educada que você é , deve ter sido realmente chocante deparar-se com pessoas, no caso as tais moças alemãs da festa de despedida de solteira da sua amiga, que lhe deixou impressão de frias, indelicadas e sem educação, porque você, assim como elas, você também era uma convidada especial da noiva e por isso alguém importante interagindo na festa, independentemente de ser estrangeira ou não. Aninha… uma coisa me ocorreu agora, pois, você é linda e além disso uma ‘brasileira’, e sabe o que isso significa né, as moças brasileiras são consideradas sinônimo de beleza e doçura no mundo e não somente por conta da nossa conterrânea Gisele Caroline Bündchen não! ; ) =D (sorry as vezes brinco mesmo) Mas, não fique tão triste com isso, porque como bem disse seus amigos no comentário desse post, gente boa e ruim, de boa educação ou má educadas, existem em todo lugar. E, agora eu refletindo sobre frieza de pessoas certa vez, fui numa confraternização da faculdade, num jogo de boliche, num shopping em São Paulo, e que chato ne, apenas meia dúzia de pessoas interagiram comigo naquela ocasião, posteriormente alguns desses me conheceram melhor através de uma pequena convivência, e muitos , hoje em dia, falam sempre comigo via internet ou pessoalmente embora estejamos distantes geograficamente falando, somos amigos.. o que quero dizer é que se as tais moças se derem e tiverem a oportunidade de lhe conhecer um pouco mais , vão gostar muito de você 😉 Mas, falando de coisas boas, que legal, você tem alguns bons amigos alemães, até em festa de despedida de solteiro anda indo!!!! Então, cuide-se ao máximo. Há e bons estudos quanto a seu curso de alemão também! Felicidades sempre! Fica com Deus. um abraçãoooo!!!!!!!!!!!!

  3. Menina!!! Entristece com isso não! Infelizmente (ou não), somos o povo mais alegre e ‘aconchegante’ do mundo. Eu sofri com isso quando estive aí, alemães são frios mesmo, claro que existem exceções, mas tive sorte de fazer bons (e poucos) amigos! =)
    Claro que não custa nada dar atenção, é até algo bem agradável! Mas foca no curso e pensa que vai ser lindo e é sempre bom conhecer pessoas novas! =)

    Beijão e boa sorte!

    (Espero estar por aí em outubro, aí poderemos passear e conversar sempre!!) =)

    Fica bem! =*

  4. Acontece. Mas vc foi mesmo dura na queda em ficar indo ate os outros bares mesmo, eu teria saido mais cedo de tivesse me sentido mal como ficou.. e nao se culpe por isso,nao é seu alemao o culpado, foram as circunstancias Apesar de que qd dominar mais o idioma, vai poder se sentir mais forte e corajosa pra comecar novas conversas..e nao liga nao, nao foi vc a estranha, sao eles que sao assim mesmo. Mas entenda, alemao nao é brasileiro,ele precisa de mt tempo pra sentir apego a alguem.. e pense que é exatamente desse jeito que se sentem os estrangeiros no brasil qd nao falam o idioma, ou qd um alemao esta no meio de brasileiros, coitado, da a maior pena deles, vejo isso mt no coral que frequento,eles sobram mesmo! por isso estou sempre procurando conversar com os novos que vao chegando. Sorte e melhores dias pra ti durante o curso de alemao, la vc vai fazer novas amizades!

    alias, vc recebeu meu email?

  5. Olá!
    Olha Ana, se serve de consolo, estamos no mesmo barco.
    Como comentei no outro post, vivo na Suiça e aqui eu estou sozinha de maré de si. E olha que não falta brasileira aqui. Eu até conheci uma logo no primeiro dia de aula no curso, ela fica com as crianças enquanto as mães estudam. Depois ela me convidou para tomar um sorvete e nesse dia estava uma amiga e sua mãe. Nessa época ainda vivia no hotel e logo que me mudei quis retribuir a gentileza, olha meu ouvido doeu de tanto que liguei e nada de me atenderem, até msg e nada. Então eu percebi que elas não queria nada comigo não, acabei deixando de lado. Uma outra brasileira que conheci em uma outra vez que vim à Suiça também nem me deu bola, nos conversávamos pelo antigo orkut e quando eu disse que viria para cá, essa mulher desapareceu. ( Acho que sou uma chata, só pode…rs!)… Sei lá o que passa na cabeça desse povo.

