Lago di Garda – Malcesine e Limone Sul Garda

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Depois de passarmos uma noite acampando no lago Walchensee, localizado já quase na fronteira com a Áustria, nós seguimos para a Itália. Paramos em Bolzano para o almoço e depois dirigimos até o nosso destino de três noites. Fomos visitar amigos italianos da nossa época de doutorado que moram em Trento. Essa foi a minha primeira vez visitando a Itália e ser recebida por pessoas que guardamos no coração, comer verdadeira comida italiana feita pelas mãos da minha amiga, observar o cuidado com o preparo e o amor adicionado na comida na forma de ervas foi simplesmente inspirador. Com eles nós visitamos dois lugares maravilhosos: o Lago di Garda, onde passeamos pelas cidades de Malcesine e Limone  e no dia seguinte fomos até Verona.

Esperei tanto pelo dia em que finalmente conheceria o Lago di Garda e sonhava tanto com um dia ensolarado, só que exatamente o contrário aconteceu. Não choveu, mas o dia estava completamente nublado. Mas isso não foi motivo algum de decepção. As cidades que visitamos são tão lindas que eu teria curtido o passeio até debaixo de chuva. Na verdade nem sei o porquê de ter demorado tanto pra visitar essa região. Ela não fica muito longe de onde eu moro. São pouco mais de seis horas de carro daqui de Fürth e da região de Trentino, onde ficamos hospedados, apenas uma hora. O que primeiro se nota ao chegar no lago de clima mediterrâneo é que o cenário é cinematográfico. Segundo é que lá parece ser o paraíso dos alemães. Cheguei lá achando que iria me deliciar ouvindo italiano, mas não! Eu só ouvia alemão o tempo inteiro rs.

Malcesine 

Essa cidade tem castelo, praias belíssimas e ruas estreitas e graciosas que mais parecem labirintos. Nós teríamos feito mais coisas se o tempo tivesse colaborado. Lá tem um teleférico que leva até o Monte Baldo e por fotos eu vi que a vista panorâmica do lago e montanhas é fantástica. Mas tudo estava tão encoberto que a nossa maior diversão foi poder caminhar pelas ruas lindas da vila.

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Limone sul Garda

De Malcesine pegamos uma balsa e cruzamos o lago até Limone. Existem passeios de barco também, custando apenas 6 euros por pessoa para ir de uma cidade à outra. Limone é uma cidadezinha fofa e famosa por suas plantações de limão e produtos fabricados a partir dos limões. A cidade é tão pequena que uma tarde foi suficiente para andar por suas ruas charmosas, visitar uma plantação de limão e ainda sentar pra um café apreciando a paisagem. Devo confessar que depois de visitar essas duas belezuras, Verona (que eu sempre tive grandes expectativas de visitar por causa do filme Cartas para Julieta) já não me encantou tanto quanto eu imaginava. Mas talvez eu escreva sobre o nosso dia por lá futuramente. Eu gosto de visitar cidades pequenas e pitorescas e cada dia me convenço mais de que fazer turismo em cidades lotadas não é a minha praia. Me dá uma agonia que nem sei descrever. Malcesine e Limone tinham turistas na medida certa e isso fez o nosso dia ser muito agradável.

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Saí de lá com uma única certeza: que vou voltar para fazer a volta completa no lago, parando de cidade em cidade. Talvez com a sorte de ver o lago num dia ensolarado :).

Islândia – um resumo do primeiro dia

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Nossa viagem para Islândia começou com um pequeno contratempo. Nós saímos de Nuremberg pela Air Berlin e fizemos conexão em Düsseldorf. Chegando lá fomos informados que o nosso vôo havia sido cancelado porque o aeroporto de Keflavík tinha entrado em greve naquela noite. Foi uma confusão muito grande porque os funcionários não sabiam avisar quando que seria o próximo vôo e pra completar as nossas malas tinham sumido! Depois de quase duas horas esperando pela localização das malas, nós fomos encaminhados para o nosso hotel, felizmente já sabendo que o embarque seria no dia seguinte à noite. Foi uma tensão muito grande porque tivemos que entrar em contato com o bed & breakfast onde passaríamos a primeira noite (e fazer uma nova reserva, pagando pela primeira noite sem estar lá) e com a Touring Cars, empresa onde alugamos o motorhome, que teríamos que pegar já no dia seguinte pela manhã. Imaginem o meu nível de estresse! Com esse atraso teríamos 1 dia a menos na nossa rota e isso me deixou muito p* da vida. Enfim, perdemos uma diária no b&b, mas acabou dando tudo certo. A Air Berlin mudou sem cobranças a data da nossa volta e assim continuamos com os nossos 15 dias completos. A Touring Cars também não cobrou pelo dia que não chegamos e prolongou o nosso aluguel. Ufa!

