Diário do bebê: 3 e 4 meses

Diário do bebê: 3 e 4 meses

Thomas está sonecando no sling e eu aproveito essa pausa para atualizar o blog com mais um diário do bebê. A minha vontade era fazer diários mensais, mas se tá difícil eu encontrar tempo pra ir ao banheiro, imagina pra sentar de frente pro computador :/. Ninguém imagina, mas eu tenho um bebê de 4 meses e meio SUPER ativo em casa que dorme pouco durante o dia e quer brincar/atenção sempre. Depois que escrevi o primeiro diário, pensei muito também se continuaria escrevendo os próximos. Decidi que vou escrever quando der, a cada dois ou três meses. Sem cobranças, no nosso tempo.

1. mês e tamanho do bebê

Com 3 meses ele estava pesando 6500 g, tamanho não tenho ideia. Na última consulta no pediatra (U4) de 4 meses ele estava pesando 7350 g e medindo 64 cm. Ele deu uma boa esticada e até ficou menos redondinho. Já dobrou o peso de nascimento (3470 g) e de acordo com o médico, o peso dele está excelente, acima da curva de crescimento. Já veste roupinhas de número 62/68 e já tem vários cabelinhos!

baby Thomas com 3 e 4 meses

2. evolução do bebê

Esses dois últimos meses foram de muitas descobertas. Thomas descobriu as mãos e passou a viver com os dedos na boca. Começou a segurar briquedos mais firmemente e os passa de uma mão para outra. Mas uma das coisas mais legais foi ele da noite pro dia ter aprendido a rolar, poucos dias antes de completar 4 meses, e isso sem nunca ter demonstrado nenhum esforço anterior! Acordou no mesmo horário de sempre e ainda no escuro, no meio da gente na cama, nos mostrou a nova habilidade. Piramos claro! Ele está fera e já rola pra direita e pra esquerda e sabe voltar pras costas. Também adora ficar em pé no colo e já consegue sustentar o peso do corpo.

3. rotina do bebê

No último diário eu escrevi que as coisas estavam entrando nos eixos, estávamos conseguindo criar uma rotina. Como mãe de primeira viagem eu mal sabia que muita coisa poderia mudar. Bom, até os 2 meses o Thomas dormia bem. Nunca dormiu uma noite toda, mas dormia bem. As vezes até me dava luxuosas 5 horas de sono! De dia tirava 4 sonecas longas. Terceiro mês chegou e com ele um salto de desenvolvimento cruel. Meu bebê que antes mamava dormindo à noite, passou a acordar de 2 em 2 horas, as vezes me dando uma mísera pausa de 1 h e meia. As sonecas do dia passaram a ser mais irregulares. Ora dormia apenas 30 minutos (o templo de um ciclo de sono para um bebê), ora um pouco mais e a hora de ir pra cama era sempre um terror, momento tão conhecido como a hora da bruxa. Antes de ele completar 4 meses as coisas voltaram ao normal. Meu normal aqui é: mamar 2 vezes na madrugada. Ele me presenteou com noites relativamente bem dormidas acordando de 4 em 4 horas. Aí o quarto mês chegou chegando com mais um salto de crescimento. Uma fase acompanhada de uma necessidade ainda maior de colo e carinho. É esse o momento que estamos vivendo agora e por isso a minha ausência aqui do blog. Eu ando exausta. Tem noites que são ótimas, mas essas são minoria. Essa é uma fase também onde muitos bebês passam a fazer 3 sonecas ao invés de 4, chamada de fase de regressão do sono. Ele tem dormido muito pouco de dia e feito somente 3 sonecas. Meu bebê luta pra não dormir. Mas esperar o quê de um ser humano que a cada dia tem coisas novas pra aprender? O mundo é muito interessante pra ele e tudo o que ele não quer é perder tempo dormindo! Filho quer action até nas madrugadas! O que ainda funciona bem na nossa rotina é levar ele pra cama as 19:30 horas. Normalmente ele mama e adormece sozinho do meu lado. As vezes é uma batalha, outras vezes ele me surpreende. É o que eu vivo repetindo, cada noite nova é uma caixinha de surpresa rsrs! Outra coisa que ainda continua a mesma coisa é o horário dele acordar: 6 ou 6:30 da manhã! E isso eu não consigo mudar por nada nesse mundo! Mas tá ótimo né, já que ele vai pra cama cedo. Eu é que ainda não consegui me acostumar e eu espero muuuito que com a chegada do outono/inverno o relógio biológico dele mude, porque nessa época do ano só fica claro lá pras 7 ou 8 da manha!!!