    Em Nurnberg tenho uma amiga a Lúcia, ela é um amor. Quando cheguei na Alemanha, foi ela quem me ensinou a andar de trem, metrô…Sempre fazíamos algo. Agora não, pois como ela trabalha nunca dá certo de nos encontrarmos. Mas quem sabe em um futuro não marcamos algo todas juntas?

    Fica assim não!!!

    Bjos!!!

  6. Oi flor,
    Fogo hem, mas acho que isso acontece em qualquer lugar do mundo, sinto isso aqui (no Brasil) direto, pessoas que evitam de perguntar como estou, e por aí vai… Isso porque estou falando de gente conhecida, imagina pessoas que acabamsod e conhecer…
    Mas há sim pessoas simpaticíssimas, como essa sua nova amiga, a noiva… 🙂
    Mas estamos aqui viu! Nossos blogs são pra isso também, somos comadres de VIDA!!!
    Um beijo carinhoso…

  7. Ana, me sentir mal por vc, é difícil mesmo essa adaptação. Nó temos qe nos desenrolar para entender o idioma deles mas eles não faz menor questão de nos compreender, ao menos é o que percebo aquí na España. Faço um curso a noite e a garota nariz empinado que divide a mesa comigo por 3 horas, tem días que nem olha p mim ou se quer diz um Oi, me sinto péssima. sei bem como vc se sentiu. Bol para frente que o camino é longo mina amiga….um xeiro 🙂

  8. Ana, você foi uma querida de ter ainda conseguido ir em tantos bares com essa turminha. A noiva também soou como uma fofa, uma pessoa legal. Mas sei bem como é essa sensação das amiguinhas que ficam “encarando” a gente sem querer sequer conversar e de fato conhecer quem você é. Mas é isso mesmo. Tenho me fortificado com essas situações e conseguido tirar melhor de letra. Entendi que tem gente assim mesmo no mundo, e é triste, mas a gente tem que continuar sendo feliz e ponto final – e deixar a chatice de gente assim de lado!

    Essa semana mesmo, surpreendentemente, recebi uma mensagem com um pedido de desculpas de uma amiga do meu (agora) marido por ter me tratado dessa forma (encarando e cochichando e me ignorando) quando nos conhecemos. Fiquei profundamente surpresa – mas uma grata surpresa. De ver que até mesmo essas pessoas podem não apenas mudar esse comportamento ridículo, mas de ter ainda a humildade de se desculpar e reconhecer que foram ridículos. Achei interessante.

    Bjos

  9. Aninha,
    Ih, espanta essa tristeza!
    Te achei uma “vencedora” por chegar ao terceiro bar! A Noiva parece mesmo ter sido uma fofa, mas as “amigues”…
    Você vai sim conhecer pessoas que vão se interessar por você, pela sua história, por sua amizade, e essas pessoas vão fazer valer a experiência. Tenha fé amiga, tenha paciência. Sei que é facílimo falar… Mas já vivi por aí e tive que me bastar muitas vezes.
    Eu pude observar aqui no Brasil, quando meu ex noivo alemão vinha visitar, que muitas pessoas (inclusive familiares) trocavam meia dúzia de palavras com ele e pronto. A sensação é que já tinham “feito a sala”.
    Algumas esbarravam nas barreiras linguísticas. Mas outras: pasme! Falavam inglês fluentemente mas nem davam moral pro gringo. E olha que ele é super bacana.
    Fazer o que se o horizonte de uns é mais abrangente que o de outros…
    Imigrar abre nossos olhos para este tipo de empatia… Quando vejo um gringo deslocado por aqui eu vou logo puxando papo, pois sei o que é estar na terra dos outros e se sentir excluído.
    Força e fé, amiga.
    Força e fé.
    Beijos
    Márcia

  10. Ana,
    As mentalidades são diferentes em cada cultura que visitamos e nem sempre é fácil adaptar-nos. Compreendo essa saudade de conversar livremente sem ter que pensar durante 10 minutos como se constrói a frase que traduz o seu pensamento num idioma que ainda não conhecemos bem. Vivi esse sentimento alguns anos atrás e recordo-me que o importante é não desistir e dar tempo a tempo. De repente, sem mesmo nos aperceber-mos do fato, já conhecemos dezenas de pessoas novas com que podemos conversar.
    Abraços!