O lado bom dessa confusão é que temos uma amiga querida que mora em Düsseldorf e acabamos passando um dia maravilhoso com ela na cidade. Eu nunca tinha visitado Düsseldorf e foi uma delícia conhecer assim tão espontaneamente (e com a cabeça fria) um pouco de lá.

E finalmente tinha chegado o momento em que estávamos embarcando para o meu tão sonhado destino. O legal de ter pego o vôo à noite é que saímos da Alemanha já anoitecendo e chegamos na Islândia com o sol ainda se pondo. Então ainda deu pra ver claramente lá de cima as geleiras Jökulsarlon, que falerei mais pra frente.

No dia seguinte cedinho o moço da Touring Cars nos buscou no b&b e nos levou para o escritório onde teríamos uma introdução de uso do automóvel. Tudo durou cerca de três horas. Terminado o processo, nós fomos abastecer a geladeira no Bónus (que saudade!), uma rede de supermercados espalhada por todo o país e com muita ansiedade partimos em direção ao Círculo de Ouro (Golden Circle), onde começamos a nossa viagem. Posteriormente vou falar sobre o preço da alimentação na Islândia e dar uma ideia do quanto gastamos nas duas semanas.

A sequência da nossa rota de 15 dias, percorrendo um total de 3500 km foi em sentido anti-horário começando pelo Golden Circle e terminando na penísula de Reykjanes.

Assim que entramos no Golden Circle, não demorou muito até começarmos a parar o carro a cada 5 minutos para tirar fotos. Parecíamos dois loucos deseperados, achando que se não fizessemos fotos disso ou daquilo não poderíamos voltar atrás e a única coisa que não queríamos era seguir em frente arrependidos de não ter registrado um certo momento ou lugar. À primeira vista tudo parecia MUITO surreal, como se a gente estivesse realmente em outro planeta. Nada era parecido com qualquer coisa que eu já tivesse visto na vida.

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Para quem vai para a Islândia com pouco tempo e quer aproveitar ao máximo o seu tempo, o Golden Circle é um ótimo ponto de partida. Três grandes atrações do país estão por lá (descritas abaixo). A grande comodidade é que ele não fica longe da capital ReyKjavík e em apenas um dia é possível visitar esses três lugares.

Mas chega de conversa! Abaixo estão os quatro highlights do nosso primeiro e inesquecível dia na Islândia!

Parque Nacional Þingvellir

O parque está localizado entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, que se separam cerca de 4cm por ano. Além do importante valor histórico e cultural desse lugar – que é cede do parlamento mais antigo do mundo – e da sua beleza, o movimento das placas torna esse lugar singular. É o único lugar no mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar.

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Gêiseres

Esse lugar é muito legal e fica localizado no Vale Geotérmico Haukadalur. Achei muito massa ver o festival de explosão dos jatos d’água. Há várias fontes de água quente e cada um tem um nome. O Geysir (foto 3 abaixo), que deu nome ao lugar, não entra em erupção desde 1915, mas ao lado dele tem outra fonte chamada  Strokkur (colagem), com erupções que ocorrem a cada 10 minutos. Passamos uns 30 minutos no local fotografando o filmando o fenômeno. Uma visita imperdível!

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Gullfoss

A cachoreira dourada da Islândia! É a próxima parada depois de dirigir apenas 10 km do Geysir. Chegamos lá no finalzinho da tarde, o que foi muito bom já que uma leva grande de turistas tinha acabado de deixar o lugar. Passamos um tempão contemplando aquele lugar e ouvindo de olhos fechados o som quase que ensurdecedor do fluxo de água. Embora ela seja imensa, a Gullfoss ainda não é a maior do país. A maior fica no norte (Dettifoss) e pra nossa falta de sorte ela estava coberta de neve. Como em todas as grandes atrações, o acesso à essa cachoeira é ridiculamente fácil e tudo é perfeitamente bem estruturado.

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A primeira vez que vimos os cavalos islandeses

Terminamos o dia seguindo em direção à uma fonte de água quente super escondida, já fora do Golden Circle. Falarei sobre ela no próximo post. No caminho fizemos a primeira paradinha para admirar de perto esses cavalos islandeses. Engraçado é que antes de encontrá-los eu já estava preocupada achando que seria difícil vê-los. Tinha lido que eles estão em todos os lugares e até a nossa visita à Gullfoss ainda não tínhamos visto um! Mas sim, os dias foram passando e constatei que eles estão mesmo everywhere! Esses cavalos são tão amáveis! É possível chegar perto deles sem medo e eles são também verdadeiros modelos. Acho que uma das coisas que mais amei nos meus dias na Islândia foi exatamente ter contato com eles e chegar pertinho deles com minha câmera. Ainda vai ter muita foto de cavalo nos próximos posts!