Thomas faz natação uma vez na semana desde os 3 meses de vida e adora. Eu só entrei na piscina com ele uma única vez, esse é o momento de curtir com o papai. Fazemos uma vez na semana aula de massagem para bebê e agora no verão eu tenho passado muito tempo fora com ele.

Whatever works! Esse é o lema da minha vida de mãe. Se ele precisa de colo ou mamá pra dormir, de sling, de um passeio no carrinho ou do balançado de uma rede, eu dou. De uma coisa eu tenho certeza, eu não preciso de treinamento algum pra fazer ele aprender a dormir com o objetivo de facilitar a minha vida. Sou muito criticada por isso. Críticas que partem de todas as direções. Mas eu não me importo MESMO. Eu sou uma privilegiada de ter todo o tempo livre do mundo para criar o meu filho. É uma doação imensa. É cansativo. Mas é a minha forma de criar e dela eu não abro mão.

4. produtos favoritos

Swaddle me: usei muito esse saco de dormir pra evitar o reflexo de Moro, que faz o bebê levar sustos e abrir os braços. Até o final do primeiro mês de vida o reflexo não atrapalhava as noites de sono dele. Ele as vezes abria os bracinhos mas não chegava a acordar. No segundo mês isso começou a incomodar e ele passou a acordar várias vezes à noite. A gente tentava dormir segurando as mãos dele, mas com o tempo ficou cansativo. O saco de dormir da Sawaddle me nos ajudou muito! Eu usava até nas sonecas do dia, mas com a chegada do verão passou a ficar muito quente para o Thomas dormir dentro dele. O mais engraçado é que ele adorava o momento de ser enrolado e sempre ria. Na última consulta, o pediatra recomendou que a gente suspendesse o uso porque ele já rola de um lado pro outro e que é importante para o bebê trabalhar esse tipo de movimento durante o sono. A primeira noite não foi fácil sem o swaddle. Ele se remexia, batia as mãos e pernas, jogava a cabeça pra lá e pra cá. Até que desisti e coloquei ele no swaddle e em cerca de segundos ele adormeceu. Na mesma noite eu tirei ele de dentro do saco. Nas noites seguintes eu continuei tentando fazê-lo dormir sem o saco e eu acho que em uma semana conseguimos fazer essa transição. Maaas, devo dizer que as noites agora estão um pouco mais inquietas porque ele não pára quieto. Se mexe até encontrar uma posição confortável e rola DORMINDO! As vezes acaba de barriga pra baixo e dorme. Como ele consegue eu não sei :).

Baby Björn: cadeira de balanço natural. Essa cadeira é um barato e eu super recomendo! Agora que ele já não pára mais quieto, já consegue se balançar sozinho ao mexer as pernas e braços. Foi mais um grande investimento que fizemos nos dois últimos meses. Eu a levo pra cozinha, pro banheiro (quando necessito de um banho mais demorado eu levo baby comigo haha), pra varanda e ele adora ficar sentado nela. Eu nunca o deixo mais do que 15 minutos. É realmente só pra eu ter onde colocar e ter ele por perto enquanto faço o café, almoço, etc.