  11. Ana nao sei pq mas lá no meu blog, suas postagens novas aparecem dias depois e acabo nao vendo que vc tem postado ou vejo dias depois, mas mesmo assim ainda dá pra comentar, olha Ana isso é chato, mas é dos alemaes, é o jeito cultural insuportável deles de ser, vc nao conhecia ninguém a nao ser a noiva e essazinha, a outra, cara de kú nojenta nao conta, eu tb já me senti assim e acho que se passo por isso outras vezes já acostumei a ficar no meu canto ou sorrir ou fazer Wackel-Dackel, vc sabe o que é Wackel-Dackel? é aquele cachorrinho que só balanca a cabeca, fiz isso tantas vezes e ainda faco hj mais menos e hj faco mais quando to com preguica de entender ou pra me livrar logo do/da traste alemao kkkk e hj eu é que sou mais fechada com os alemaes, lá no servico e com os conhecidos alemaes eles querem mais contato e pelo jeito deles me acostumei e acabei me fechando, enfim boa sorte no curso de alemao e que vc faca boas amizades com outros estrangeiros como vc, que irás encontrar por lá 🙂

  12. Ana,
    Já comentei com você que gostei do seu blog e acredito ter sido pela afinidade em algo sem ao menos conhecer pessoalmente, mesmo depois sabendo de outras afinidades. Desejo que tudo contribua para te fazer cada vez melhor e mostrar a diferença. E também concordo com alguns comentários que esta situação existe no Brasil, mas é mostrando a beleza do diferente que ao final os poucos que perceberem é que são os melhores amigos. Bjinhos. Miry (Mirela).

  13. Ana, toca aqui! Somos iguais nessa situação… Mas aos poucos vamos conhecendo pessoas que realmente se interessam mais por nos fazer parte do grupo. Também percebo que essas pessoas que não se importam com a nossa presença tem certo receio por não falarem outra língua tão bem ou por não terem paciência. Mas isso acontece no Brasil também. Confesso que eu sou uma dessas que não é de ficar puxando muito papo com quem não conhece. Outra coisa que me deixa um pouco triste aqui quanto a amizades é que tudo tem hora marcada… Informalidade quase inexistente :(( mas vamos nos adaptando e nos tornando mais formais haha

  14. Ana, você não tem que pedir desculpas por ficar triste. Eu sei bem como você se sente, queria poder dizer algo que fizesse você se sentir melhor mas acho que nem é possível… Tudo que posso dizer é que nada de ruim dura para sempre. Amanhã é um novo dia, e se amanhã ainda não estiver melhor vá vivendo um dia de cada vez. Isso já aconteceu comigo várias vezes (e olha que falo de brasileiros), sei como é se sentir sobrando e sozinha. Eu jamais conseguiria deixar alguém se sentindo assim. Daria atenção a qualquer pessoa. Mas decidi há muito tempo que quem não se importa em ter minha amizade não a merece mesmo. Não sou eu ou vc que está perdendo, são as outras pessoas. Sei que é clichê, mas nada como ser um pouco narcisita para sobreviver em momentos difíceis. Dias melhores virão, pessoas que realmente merecem sua amizade cruzarão seu caminho, tenho certeza! Mil beijos!

  15. Sei bem como é isso e já não espero mais altos papos nessas saídas com os ~amigos~ daqui. Também só falo à noite, quando o marido chega em casa ou na minha aula de conversação que arranjei recentemente. Se quiser, me adiciona no skype pra gente tagarelar um dia desses: carlatorci. Bjos

  16. Não fique assim triste Ana. Eu te entendo. Já passei por isso e a vontade é de sair correndo daquele lugar e ficar perto de alguém que note que estamos alí, que existimos. Logo a situação vai mudar, logo seu curso de alemão começa e aí, mostre o quanto elas perderam de conversar com vc e de ver o quanto é especial.
    Beijos,