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Dá pra acreditar que a Islândia é ainda mais linda que isso? Nós amamos visitar o Golden Circle, mas devo confessar que a Islândia só começou mesmo me tirar o fôlego à medida que nos aproximávamos do sul. Esse é o primeiro post de uma série de não sei quantos posts sobre a Islândia. Mas enquanto os outros ainda estão no rascunho ou sendo planejados, queria compartilhar que eu escrevi um resumão sobre a nossa viagem para a edição de aniversário da Revista Ocapop, da qual sou colaboradora. Na matéria eu mostrei em fotos um pouquinho do que mais me surpreendeu! Então caso você tenha tempo e vontade, te convido a clicar aqui e acompanhar essa nova edição que está linda e em clima de comemoração. Comemoração pra mim também, que durante um ano tive o imenso prazer de colaborar em quatro edições! Estou na página 84.

Toda road trip tem que ter uma trilha sonora não é mesmo? A da nossa viagem foi muito linda e a cada post vou compartilhar com vocês as músicas que mais nos marcaram! Neste post: Crystals – Of Monsters and Men, uma banda da Islândia pela qual sou apaixonada!

Um passeio pela Alsácia

O post de hoje está super colorido com toda a beleza das casinhas em estilo enxaimel, arquitetura bem típica encontrada em várias cidades alemãs. Mas dessa vez o nosso destino foi a Alsácia, uma região vinícola encantadora situada no leste da França, bem coladinha na Alemanha e na Suíça. Um fato histórico muito interessante sobre essa região é que ela já foi motivo de discórdia e disputa durante muitos anos entre a França e a Alemanha. A Alsácia já pertenceu ao território germânico várias vezes, fato que resultou em uma mistura cultural com grande influência germânica, não só em termos de arquitetura mas também gastronômicos. Eu visitei três cidades nessa região nos últimos dois meses e compartilho aqui no blog um pouquinho das minhas impressões!

Strasbourg

Essa foi a minha primeira visita à capital da Alsácia. E o dia estava simplesmente lindo! Uma temperatura super agradável, típica dos dias de primavera, que nos possibilitou caminhar tranquilamente pela cidade. Engraçado é que já morei a pouco mais de duas horas de Strasbourg e nunca tive a oportunidade de visitá-la. Enfim, a oportunidade surgiu quando estávamos a caminho da Suiça. Conhecer Strasbourg em um dia tão bonito fez a nossa visita curtinha ser ainda mais especial. Rapidamente fomos tomados pela atmosfera amigável da cidade e caminhamos horas por suas ruas estreitas super charmosas, que pra mim já foram a grande atração do dia.

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Cidades com esse tipo de arquitetura são um colírio pra mim! Mesmo já tendo visitado inúmeras aqui na Alemanha, eu nunca me decepciono quando visito mais uma. Tem gente que não vê graça e acha tudo uma coisa só. Eu já acho que cada uma tem uma peculiaridade que faz a diferença. Eu me interesso também pelo background dessas cidades. Adoro saber que estou andando por ruas históricas, é como se de certa forma eu pudesse voltar no tempo.

Visitamos a bela Catedral de Notre-Dame, tão magnífica que até tive dificuldade de enquadrá-la. Quando eu visitar Strasbourg novamente quero ir até o topo, a vista deve ser espetacular!

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Por último, visitamos o bairro Petite France. Apesar do nome, o bairro possui arquitetura predominantemente germânica. De lá tem-se uma vista privilegiada dos canais que dividem o bairro e das torres da cidade. Coisa linda de se ver! O Kilian fez uma foto minha que gostei muito :).

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Eguisheim

Eguisheim é um dos vilarejos medievais super charmosos da Rota do Vinho. As ruas são super estreitas, as casinhas são coloridas e existe em cada detalhe uma certa rusticalidade que me encanta. Dá pra acreditar que tudo isso ainda pode ficar mais lindo? No verão esse vilarejo francês se transforma! Pelo que vi em outros sites, ele fica todo decorado com flores e muito mais cheio de cor e vida. Uma pena que quando fui estava chovendo e as fachadas ainda não estavam decoradas. Quem me levou pra conhecer esse vilarejo fofo foi minha amiga ocapoper Carla. A cidade é muito pequena, por isso umas 2 horas é quase que suficiente pra ver tudo. Não tenho dúvidas que voltarei lá na época das flores!

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Colmar

Eu e Carla saímos de Eguisheim e fomos até Colmar, que fica somente a uns 8 km de distância e lá. O que dizer dessa cidade? Ela é simplesmente LINDA! Ela é bem maior que Eguisheim e dá pra passar muito mais tempo por lá. Ela é um dos pontos principais da Rota do Vinho e também fica ainda mais charmosa na época das flores. Confesso que queria ter visto Colmar florida, do jeito que sempre imaginei. Mas isso não foi motivo algum de decepção, porque só o colorido lindo das fachadas foi o suficiente pra me deixar deslumbrada. A parte mais fofa da cidade é sem dúvida a Petite Venise, onde fiz as fotos abaixo. Não é um verdadeiro colírio?