Carrinho de bebê: finalmente chegou uma fase que eu nunca imaginei que fosse chegar: o de passeios no carrinho sem drama! Os dois últimos meses nós usamos muito o carrinho e hoje me atrevo a dizer que ele adora sair pra passear nele. Eu carrego o Thomas no sling com muito prazer, mas confesso que adoro o nosso carrinho e em certos momentos ele é muito mais prático. O sling eu continuo tendo sempre junto just in case!

5. dificuldades

Fazer o dia render: acho que é a parte mais difícil da minha life com um baby. É muito difícil conseguir manter a casa sempre arrumada, como sempre foi. As vezes a bagunça fica na fila de espera até o marido chegar em casa. Mas pra ser bem sincera, eu não me importo mais se a casa não anda impecável. Faço o que dá e tento não viver numa zona. Mas a prioridade aqui é ele.

Uma mãozinha: acho que tudo seria mais fácil se eu tivesse uma ajuda extra, além da que o Kilian me dá. Minha mãe faz muita falta. Minhas irmãs também. Criar o Thomas longe da minha família é um desafio diário. Me faz falta ter aquela mãozinha pra segurar ele enquanto lavo o cabelo tranquilamente ou enquanto preciso ir ao banheiro. Isso mesmo! Ir ao banheiro na hora que eu quiser e passar mais do que 2 minutos sentada. Acho que nunca senti tanta falta da minha família como sinto agora.

Queda de cabelo: bom, essa não é bem uma dificuldade relacionada ao bebê, mas a mim. O meu cabelo lindo e cheio de vida que brilhou durante os 9 meses de gestação está cada dia mais opaco e em menor quantidade. Não sei se a queda tem a ver com a amamentação ou ao estresse de dormir pouco. Enfim, tá caindo muito, muito, muito e eu ando desesperada. Tenho usado shampoo especial pra tratar queda mas não estou vendo resultado. Preciso ir ao dermatologista urgente antes de perder tudo e ficar careca. Alguém aí do outro lado que tenha uma solução pra compartilhar?

Refluxo e o povo chato que rejeita pegar ele no braço: Thomas continua regurgitando muito. Ele tem refluxo fisiológico, aquele que não precisa ser tratado. Acredito que agora aos 4 meses temos um pico de frequência e quantidade. Ele tem golfado bastante! Em cima de mim e do pai e nós já nem ligamos mais, limpamos e ponto. Ele continua engordando muito bem e o médico nos garantiu que não há motivo de preocupação. Eu sei que golfadas de bebês não estão entre as coisas mais agradáveis do mundo, mas será que é mesmo tão nojento? Várias vezes sofri (em silêncio) ao ver pessoas fazendo cara feia e devolvendo ele pra mim quando eu digo que ele regurgita. Isso conseguiu me atingir a um ponto que eu já nem gosto mais que alguém pegue nele :(.

6. melhores momentos

O jeitinho que ele me olha, como aprendeu a me seguir com os olhos. Como ele se alegra quando vai ser amamentado. Dá muitas gargalhadas e é um bebê muito simpático. Faz carinho em mim durante as mamadas e eu adoro o fato de ele ser meu grude. Reclama quando eu saio da vista dele e até disso eu gosto. É muito bom saber que alguém depende de mim pra viver. Nós somos tudo pra ele e ele é centro do nosso universo. Cada novo dia com ele é cheio momentos felizes. Agora mesmo, por exemplo. Ele continua aqui dormindo enquanto termino de escrever esse post. Olho pra baixo e admiro apaixonada o rostinho lindo dele, tão sereno! Um momento como esse faz valer o dia!