  17. Eu reconheço todo mundo facilmente também, de rosto e nome. Uma vez encontrei um menino trabalhando numa loja e falei “poxa, você é o amigo do fulano né? tava todo mundo numa festa de karaoke” ele ignorou (ou mentiu), porque eu tinha certeza que era ele. Talvez ele tava com vergonha de ser gay, porque ele tava com o namorado na festa e não queria que ninguém soubesse. Enfim, hahaha desde então eu evito ao máximo lembrar das pessoas.
    Ai, que horror dialetos x_x você é muito corajosa haha

  18. Aninha, isso não é só sua opinião não, viu?
    Fazer amizade com alemães e até mesmo ter contato com eles, principalmente com ” elas” é bem complicado! Em um ano de Alemanha nao tenho nenhuma amizade com ninguém que aqui que não seja estrangeiro.
    Eu sinto que você tenha passado por isso, porque mesmo se fosse no Brasil seria muito chato.
    Mas olha, aqui tem um montaao de gente que te adora e olha que nunca te encontramos pessoalmente hein!
    Sua beleza, sua simpatia, essa pessoa maravilhosa que você, conquistam até mesmo à distância!
    Eu acho é uma pena que as pessoas sejam tão fechadas a ponto de perder a oportunidade de conhecer essa lindeza que você é!
    Nao desanima não que tem muita coisa boa pra você ver, viver e contar pra gente depois!
    Um beijo beeem grande,amiga!
    E sambe na cara delas! Humpf!

  19. Ana, isso já aconteceu algumas vezes comigo, aqui na Alemanha. Em uma das vezez me senti tão deslocada que me retirei no meio da conversa e, acredite, fui salva por uma garotinha de 10 anos que passou horas conversando comigo, porque viu que eu não falava mto alemão…ela também estava deslocada, porque a festa era de adultos…rs.. Difícil isso, né? Mas faz parte, estamos fora do nosso país e nós é que precisamos nos acostumar com costumes diferentes dos nossos.bj grande.

  20. Triste de saber que vc está se sentindo assim. Mas não me restam dúvidas de que isso é temporário. E seu curso te dará muitos amigos novos, tenho certeza. Enfim, tenho certeza que daqui a um tempo pequeno vc vai nos escrever contando mais de pessoas/experiencias maravilhosas que conheceu/teve aí, como já fez antes

    • Ah, Aninha… Será que os suecos e os alemães são todos parentes? Olha, se não são, tá quase ali viu. Fico triste também quando passo por situações parecidas como a sua. Tenho uma vontade de dar um chacoalhão na pessoa e dizer “ô eu não mordo”. Somos de uma cultura que receber bem, dar aconchego e carinho estão em nosso sangue. Por outro lado, essas diferenças culturais é que nos fazem valorizar certas coisas na vida, que antes passavam despercebidas e que agora nos enriquecem a alma. Mas não fique tristinha moça bonita. Você fez bem em desabafar, porque guardar coisas que nos entristecem, só faz mal pra gente mesmo. E saiba que dias, ocasiões e pessoas melhores virão! Já falei que sua estrelinha brilha? Pois é, ela tá brilhando como nunca! ❤
      Beijos

  21. Ana, é tão ruim quando nos sentimos deslocados num grupo que não demonstra tanto empenho em querer tua companhia por perto. Ainda mais quando estamos num outro país tentando nos enturmar. Saco isso!
    Sobre não ter com quem conversar, sempre que quiser pode me mandar emails ou puxar papo no gtalk, não te deixarei falando sozinha, ta?

    Boa sorte aí, querida!

  22. Olá, Ana! (Só agora descobri que você é minha quase xará!)
    Algo que eu percebi claramente lendo seu texto foi: você é uma pessoa muito doce.
    Por ter passado por tudo isso por causa de uma amiga! Sem contar que essa sua vontade de conversar mostra isso também. Você deve ser daquelas pessoas sorridentes sempre prontas a conversar e fazer novos amigos…
    E não se sinta triste por causa dessas pessoas. Gente mal educada existe em todo lugar, infelizmente ):
    Eu me impressionei também: sou o contrário. Não tenho problema nenhum em chegar em um lugar e ficar quietinha. Inclusive, até prefiro! Eu sou muito, muito tímida e sempre me embaralho toda quando vou conversar com alguém.. hahahaha. Passa um pouquinho de você pra mim?
    Mas de qualquer forma, a vida tem uma forma engraçada de recompensar o bem. Bem atrai bem.
    Certeza que logo você estará cheia de pessoas por perto da suas aulas de alemão e de vários outros lugares.