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E a delicadeza dessas janelinhas, não é pra morrer de amor? ❤

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Quero muito voltar na Alsácia pra conhecer as outras cidades da Rota do Vinho. Mas da próxima vez vou tentar ir no verão, pra não correr o risco de ver essas cidades sem flores :).

 

sobre amsterdã e meu beatle favorito

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Quando o Paul Mccartney anunciou a sua nova turnê no começo desse ano, eu não tive dúvidas de que eu iria atrás dele em algum lugar na europa. Eu já havia assistido ao show dele em 2013 em Viena e em junho fui ao encontro dele em Amsterdã. O show ter sido em Amsterdã foi muito conveniente. Eu estive na cidade no outono de 2010. Lembro do péssimo tempo que fez e eu meus amigos tivemos de curtir a cidade debaixo de chuva e muito frio. Mas toda a chuva que levei em 2010 não me impediu de me apaixonar pela cidade. Eu amei cada esquina, cada café, cada detalhe que vi por onde passei.

Dessa vez foi tudo mais intenso e eu conheci uma Amsterdã muito mais charmosa, ensolarada e cheia de vida. Para mim essa cidade exala liberdade de expressão e fala muito sobre tolerância e diversidade cultural. Eu não sou uma grande conhecedora da europa, mas Amsterdã está entre as minhas cidades favoritas e tem na minha opinião uma beleza singular. É para mim como um verdadeiro eye candy. Todas aquelas fachadas delicadamente floridas, tudo num capricho e zelo sem tamanho e as bikes vintages estacionadas – que até parecem fazer parte da decoração das frentes das casas – me deixaram super encantada.

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Nós ficamos três dias na cidade. Andamos até fazer calos nos pés. Muitas vezes com a estranha impressão de já ter passado pelo mesmo lugar várias vezes. Logo no sábado, percorremos as lindas ruas do descolado bairro do Jordaan, onde jantamos e assistimos ao final da Champions League.

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Schatzi nunca tinha ido para Amsterdã e resolveu me acompanhar de última hora. Como tínhamos pouco tempo, ele optou por não conhecer os museus, o que eu achei uma pena.  Ainda tentamos ir no da Anne Frank, mas não tivemos sorte. Acredito que quem não compra os tickets online com antecedência, tem poucas chances de entrar. Eu já conheço, mas pagaria para visitar novamente! Acho que é um dos lugares mais legais da cidade. Bom, mesmo sem a visita aos museus, o Schatzi adorou andar pelas ruas da cidade. Na segunda pela manhã fizemos um passeio de bike pelos arredores de Amsterdã, com duração de quatro horas, o que foi muito legal e eu super recomendo! Rapidamente fizemos amizade com o grupo todo, inclusive com uma das guias, a querida Pauline do Yellow Bike!

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O show do Paul foi na segunda à noite. Schatzi, por ter decidido ir de última hora, também não tinha ingresso para o show. Daí que ele foi desbravar a cidade sozinho e eu entrei na fila com cerca de três horas de antecedência. Com isso garanti o meu lugar super privilegiado: exatamente em frente ao palco! Em Viena eu fui quase barrada na entrada por ter na bolsa uma das minhas câmeras, uma canon 600d, que nem profissional é. Dessa vez eu não quis arriscar e levei apenas o celular, que minutos após o show ter começado, descarregou. Ainda consegui fazer algumas fotos e vídeos, mas depois desencanei e fui curtir o show. Sem dúvida, o que vivencei não tem foto ou vídeo que supera a emoção e a lembrança de tê-lo visto mais uma vez tão de perto. Uma coisa eu deixo claro: só conhece essa sensação quem realmente ama os Beatles!

Finalizo o post, que por sinal ficará gigante, com mais algumas fotos de Amsterdã. Só porque ela é linda e vale a pena demais ser visitada!

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♪  and in the end the love you take is equal to the love you make!  ❤

Imagens noturnas de Praga

Normalmente, durante uma viagem, pensamos em aproveitar bastante o dia e descansar bem os pés à noite para o próximo dia. No entanto, uma caminhada à noite numa cidade como Praga, deveria ser obrigatória. A cidade fica lindamente iluminada e românica. A margem do rio Moldova fica super disputada, especialmente no ponto onde se tem a mais bela vista do castelo de Praga. Pra quem gosta de badalação, Praga é o point. Muitos bares, cassinos, teatros, casas noturnas em todas as esquinas. Eu e Schatzi, preferimos fazer só um passeio romântico com o objetivo de tentar fazer boas fotos para recordação, mesmo sem o nosso tripé! Vou ser sincera, não gosto de fazer roteiros de viagens. Por isso, como sempre, compartilho somente algumas das fotos, que eu e Schatzi fizemos.