Diário do bebê: 0-2 meses

Meu filho tem me inspirado muito a escrever e a fotografar mais ultimamente. Esse blog conta minha história com a Alemanha desde o começo, os vexames que já passei e também as minhas grandes realizações nesse país: o meu casamento e a descoberta dele. Eu adoro ler os meus posts antigos, ver como a minha vida mudou, como eu me desenvolvi fotograficamente. Então escrever mais sobre ele vai me fazer no futuro gostar ainda mais desse canto. Eu queria muito ter escrito o diário do primeiro mês, mas ele não foi nada fácil. O primeiro mês foi na verdade MUITO difícil. Por isso escrevo hoje (na correria) um resumo dos dois primeiros meses!

1. mês e tamanho do bebê

O Thomas nasceu com 3470 g e 49 cm e saiu da maternidade com 3200 g. Na consulta de 1 mês ele já estava pesando 4700 g e medindo 54 cm. A consulta de 2 meses ainda será em uma semana, mas de acordo com a última pesagem da minha Hebamme há uma semana atrás, ele já estava com 5800 g. Fico super feliz que ele já engordou bastante desde a saída da maternidade, já que o começo da amamentação foi uma fase tão complicada. Escrevo mais sobre isso no ítem dificuldades. Ele já perdeu várias roupinhas e já veste algumas peças de número 62!

baby Thomas 1 mês
baby Thomas 2 meses

2. evolução do bebê

O primeiro mês do bebê é um tanto langweilig. O bebê praticamente só dorme, come, suja fralda e chora. A interação com os pais é pouca. Ele pode dar uns sorrisos, que são nada mais que reflexos e enxerga muito pouco, mas o suficiente para ver a mãe enquanto é amamentado. Mas a partir do comecinho do segundo mês as coisas começam a ficar muito mais interessantes. O Thomas já sorri assim que acorda e faz também uns barulhinhos muito gostosos <3. Ele já acompanha objetos com os olhos e se interessa por coisas coloridas. Já consegue levantar um pouco a cabeça quando está deitado de barriga e ri quando falamos com ele.

3. rotina do bebê

No primeiro mês foi difícil seguir uma rotina porque todo começo é meio caótico mesmo. Eu tentava levar ele pra cama as 19 horas, mas como ele mamava de hora em hora eu nunca contava com isso como o horário de dormir. Falando em dormir, ele praticamente não dormia a noite. Passava o dia dormindo e a noite só tirava cochilos e queria ser amamentado de hora em hora. Também não dormia no berço do lado da nossa cama. Só dormia em cima de mim. Mas hoje as coisas já estão bem melhores! Eu levo ele pro berço as 20 horas e ele dorme até as 23 ou 24 horas (na maioria das vezes dá tudo errado e tem muito chororô!!!) e acorda duas ou três vezes pra mamar. Porém por volta das 6 da manhã ele já está ligadão e não me deixa mais dormir. Ele adora tomar banho. ADORA! Nunca chorou e sempre fica muito relaxado. As Hebammes (veja que criei um plural em português para Hebamme haha) aqui aconselham um ou no máximo 2 banhos por semana. Mas como ele é brasileiro também, toma 3, o que eu ainda acho pouco! Dizem que tem a ver com a água daqui que é pesada e prejudica a pele do bebê. Ele toma banho só com água, leite e umas gotinhas de azeite de oliva. As vezes eu passo um pouco de shampoo de bebê só pra dar um cheirinho a mais. Nossa rotina agora está mais regrada. Ele acorda as 6 e uma hora depois já tira o primeiro cochilo sozinho. Ao longo do dia ele só dorme se for junto de mim no sling. As vezes dá certo tirar e colocar ele na cama. Mas normalmente ele acorda :). Todos os dias eu brinco um pouco com ele no baby gym (feito por nós), mostro brinquedos com musiquinhas e fazemos um pouco de tummy time pra fortalecer o pescoço!

