Islândia – um resumo do primeiro dia

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Nossa viagem para Islândia começou com um pequeno contratempo. Nós saímos de Nuremberg pela Air Berlin e fizemos conexão em Düsseldorf. Chegando lá fomos informados que o nosso vôo havia sido cancelado porque o aeroporto de Keflavík tinha entrado em greve naquela noite. Foi uma confusão muito grande porque os funcionários não sabiam avisar quando que seria o próximo vôo e pra completar as nossas malas tinham sumido! Depois de quase duas horas esperando pela localização das malas, nós fomos encaminhados para o nosso hotel, felizmente já sabendo que o embarque seria no dia seguinte à noite. Foi uma tensão muito grande porque tivemos que entrar em contato com o bed & breakfast onde passaríamos a primeira noite (e fazer uma nova reserva, pagando pela primeira noite sem estar lá) e com a Touring Cars, empresa onde alugamos o motorhome, que teríamos que pegar já no dia seguinte pela manhã. Imaginem o meu nível de estresse! Com esse atraso teríamos 1 dia a menos na nossa rota e isso me deixou muito p* da vida. Enfim, perdemos uma diária no b&b, mas acabou dando tudo certo. A Air Berlin mudou sem cobranças a data da nossa volta e assim continuamos com os nossos 15 dias completos. A Touring Cars também não cobrou pelo dia que não chegamos e prolongou o nosso aluguel. Ufa!

O lado bom dessa confusão é que temos uma amiga querida que mora em Düsseldorf e acabamos passando um dia maravilhoso com ela na cidade. Eu nunca tinha visitado Düsseldorf e foi uma delícia conhecer assim tão espontaneamente (e com a cabeça fria) um pouco de lá.

E finalmente tinha chegado o momento em que estávamos embarcando para o meu tão sonhado destino. O legal de ter pego o vôo à noite é que saímos da Alemanha já anoitecendo e chegamos na Islândia com o sol ainda se pondo. Então ainda deu pra ver claramente lá de cima as geleiras Jökulsarlon, que falerei mais pra frente.

No dia seguinte cedinho o moço da Touring Cars nos buscou no b&b e nos levou para o escritório onde teríamos uma introdução de uso do automóvel. Tudo durou cerca de três horas. Terminado o processo, nós fomos abastecer a geladeira no Bónus (que saudade!), uma rede de supermercados espalhada por todo o país e com muita ansiedade partimos em direção ao Círculo de Ouro (Golden Circle), onde começamos a nossa viagem. Posteriormente vou falar sobre o preço da alimentação na Islândia e dar uma ideia do quanto gastamos nas duas semanas.

A sequência da nossa rota de 15 dias, percorrendo um total de 3500 km foi em sentido anti-horário começando pelo Golden Circle e terminando na penísula de Reykjanes.

Assim que entramos no Golden Circle, não demorou muito até começarmos a parar o carro a cada 5 minutos para tirar fotos. Parecíamos dois loucos deseperados, achando que se não fizessemos fotos disso ou daquilo não poderíamos voltar atrás e a única coisa que não queríamos era seguir em frente arrependidos de não ter registrado um certo momento ou lugar. À primeira vista tudo parecia MUITO surreal, como se a gente estivesse realmente em outro planeta. Nada era parecido com qualquer coisa que eu já tivesse visto na vida.

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Para quem vai para a Islândia com pouco tempo e quer aproveitar ao máximo o seu tempo, o Golden Circle é um ótimo ponto de partida. Três grandes atrações do país estão por lá (descritas abaixo). A grande comodidade é que ele não fica longe da capital ReyKjavík e em apenas um dia é possível visitar esses três lugares.

Mas chega de conversa! Abaixo estão os quatro highlights do nosso primeiro e inesquecível dia na Islândia!

Parque Nacional Þingvellir

O parque está localizado entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, que se separam cerca de 4cm por ano. Além do importante valor histórico e cultural desse lugar – que é cede do parlamento mais antigo do mundo – e da sua beleza, o movimento das placas torna esse lugar singular. É o único lugar no mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar.