    Beijo, moça!

  23. Ana não se preocupe que momentos deprê a gente sempre vai ter e essa adaptação é um pouco complicada. Como a Sandra falou aqui na Suiça é a mesma coisa…todo mundo tem sua panelinha e mesmo quando a gente fala alemão fluentemente não consegue se integrar direito. Eles tem uma super dificuldade em aceitar outras pessoas nos grupos. Eu, particularmente, acho que eles que saem perdendo. Eles que deixam de conhecer outras pessoas, culturas por serem tão fechados.
    O que eu acho chato que acontece muito aqui é que quando eles querem alguma coisa eles sabem pegar o telefone e te ligar, mas para tomar um café e tal num rola nada. Acho engraçada essa “seletividade” deles…afinal na hora que eles precisam de ajuda eles lembram da gente.
    Mas o que nunca podemos esquecer é que sempre vão existir pessoas legais e que valem a pena!! Fica bem! beijos

  24. Ana,
    tem gente que faz questão de ter ‘memória seletiva’ e só lembra quem vc é quando vc é ‘útil’ na situação. É muito chato isso e já passei por isso tanto aqui na Alemanha como no Brasil. Tem ainda aquelas pessoas que se aproximam sem interesse sincero, mas sim para bisbilhotar sua vida, roubar ideias e roubar trabalho, etc. Então com esse tipo de gente eu até agradeço que não venha puxar papo comigo rsrsrs
    No mais só posso dizer: o azar é único e exclusivo de quem não veio falar com você e perdeu a oportunidade de conhecer uma pessoa bacana!
    Beijo grande!
    Lu

  25. Ana, na Suíça não é muito diferente não, rs… quer dizer, não conheço tantas suíças assim. As que conheço não tenho contato direto, são gentis comigo quando nos encontramos e só. Nada de papos longos….rs… As vezes eu acho que as pessoas por aqui tem um pouco de preguiça em tentar algo novo, em fazer novos amigos, sei lá, é aquela rodinha e pronto. Depois dos 30, acho que isso se acentura ainda mais, porque ficamos mais seletivas, as amizades não são mais tão fáceis de acontecerem e ficam mais filtradas. No Brasil a gente tem aquela coisa de jogar conversa fora, bater papo com todo mundo, em qualquer lugar, na fila do banco . E quando chegamos aqui vemos que não é assim, pra começar nem fila tem, hehehehe.
    Eu também tenho estes altos e baixos, mas felizmente eles passam logo. E Ana, não se sinta mal por estar triste não, faz parte da vida. E enxergá-la sem máscaras só pra dizer que está tudo bem, não alivia. A verdade é que aqui a gente aprende a ser só :-(. Difícil admitir, mas acho que é por ai:-(. Ó, se quiser, me manda o seu telefone que a gente conversa :-). Bjsss

  26. Acho que essa e a parte que a gente mais sente e sofre em viver fora do Brasil…afinal aparentemente so a gente tem esse jeitinho de querer enturmar todo mundo e puxar conversa. Nao se sinta mal em falar disso aqui, afinal faz parte e nao e facil ter nosso numero de amigos e pessoas pra conversar reduzidos. Quando seu curso comecar, acho que voce vai se sentir melhor, vai criar uma rotina, vai encontrar e conhecer gente diferente e nova e quem sabe nao fazer bons e grandes amigos. Aguenta firme por ai, vai tudo dar certo.
    Beijinhos

  27. Aninha, somando o que a fofa da Paulinha disse com o que eu acho, pode não melhorar sua vida, mas também não piora.
    Eu acho que a educação deles é que é bem diferente da nossa. Nós aprendemos em casa que devemos e podemos trocar idéias com todo o mundo e eles não. Deve criar uma timidez dentro deles essa situação e para mostrar que são superiores fingem que não dão a mínima para a gente, todavia Deus não os fez diferentes e sim eles é que são “embutidos”. Acontece que nem todos são assim. Os mais simples e humildes são melhores e com o tempo vão chegar em você porque vão precisar de sua simpatia e disponibilidade.
    Fica triste não, Aninha. Você é bem melhor que eles porque consegue enxergar isso e eles ainda não.
    Quanto ao conversar, da próxima vez que vier ao Brasil, providencie um Papagaio para falar português com ele e até ensinar alemão. Vai ser divertido, kkk.
    Um beijo carinhoso,
    Manoel