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O castelo de outra perspectiva:

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Música de rua: ouvi Beatles de longe e quando vi, esses garotos tocavam Help:

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Mas a cidade não é só castelo. A praça da cidade antiga fica assim! É lá onde se encontra o famoso relógio astronômico, marco da cidade. O mesmo continua ativo por mais de 600 anos.

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Detalhe do relógio astronômico:

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Mensagem para Putin:

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É isso! Se for a Praga, não deixe o cansaço te vencer! Vá para as ruas à noite e aproveite toda a magia que a cidade oferece! 🙂

 

Minhas lentes sobre Praga

IMG_0222Ponte Carlos sobre o Rio Moldava

Eu sempre morri de vergonha de dizer que NUNCA tinha ida a Praga. Quando eu me metia em um assunto que o tema era “viajar pela Europa”  eu sabia que a temida pergunta “Você já visitou Praga?” apareceria cedo ou tarde. A vontade de ir ficava ainda maior quando eu lia as maravilhosas impressões sobre a cidade. Vir morar aqui nos arredores de Nuremberg me trouxe essa viagem de presente. Praga fica somente a três horas de carro daqui! Nossa visita à cidade foi um pouco corrida, já que não fomos só pra isso…mas sim para descansar…o que acabou sendo a última coisa que fizemos! Acabamos, por causa disso, conhecendo muito pouco de Praga. Porém, o necessário para nos deixar apaixonados e com vontade de voltar. Hoje poderei responder à pergunta acima com alegria estampada no rosto. Praga é realmente um dos melhores destinos na Europa e tem muito para ser explorada.

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As minhas impressões? A grande maioria positivas. Eu já tinha ouvido falar que Praga nunca dorme e pude constatar isso com meus próprios olhos. O centro comercial é muito atrativo. As lojas ficam abertas até tarde e até no domingo estavam abertas. Devo confessar, no entanto, que minhas primeiras impressões eram uma mistura de sentimentos. Por um lado eu achava tudo muito charmoso e surreal, por outro eu via uma certa tristeza na sua atmosfera.  Observei muita gente rondando de um lado pro outro com a pele marcada com sinais do uso de drogas. A República Checa tem lidado com o uso de drogas pesadas, principalmente a metanfetamina, por muitos anos. Ver algumas caras como vi em alguns episódios de Breaking Bad me deixou um pouco triste. Porém, isso não nos fez ter a sensação de insegurança em momento algum.

Deixando de lado todos os outros fatores, o grande patrimônio da cidade é a sua arquitetura, de deixar muitas outras cidades europeias no chinelo, quando se pensa em cidades antigas. IMG_9970 IMG_9843IMG_0035

Assim como a Hungria, o país tem uma história bem tumultuada, incluindo guerras, ocupação nazista e soviética. No entanto, as marcas desse período em Praga são nulas. A cidade foi poupada e mantém toda a sua magnífica arquitetura original. Para um bom apreciador da arquitetura gótica, a cidade é um prato cheio. Ao passo que subíamos e descíamos as estreitas ruelas com suas casas lindamente pintadas em tons pastel, admirávamos atentamente os detalhes das fachadas, que são totalmente dignas de uma dorzinha no pescoço mais tarde.

Do outro lado do rio, o castelo de Praga comanda a atenção. Olhando assim de longe nem parece, mas ele é considerado no Guinness como o maior castelo do mundo.

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Eu adorei essa parte da cidade. Lá de cima tem-se um panorama lindíssimo de Praga. Os jardins do castelo estavam abertos e passamos muitas horas por lá admirando a paisagem e curtindo o sol, que iluminou os nossos três dias na cidade.

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Foco na Ponte Carlos…lotada! Foi impossível tirar fotos da ponte enquanto atravessávamos.

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Uma coisa que achei incrível: você pode atravessar a Ponte Carlos a qualquer hora do dia e sempre vai encontrar algum acontecimento – um coro, um quarteto, um homem que faz música esfregando taças de vidro, artistas vendendo suas peças. Parece ser o ponto mais apreciado pelos turistas. Esse grupo tocava Viva La Vida do Coldplay nesse momento!

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E a comida de lá é boa? A cidade é super bem servida de bons restaurantes. Mas a comida..bom, eu não achei nada espetacular. Comi muita coisa que como aqui na Alemanha. Os pratos típicos são baseados em porco, batatas cozidas, sopas e molhos. Achei que lá se come mais carne de vaca do que aqui e vi em vários menus pratos à base de carne de caça. Achei também os preços super razoáveis, comida é especialmente em conta. E as cervejas? Essas sim são muuuitos baratas. Marido aproveitou pra trazer inúmeras pra casa.

