This life

This life

15 semanas de fraldinhas de pano espalhadas pela casa, várias horas de sonecas em cima da mamãe, horas e mais horas sendo carregado no sling, de gargalhadas e gritinhos de felicidade, de beijinhos com bafinho de leite e de sorrisos ao despertar. Você, pequeno ser humano, veio para nos mostrar o verdadeiro sentido da vida. Veio para nos ensinar o que é prioridade, para nos mostrar que o tempo que passamos com você deve ser intensamente aproveitado, cada segundinho. Até mesmo aqueles que exigem serenidade e paciência. A casa bagunçada, as roupas sujas podem esperar. Já o tempo contigo não. Ele passa rápido demais para ser desperdiçado. Você veio para colocar um sorriso bobo e apaixonado no nosso rosto. Você veio para nos mostrar que é possível sim um coração bater fora de um corpo. Você veio para roubar as nossas horas de sono, nos deixar exaustos. Mas acredite filho, nós não trocamos a vida contigo por nada nesse mundo. Porque você veio também para nos dar forças para cuidar bem de ti, para tornar ainda mais feliz quem já era, para nos apresentar uma nova forma de amar. Obrigada Thomas por ter nos escolhido!

Oh Boy!

Oh Boy!

 

O tempo não perdoa. Passa rápido demais! Você já vai completar 2 meses de vida e já não é mais esse bebê recém-nascido que praticamente só dormia o dia todo. A vida contigo está ficando cada dia mais interessante. Cada dia é uma nova descoberta, um novo milestone. Sorrisos, barulhinhos novos, olhares atentos de quem realmente já me conhece como mãe. Olho essas fotos e já sinto uma saudade imensa dos teus primeiros dias aqui em casa. Uma saudade de fazer chorar!

“I’ll hold you for as long as you like
I’ll love you for the rest of my life”

[Calico Skies – Paul McCartney]

 

amor que cresce

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Eu estava muito ansiosa pelo dia em que descobriríamos mais sobre você. Comi chocolate como sugerido por uma amiga, mas chegando lá descobri que a consulta seria só de controle. O médico só faria a revelação do gênero com 5 meses, ou seja, eu teria que esperar ainda mais 4 semanas pra te ver novamente. Como é que eu aguentaria? De fato não aguentei. Pedi no mesmo momento pra fazer uma ultrassonagrafia extra com a desculpa de que queria apenas ver o quanto você havia crescido. Sorte minha de ter comido o chocolate, você se mexia muito e deu pra ver nitidamente as tuas perninhas e bracinhos pra lá e pra cá. Até que o médico encontrou a posição que eu tanto esperava ver. Engraçado é que sempre me dirigi a ti usando “ele” enquanto todos apostavam que você seria a Anna Luisa, que sem dúvidas seria uma menininha amada com a mesma intensidade. Uma amiga me disse que era o meu instinto falando comigo, mas eu prefiro acreditar que era apenas a pontinha de esperança que eu ainda tinha que você fosse um menino. Eu não tive dúvida alguma do que vi e gritei chorando: é o nosso menino Kilian! O médico riu e acredito que sem muita boa vontade nos “confirmou”.

Pode parecer loucura mas você já fazia parte das nossas vidas desde a época em que eu e teu pai éramos casados mas morávamos em cidades separadas. Ele ainda em Mainz lutando pra terminar o doutorado e eu em Tübingen. Nossos familiares e amigos mais próximos, todos sabiam sobre você e te chamavam pelo nome, antes mesmo de você sequer existir. Naquele ano a vontade de ser tua mãe já existia, mas ela só se intensificou mesmo um ano depois, quando finalmente encontramos o nosso lar aqui em Fürth. Infelizmente eu tive que lutar um tempo contra ela. Era a língua pra aprender, trabalho numa cidade nova e sem perspectivas na minha área pra procurar e aquela chamada fase de curtir a vida a dois – e isso filho a gente fez direitinho. O tempo foi passando e essa vontade crescia descontroladamente. Eu não tive sossego na alma até o dia em que te descobri dentro de mim. E mesmo com toda a ansiedade da espera, te confesso hoje feliz que você veio no tempo certo. A notícia que você estava a caminho foi o presente de aniversário de 33 anos do teu pai. Ele não poderia ter recebido presente melhor. Eu te quis tanto, ambicionei tanto essa vida. Você que antes era apenas um sonho bom, um pedido pra Deus, agora é realidade. Meu Thomas, meu menino.