4. produtos favoritos

  • Pomada Lansinoh: eu nem sei o que teria feito sem ela! Infelizmente a amamentação não funcionou bem no começo. O Thomas não nasceu um mamador profissional e eu já saí da maternidade com um dos mamilos em carne viva e sangrando. A hora de amamentar era a hora do terror pra mim. Era ele mamando e eu chorando. Nós demoramos pra ajustar a pega de um lado e eu sofri muito com um mamilo fissurado até algumas semanas atrás. Fiz uso do bico de silicone por alguns dias até cicatrizar. Embora o uso do bico intermediário seja muito discriminado eu devo dizer que ele me ajudou muito. Mas mesmo assim eu não recomendo o uso. É totalmente chato ficar lavando após o uso e se o peito estiver com lanolina o bico fica deslizando. Não é nada prático. Eu aconselho as mamães-to-be ajustarem a pega ainda na maternidade. Mas enfim, a pomada é uma maravilha pra cicatrizar as fissuras. Hoje eu já vivo sem ela e amamento sem dor.
  • Sling: eu demorei a usar o sling diariamente por conta da minha cirurgia. Quando fui liberada comprei um da marca alemã Didymos e foi o melhor investimento que fiz até agora. Como escrevi acima, a maneira mais rápida de colocar ele pra dormir é no sling. Ele dorme e eu tenho as mãos livres pra fazer minhas coisas em casa!
  • Fraldinhas de pano e cueiros: eu tenho muitos e eles ainda não são suficientes! Fui sorteada com um Spuckkind. Um bebê golfador! Levamos ele no médico pra saber se era refluxo e felizmente não é. Pelo que ele já engordou o médico descartou a hipótese e disse que ele é apenas um comilão e golfador feliz. Aqui na Alemanha tem um ditado que diz: Speikinder sind Gedeihkinder, ou seja, bebês que regurgitam são bebês que engordam muito bem. Fico feliz que não é nada grave, mas a mamãe aqui sofre diiiimais com as golfadas!!! Eu tenho algumas fraldas de pano baratinhas e outras mais chiquetosas da Aden & Anais, Lässig e Fabelab que além de lindas são também de ótima qualidade. Cueiros são panos maiores (120 cm x 120 cm) e são ótimos para enrolar o bebê tipo um burrito. Criam um clima de aconchego como no útero e o bebê fica bem calminho.