A minha felicidade maior foi encontrar novamente essa rosquinha açucarada vendida nas ruas que tanto adorei em Budapeste. Lá se chama Trdelník e tem a consistência um pouco diferente. Mas o gosto…eu adoro! Gostinho de saudade de Budapeste!

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Praga é linda de doer na vista e não temos dúvidas de que voltaremos. Acho que tem muita coisa que ainda devemos explorar. Fotos no relógio astronômico? Só consegui fazer à noite, pois durante o dia era tanta gente se espremendo por lá que me fez desistir de tentar. No próximo post eu mostrarei um pouco de Praga à noite!

Um pouco antes de colocar o pé na estrada: iluminada pela luz de Praga!

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Cadeados do amor: prenda o seu também!

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Para alguns poluição visual, para outros, uma forma moderna de representar o amor. Os cadeados do amor estão ganhando cada vez mais espaço em vários lugares do mundo, principalmente nas grandes cidades europeias. Quem já foi em Colônia e teve a oportunidade de passear pela sua ponte mais famosa, deve ter se surpreendido ao ver a grande quantidade de cadeados que a ponte possui.

As fechaduras do amor não são apenas qualquer cadeado colocado indiscriminadamente em qualquer lugar. Elas representam um gesto romântico e representação física do amor. Os amantes escrevem ou gravam os seus nomes no cadeado, o prendem em um poste, ponte, portão ou estrutura e em seguida jogam a chave fora, simbolizando assim que o amor está bloqueado, seguro e imune a qualquer eventualidade da vida. É inquebrável!

Há quem ache tudo isso um grande besteirol. Eu não sou dessas pessoas. Para mim, o amor é uma das forças mais poderosas e comoventes que existe e eu adoro qualquer ato singelo de demonstração. Expressões de amor são únicas, assim como as pessoas que as fazem.

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Infelizmente, em algumas cidades, a prefeitura tem por alvo remover os cadeados em determinadas pontes e lugares. Um dos motivos que se alega é o peso de todos dos cadeados. Em Colônia já chegou a ter protesto contra a remoção deles. No momento eles ainda pertencem à Ponte Hohenzollern e tomara que permaneçam por lá! Outra razão para remover esse simbolismo é a aparência dos lugares – muitos acham que a demonstração é de desordem e não de amor.

Se você e seu parceiro não têm medo de assumir que vivem um grande amor, feche o seu próprio cadeado e atire a chave no mar ou no rio e acredite – seu amor será para todo o sempre! 🙂

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A Paola é uma grande amiga da Lê, a qual eu tive o prazer de conhecer. Ela colocou o cadeado dela e do Flávio em Budapeste e jogou a chave no rio Danúbio! Que seja eterno!

P.S: eu ainda não prendi o meu! Estamos esperando uma oportunidade de voltar em Mainz para colocá-lo em uma das pontes sobre o rio Reno. Afinal, foi lá que tudo começou…

Bom fim de semana!

Budapeste me encantou!

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Semana passada fiz um mini-tour que teve como destino final a cidade de Budapeste. Juntamente com a minha amoreca, tive o prazer de passear novamente pelos Alpes, na região de Berchtesgaden, conhecer Salzburg, voltar a Viena e finalmente, desbravar Budapeste.

Chegar à cidade pela estação Keleti pályaudvar foi um choque! Muita construção, baldeamento, gente bêbada e pedintes. Pensamos: que merda é essa?! Mas foi só nos afastarmos um pouco da estação para chegarmos a conclusão de que a cidade não é uma armadilha para turistas. Pelo contrário, a cidade é linda, organizada e segura.

Acho que todo mundo sabe que Buda e Peste eram na verdade duas cidades separadas pelo rio Danúbio. Em 1873, Peste, Buda e Ôbuda ( “Old” Buda ) se uniram em uma cidade só para se tornar oficialmente a capital da Hungria.

Nós optamos por fazer o Free Walking Tour, o que nos possibilitou em uma única tarde, conhecer os pontos principais da cidade e um pouco da história do país.

Como a maioria dos outros países europeus, a cidade também teve a sua quota de turbulência política. Como a nossa guia nos disse: “A cidade foi libertada pelos russos após a II Guerra Mundial e depois eles se esqueceram de deixar o país.” O resultado foi a Revolta Húngara de 1956, onde uma manifestação estudantil contra o governo e as políticas soviéticas causou uma revolta no país. Infelizmente, milhares de húngaros foram mortos na revolução, principalmente ao redor da Praça dos Heróis. Isso aconteceu há menos de 60 anos!!! Demorou ainda 35 anos para o país se livrar da ditadura, ou seja, um dia desses! Pessoas da minha idade vivenciaram esse período de opressão! Notei que o húngaros são um pouco ásperos, ou apenas muito determinados. Talvez isso seja reflexo desse período – talvez ainda estejam se acostumando com esse novo mundo.