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Gêiseres

Esse lugar é muito legal e fica localizado no Vale Geotérmico Haukadalur. Achei muito massa ver o festival de explosão dos jatos d’água. Há várias fontes de água quente e cada um tem um nome. O Geysir (foto 3 abaixo), que deu nome ao lugar, não entra em erupção desde 1915, mas ao lado dele tem outra fonte chamada  Strokkur (colagem), com erupções que ocorrem a cada 10 minutos. Passamos uns 30 minutos no local fotografando o filmando o fenômeno. Uma visita imperdível!

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Gullfoss

A cachoreira dourada da Islândia! É a próxima parada depois de dirigir apenas 10 km do Geysir. Chegamos lá no finalzinho da tarde, o que foi muito bom já que uma leva grande de turistas tinha acabado de deixar o lugar. Passamos um tempão contemplando aquele lugar e ouvindo de olhos fechados o som quase que ensurdecedor do fluxo de água. Embora ela seja imensa, a Gullfoss ainda não é a maior do país. A maior fica no norte (Dettifoss) e pra nossa falta de sorte ela estava coberta de neve. Como em todas as grandes atrações, o acesso à essa cachoeira é ridiculamente fácil e tudo é perfeitamente bem estruturado.

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A primeira vez que vimos os cavalos islandeses

Terminamos o dia seguindo em direção à uma fonte de água quente super escondida, já fora do Golden Circle. Falarei sobre ela no próximo post. No caminho fizemos a primeira paradinha para admirar de perto esses cavalos islandeses. Engraçado é que antes de encontrá-los eu já estava preocupada achando que seria difícil vê-los. Tinha lido que eles estão em todos os lugares e até a nossa visita à Gullfoss ainda não tínhamos visto um! Mas sim, os dias foram passando e constatei que eles estão mesmo everywhere! Esses cavalos são tão amáveis! É possível chegar perto deles sem medo e eles são também verdadeiros modelos. Acho que uma das coisas que mais amei nos meus dias na Islândia foi exatamente ter contato com eles e chegar pertinho deles com minha câmera. Ainda vai ter muita foto de cavalo nos próximos posts!

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Dá pra acreditar que a Islândia é ainda mais linda que isso? Nós amamos visitar o Golden Circle, mas devo confessar que a Islândia só começou mesmo me tirar o fôlego à medida que nos aproximávamos do sul. Esse é o primeiro post de uma série de não sei quantos posts sobre a Islândia. Mas enquanto os outros ainda estão no rascunho ou sendo planejados, queria compartilhar que eu escrevi um resumão sobre a nossa viagem para a edição de aniversário da Revista Ocapop, da qual sou colaboradora. Na matéria eu mostrei em fotos um pouquinho do que mais me surpreendeu! Então caso você tenha tempo e vontade, te convido a clicar aqui e acompanhar essa nova edição que está linda e em clima de comemoração. Comemoração pra mim também, que durante um ano tive o imenso prazer de colaborar em quatro edições! Estou na página 84.

Toda road trip tem que ter uma trilha sonora não é mesmo? A da nossa viagem foi muito linda e a cada post vou compartilhar com vocês as músicas que mais nos marcaram! Neste post: Crystals – Of Monsters and Men, uma banda da Islândia pela qual sou apaixonada!

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25 comentários sobre “Islândia – um resumo do primeiro dia

  1. Eu adoro a Islândia, mesmo que não tenha ido lá. Só pelas fotografias que vejo, sinto-me como se viajasse até o local! Obrigada por ser meus olhos, Ana. Eu adorei o post, adorei a matéria, e aguardo ansiosamente por mais disso! Abraço. ❤

  2. UAU Ana, que coisa mais linda. Imagino o desespero de querer parar de 5 em 5 minutos para fotografar. O pescoço doendo de não saber pra que lado olhar. Hahaha! Maravilhoso demais, animada para os próximos posts.

    Eu conheci Düsseldorf e achei um lugar super gracinha também. Tomara que você consiga voltar para passar um pouquinho mais de tempo, vale super a pena!