5. dificuldades

  • Amamentação: a maior dificuldade que tive foi sem dúvida aprender a amamentar. Deveria ser a coisa mais simples e natural do mundo o bebê sair do útero e ir direto pro peito mamar direitinho. Mas não é. Bom, eu falo por mim. Tem mulheres que nunca sentiram dor. Apesar de toda a assistência que tive na maternidade, eu não conseguia aprender a tal da “pega correta”. Thomas me machucou muito, mas eu queria muito continuar e nunca cogitei desistir. Por isso lutei pra que desse certo. A dor não foi o único problema. Os meus seios aumentaram MUITO durante a gravidez e ainda mais depois que ele nasceu. Os primeiros dias com os peitos cheios de leite foram uma sofrência só. Eles pareciam um corpo estranho no meu corpo. Meu baby blues foi lá mesmo na maternidade. Por causa da cesariana o meu leite demorou dias pra descer. Na verdade só desceu mesmo quando voltei pra casa, depois de 5 dias. Eu queria muito amamentar, só que eu não tinha leite. Eu só tinha mamilos fissurados. Como tava muito difícil colocar ele pra mamar, eu usava a bomba pra estimular a produção de leite e isso doía mais ainda. Tirava míseros 2 mL de leite de transição (o que vem após o colostro) e dava pra ele na seringa. Eu chorava muito porque não queria dar fórmula pra ele. Mesmo assim tivemos que dar umas três vezes porque ele chorava de fome. Ele chorava de fome de um lado e eu do outro me sentindo super melancólica. No penúltimo dia na maternidade eu já conseguia tirar 20 mL dos dois peitos e ligava pro Kilian dizendo: caracas hoje eu tirei muuuito leite (hahaha). O leite foi aos poucos descendo e a minha tristeza foi passando! Hoje eu comemoro orgulhosa dois meses de amamentação em livre demanda e digo de peito aberto: eu amo amamentar! Não há nada melhor que eu possa fazer pelo meu filho!
  • Recuperação da cesariana: já escrevi um pouco aqui neste post, mas volto a repetir: a recuperação foi rápida mas muito dolorosa. Pra ser bem sincera, eu ainda senti dor até umas duas semanas atrás. Hoje posso dizer que já estou bem recuperada e livre de dor!
  • Falta de tempo e privação de sono: eu mordi a própria língua quando disse que a minha casa não iria ficar uma zona como a de fulana depois que o bebê nascesse. Hoje eu retiro o que disse e me compadeço das mães que reclamam da falta de tempo e do cansaço. Ainda não aconteceu de eu passar um dia sem tomar banho, mas já passei dias sem conseguir lavar o cabelo. O bebê bem novinho demanda muito do nosso tempo. Ele precisa de muito contato e apesar do cansaço aqui comigo é assim: peito a todo momento e muito colo. Os primeiros dias eu parecia um zumbi de tão cansada. E olha que tive a sorte de ter meu marido por um mês em casa. Só que mesmo com a baita ajuda que ele deu foi bem difícil viver com um bebezinho pendurado nos peitos doídos o dia todo e a noite toda. Muitas noites eu dizia com os olhos ardendo de sono: hoje eu não consigo, não tenho mais forças. Mas a verdade é: a gente acha! Não sei de onde tiramos força, mas conseguimos. Eu não tenho tempo pra cuidar da casa como gostaria, não tenho tempo pra cuidar de mim como gostaria, não tenho tempo pra fazer as coisas que gosto, como ler blogs, comentar, responder os comentários aqui no blog, fazer as unhas e etc. Mas eu sei que é apenas uma fase e que ela vai passar.
  • Palpites e comentários indesejados: não é bem uma dificuldade, mas sim chateações que tenho que lidar. Eu já passei a minha gravidez inteira ouvindo comentários chatos (alguns bem infelizes) e sabia que não seria diferente depois que ele nascesse. Ouvir que o meu filho já está mal acostumado me dá nos nervos! Mandam eu dar mamadeira pra ele dormir a noite toda. Dizem que o sling e dar peito toda hora vão deixar ele mimado e fazer ele rejeitar outras pessoas. Dizem que devo deixar o meu filho chorando só um pouquinho pra ele aprender a se acalmar. NÃO! NUNCA! Um bebê recém-nascido não tem o poder de manipular um adulto. Ele não sai do útero, o único lugar seguro que ele conhecia, com pensamentos de querer nos manipular. Se um bebê chora é porque algo o está incomodando, seja a fralda que está suja, fome ou simplesmente a necessidade de colo. Eu vou contra todos os que seguem essa ideia. É comprovado cientificamente que um bebê que é deixado chorando tem maiores chances de se tornar uma criança estressada. É também comprovado que o colo e a criação com apego ajudam o bebê a se tornar uma criança mais feliz e independente. Por isso eu dou muito peito e colo e se reclamarem eu dou mais peito, peito, peito e colo!

6. melhores momentos

Como nem tudo é só sofrência, os dias com ele são também recheados de momentos felizes! É lindo quando eu beijo a barriga dele e ele sorri durante a troca de fralda. É maravilhoso quando eu digo “bom dia gordinho” e ele me responde com um sorriso. É lindo como ele fica relaxado quando eu canto as “músicas da barriga” e faz parecer que ele se lembra delas. É lindo quando ele está calminho e sorri dormindo. É lindo quando ele entra em coma de leite e fica numa vibe muuuito maneira! É maravilhoso o cheirinho dele! Isso e outras coisas novas que acontecem todos os dias fazem as noites mal dormidas serem facilmente esquecidas. Quando me sinto perdida e desesperada sem saber o que fazer, basta apenas ele sorrir e aí fica tudo bem :)!