Xiiii geekei! História não é o foco do post! O que quero mesmo é mostrar meus cliques por lá!

Amei passear por suas ruas e pontes. A cidade é fácil e prazerosa de andar. Eu confesso que senti um pouquinho de insegurança no momento que cheguei (coisa de imigrante mimada em país seguro), mas relaxei quando percebi que a cidade é realmente segura. A nossa guia nos falou que o único problema da cidade são os batedores de carteiras, mas isso é problema de toda cidade grande.

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As melhores vistas são obtidas das margens do rio. Do lado Peste, o Castelo de Buda e o Bastião dos Pescadores dão um verdadeiro espetáculo de luzes durante a noite.

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Do Castelo de Buda, uma vista estonteante de Peste, com foco na Ponte das Correntes e na Basílica de São Estêvão. Da Citadella, vê-se um panorama completo de Budapeste – paisagens de tirar o fôlego…literalmente!!! A subida não é das mais amigáveis, mas vale a pena cada gotinha de suor caída da testa!

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A arquitetura da cidade é magnífica. Ora se mostrando com edifícios de Arte Nouveau, ora com prédios totalmente influenciados pelo comunismo. A Avenida Andrássy é cheia de prédios lindos e dignos de serem observados. Em um dos extremos dessa avenida, fica a Praça dos Heróis. A avenida, a praça, o Castelo de Buda e o panorama do Rio Danúbio, são considerados patrimônios da humanidade, pela Unesco.

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Nessa mesma avenida, fica localizado o museu Casa do Terror, dedicado aos períodos de fascismo e comunismo. As exposições relatam os tristes acontecimentos dessa época. Logo na entrada toca uma música sinistra que mais lembra o filme Jogos Mortais. Durante o trajeto, fotos históricas e relatos impressionantes nos transportam para um passado não muito distante. Parada obrigatória!

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Outros pormenores:

– A cidade tem inúmeros bebedouros e fontes de água potável espalhados por várias esquinas. Achei o máximo não ter que gastar dinheiro comprando água!

– Super recomendo fazer o walking tour! Adorei todas as informações que peguei! Detalhes que só um nativo pode transmitir.

– Provei um doce maravilhoso por lá – o Kürtőskalács. Se por acaso alguém que ler esse post for em Budapeste, por favor, coma um inteiro por mim!!!

– A cidade é muito barata! Não vale a pena trocar muito dinheiro logo de cara. Recomendo ir trocando aos poucos! E cuidado pra não se confundir com o horror de zeros que tanto vai te  assustar!

Resumão: AMEI Budapeste!

Viena e alguns encantos

Viena é sem dúvidas uma das cidades mais especiais que já visitei. Tenho certeza de que quem já teve a oportunidade de passar por lá também se encantou com todo o ar imperial e imponente da cidade. A arquitetura clássica foi uma das coisas que mais chamaram minha atenção. Eu me apaixonei por Viena!

Tudo começou quando comprei os ingressos para ver o Paul McCartney em sua passagem por lá. Acontece que o branquinho não pôde ir e acabei tendo que planejar uma viagem sozinha e com um ingresso para vender. Um dos primeiros encantos da viagem foi o fato de ter tido a companhia de uma amiga querida durante a minha estadia por lá, que diga-se de passagem, foi bem rápida. Nós combinamos por vários meses um encontro e acabou dando tudo certo. Até o outro ingresso consegui vender pra uma amiguinha de Tübingen que foi minha companhia no show.

Minha primeira parada foi na Stephansplatz. A catedral é linda e tem um telhado bem interessante. De de lá andamos pelo centro da cidade e fomos nas ruas de compras mais famosas de Viena.

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Nós andamos muito! Foi uma tarde bem prazerosa e deu pra visitar alguns dos “must see” mais importantes. A noite fomos num Heurigen muito charmoso dentro da cidade, onde pude provar um maravilhoso vinho branco vienense.

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No dia seguinte, começamos bem cedo com um café da manhã. A cidade é muito conhecida pelas inúmeras cafeterias e ir a Viena sem começar o dia em um charmoso Café é um pecado.

De lá fui conhecer o palácio mais lindo que já vi na vida, o Schloss Schöbrunn. Eu poderia ter passado o dia inteirinho lá andando pelos lindos jardins que o rodeiam se não fosse o show que aconteceria a noitinha. Os meus olhos brilhavam com tanta beleza e cada passo dado era um momento que eu queria registrar. Eu estava tão encantada que até tinha esquecido do Paul!

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Um pouco antes do show, encontrei com a amiga de Tübingen, que viajou somente pra ver o Paul, e fomos pro estádio. Infelizmente não conseguimos ficar na fuça do Paul, a vontade de andar pelas ruas de Viena era tão grande que acabamos mudando de planos e resolvemos ficar um pouco mais na cidade. Chegamos no estádio e a fila pra entrar já estava quilométrica. Tudo bem, conseguimos ficar nas primeiras filas, mas de lado, não em frente ao palco.