  28. Oi! Eu sei como é isso! Mas sabe o que é? Inveja ou dor de cotovelo. Quando a gente bate papo com alguem, nunca é por dó, mas é para conhecer novas pessoas, fazer amizades. Quando tem alguem que nao conheco, eu gosto de saber, vai que a pessoa pode se tornar uma grande amiga! Enfim, eles sao “panelinha” mesmo. O que eu nao curto, é que quando eles precisam de algo, ou querem saber da sua vida, daí vao falar com vc. Interesseiros. Povinho estranho viu (e olha que meu alemao é bom a ponto de ter longas conversas… mas eles fazem questao de falar rapido ou em dialetos pra vc se sentir uma retardada).

  29. Aninha, esse seu pensamento é normal! Fomos criadas em meio a um povo caloroso, que recepciona bem, que puxa conversa, que faz todo mundo se sentir em casa. Brasileiro vive em uma terra tropical e mesmo assim é cheio de calor humano, dá pra entender perfeitamente isso.

    Mas bom, são culturas diferentes, Ana, claro que foi chato pra você, mas elas que são chatas, elas que são sem graça! Aproveita então com a Andrea, que pelo visto tem um jeitinho de brasileira ao te acolher, ao esperar o táxi contigo… E fica feliz, por que brasileiro é um povo abençoado e que não fala latindo (com todo respeito aos alemães, mas que língua complicada de entender)
    hahahaha

    Fica bem e relaxa, isso passa! Ah, e lembre-se que você tem seu refúgio aqui. Beijão!

  30. Ana, eu também sou assim, me lembro do rosto de alguém e depois só me ferro. Sabe, eu fico pensando qual é a dessas pessoas que não fazem questão nenhuma de serem bondosas, nem que seja uma vez na vida, sabe? Como nesse dia da despedida de solteiro… eu acho que é da pessoa mesmo, algumas vão se sensibilizar mais e vão tentar nos integrar (acho que principalmente as que já passaram pelo mesmo que a gente), e as outras vão fingir que nada aconteceu, que você é uma brasileira que já está por dentro de tudo na Alemanha, entende os dialetos e tudo o mais. Mas isso não é verdade, né? É difícil chegar nesse nível em tão pouco tempo. Sinto muito pelo o que aconteceu e espero também que o curso de alemão comece logo! Aliás, já tem uma data certa pra ele começar?

    beijos

  31. Aninha, minha querida, vc não tem que se sentir mal por estar deprê e, do ponto de vista de um brasileiro, vc tem toda razão em achar que não custa nada dar atenção a alguém que chegou agora e não conhece muito. Esse é o nosso jeito de ser e que sinceramente eu acho muito empático porque, oras, poderia ser eu ali, né? Acho que é assim que a gente pensa. Mas infelizmente nem todas as pessoas são assim.
    Sabe, eu recebi recentemente um conselho de uma blogueira muuuito querida e de repente um mundo de novas possibilidades e perspectivas se abriram para mim. Eu tenho me sentido tão bem com isso que me sinto também na urgência de passar esse conselho adiante. Muito resumidamente a Vanessa, do blog Caixa de desejos, me disse algo assim: encontre algo que vc ama, sonhe com a vida que vc deseja ter, não importando o que vão dizer e se seus sonhos parecem altos demais. Dedique-se a isso. Parece clichê dito assim mas isso tem me dado um foco que eu antes não conseguia encontrar. Sabe aquela história do quem sou eu? Descobri que talvez a questão não seja de definição, mas de rumo, do foco que damos à nossa vida. Acho que te faria bem pensar nisso.
    No mais, não se sinta triste. Seu curso vai começar, vc vai ter uma atividade, vai conhecer gente nova… e olha, se sentir que está calada demais me manda um e-mail, me adiciona no skype pq vai ser um grande prazer conversar com vc e tenho certeza que me fará muito bem também.
    Beijos, xará e que Deus te abençoe.

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