    Um beijo :*

    • Então, ficamos loucos mesmo Camila! E isso foi até o fim da viagem viu hehehe
      Há duas semanas atrás estive novamente em Düsseldorf e pude conhecer bem mais da cidade! É muito gracinha mesmo, uma pena que fica tão longe de onde moro.
      beijinhos

  3. Caramba, surreal é mesmo um adjetivo oportuno para descrever esse passeio.
    Aninha que viagem top!!! E o motorhome me parece o meio de visitar que mais aproxima o turista do lugar. Me lembro na sua casa de ver o mapa cheio de “pins” e anotações… Tanta preparação valeu a pena!!!
    um beijo amiga querida!

  4. Ana que coisa mais linda ver a Islândia pelo seus olhos. A cada post que leio sobre lá minha saudade só vai crescendo e crescendo, tá num nível absurdo já! ❤
    Eu já achei o barulho da Gullfoss muuuuuito alto ela estando congelada.. assim deve ser ensurdecedor MESMO haha consigo nem imaginar.
    Golden Circle foi o unico passeio que pude fazer durante o inverno, as estradas estavam todas bloqueadas, era muita neve pra tudo quanto é lado.. o Bom do Golden Circle é isso, ele te dá uma amostra do país, 3 lugares mega lindos e importantes.. e é possível ir o ano todo, não importa a estação, já que não é tão longe da capital.. ai ai.. fico aqui sonhando com um dia que de fato poderei fazer a ring road ❤
    Ansiosa pelos proximos posts, Ana ♥♥♥

    • Cê sabe que sempre penso em você quando escuto a palavra Islândia né?! Verdade Taís, essa sua admiração pelo país me deixou muito inspirada a fazer essa viagem! Obrigada!
      Tenho certeza que você vai voltar logo em breve pra explorar tudo o que merece ser explorado. Esse país é a sua cara querida <3!

  5. socorro, Ana! já fiquei sem fôlego aqui com essas suas fotos nesse post de ~apresentação, tenho que me preparar pro que vem por aí! ❤ coisa linda essa Islândia, vou AMAR muito acompanhar seus posts sobre sua viagem aqui, deve ter sido absurdamente incrível (apesar do probleminha inicial com o vôo, que eu também ficaria super ansiosa/estressada até resolver, haha).

  6. Aninha, tava esperando ansiosa pelos posts dessa sua viagem, depois que vi suas fotos no facebook, confirmei a minha viagem e fiquei apaixonada pela Islândia, as suas fotos como sempre estão maravilhosas, sem comentários.
    Bônus, hahaha ❤
    Fico imaginando o frio que você passou, pois no verão tava 13 graus e mesmo assim estava um friozinho, eu também escutei várias bandas islandesas na viagem, você fica no clima e a viagem fica mais incrível. Um beijo

    • Muito obrigada, Flávia! Por incrível que pareça nós tivemos mais dias de sol do que esperávamos. O problema é que não estava tão frio, mas o vento é sempre muito forte e isso lasca. Mas estávamos super bem equipados, então o frio não foi problema algum. Com minha ausência aqui deixei passar alguns dos teus posts sobre a Islândia. Preciso ir correndo no teu blog me atualizar!
      bjão

  7. Ana, que viagem maravilhosa. Acompanhei pelo instagram, e fiquei encantada. Quero muito! Esses cavalos me passam uma impressão de liberdade, fico imaginando eles com essas crinas selvagens correndo pelos campos, hahaha.. Sei nem se eles correm, mas essa é um pouco da minha imagem da Islândia. Vou morrer com esses posts, já to vendo. Beijos!

    • Gabi, eles correm sim, mas só quando eu não estou por perto hehehe. Eu queria muuuito ter feito uma foto deles correndo, mas todas as vezes que vi foi de longe. A imagem é sem dúvida lindíssima! É uma das memórias mais frescas que tenho. Infelizmente não tenho essa foto, mas a lembrança é o que importa! Obrigada por acompanhar viu!
      bjos

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