Ver o Paul pela primeira vez, assim, bem pertinho de mim, me fez ficar tão emocionada. Uma misturada de sentimentos!!! Ele tocou por três horas. Três horas que pareceram apenas segundos. Parece ser um pouco de exagero, mas pra mim, isso foi uma grande realização!!! Só quem gosta é que sabe como é esse sentimento! 🙂 Gente, ele é tão carismático e mandou super bem no alemão! Fofo demais e cantando ao vivo mostrou que ele ainda está com tudo!!!

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A minha última manhã foi bem corrida. Começamos o dia novamente com um café vienense e partimos para o Palácio Belvedere.

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Conheci muitos outros lugares, se pudesse colocaria todas as fotos, mas aí o post iria ficar mais imenso ainda! Eu não estou dando detalhes históricos e nem informações de como chegar a determinados lugares. O objetivo do post é apenas compartilhar algumas fotos e mostrar como eu fiquei encantada com a cidade!

I get by with a little help from my friend…♪

Conhecer Viena em 48 h é meio que impossível. No entanto, minha amiga, com a toda a atenção, tentou me mostrar todos os pontos mais interessantes e acabei conhecendo muito mais do que imaginei. Portanto, aqui deixo um agradecimento mais que especial pra você Lê!

Essa é minha amiga que morava na internet! Ela foi a primeira pessoa do mundo virtual que tive o grande prazer de conhecer pessoalmente. A Lê fez minhas 48 h em Viena serem super agradáveis, com muito riso, bate-papo engraçado e muitas surpresas, a começar pelo nosso “blind date”…nos abraçamos como se já nos conhecêssemos à décadas! Foi muito especial e eu amei conhecê-la!

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A Letícia é uma brasiliense que mora em Viena e escreve o blog Scho schee, onde ela conta sobre a vida no exterior, das suas viagens e dá ótimas dicas para quem quer visitar Viena. Confira!

Não conhece Viena ainda? Não sabe o que está perdendo! 🙂

♪ and in the end the love you take is equal to the love you make!

Esquiando pela primeira vez

Semana passada fui pra Áustria com umas amigas brasileiras esquiar pela primeira vez na vida. O destino foi Schladming, uma cidadezinha super famosa pelos esportes de inverno. Recentemente, em fevereiro desse ano, a cidade foi palco do 42º campeonato mundial de esqui. A montanha principal é chamada de Planai e tem 1906 metros de altura.

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Como uma iniciante eu tive expectativas razoáveis ​​sobre o meu primeiro dia esquiando. Cheguei a pensar que realmente não seria tão complicado ficar em pé em cima dos esquis e deslizar ladeira abaixo. No entanto, a primeira tentativa de ficar em pé e equilibrada me deu uma ideia melhor do que estava por vir. E se você algum dia pensa em tentar, fique você também sabendo que:

1) Você vai cair muito, muito mesmo.
2) É muito difícil se levantar e isso pode ser super embaraçoso.
3) Haverá criancinhas pequenas super profissionais esquiando em torno de você  e isso será extremamente irritante.
4) Você se sentirá alternadamente entediada e apavorada, hora porque vai descer muito devagar e hora porque vai perder o controle por estar indo rápido demais.

A boa notícia é que, após o primeiro dia ou dois, a maioria destes problemas vão embora. E mesmo nos primeiros dias, você pode ainda se divertir muito e rir das suas próprias quedas.

Nós que somos todas medrosas mas não somos tolas, fomos aprender na escolinha! Primeiro, aprendemos andar com o esqui em um dos pés. Depois foi a hora de colocarmos os dois e tentarmos subir uma pequena inclinação, tipo andando com os esquis. Depois hora de aprender a  se equilibrar e deslizar sem cair! Isso foi muito cansativo e eu suava como se estivesse em Fortaleza. Nas aulas seguintes aprendemos parar fazendo um ‘A’ com os esquis. Repetimos isso várias vezes até nos sentirmos confiantes de sair do que apelidamos de “pista dos idiotas”. Daí pra frente foi só diversão. Eu já não caía mais com tanta frequência e ganhei um pouco mais de confiança. 🙂

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eu toda torta e atrapalhada em uma das tentativas!

Foi tudo muito legal! Observar a movimentação do lugar, esquiadores por todos os lados, crianças aprendendo com os pais, respirar o ar puro e gelado dos alpes e sentir aquela sensação de leveza ao deslizar foi muito fantástico, uma experiência e tanto! Com certeza quero fazer tudo novamente no próximo inverno! 

E você já esquiou alguma vez na vida? Como foi a sua experiência?