Três lagos alpinos na Baviera para visitar no outono

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Igreja de St. Sebastian em Ramsau bei Berchtesgaden

Acho que nunca vou cansar de falar da região do Parque Nacional de Berchtesgaden aqui no blog. A Alemanha tem vários lugares incríveis, mas pra mim é exatamente lá aonde a Alemanha é mais bonita. O próprio viajante e naturalista alemão Alexander von Humboldt já a classificou como “uma das mais belas da terra”. Acredite, ele não exagerou! Quando amigos me perguntam qual região ir na Alemanha eu sempre recomendo Berchtesgaden. Até para quem não gosta de trilhas existem várias outras coisas interessantes para se fazer por lá. Visitar o Ninho da Águia é uma delas, por exemplo. Além disso, o parque fica na fronteira com a Áustria, apenas 20 km de Salzburg. Então visitar Berchtesgaden é poder visitar dois países ao mesmo tempo.

Na quinta, dia 22 de Setembro, começa oficialmente o outono por aqui e o post é pra celebrar a chegada dessa época do ano que eu adoro. Claro que os alpes são lindos em qualquer época do ano. Mas sei lá, acho que no outono tudo fica mais intenso e as paisagens se tornam especialmente mais bonitas. Abaixo estão os três lagos que visitamos no outono do ano passado. Ainda tô assustada com o fato desse ano estar quase acabando, vocês também?

Hintersee

Esse lago fica pertinho de Ramsau, vilarejo situado a 10 km de Berchtesgaden. A foto acima é um dos cartões postais mais conhecidos da Baviera. Duas horas são necessárias para andar tranquilamente ao redor do lago por um caminho que já inspirou pintores e artistas (Malerweg). É lá também que está situada a Zauberwald ou floresta encantada, onde há uma trilha linda e super fácil, mas sapatos apropriados são imprescindíveis.

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Königssee 

Um passeio de barco nos leva até à capela de St. Bartholomä, símbolo do Königssee, de onde já fizemos uma trilha maravilhosa até uma caverna de gelo.

O Königssee tem uns 8 km de extensão e uma água tão cristalina que é considerada uma das mais puras da Alemanha. O passeio ao longo do lago é feito em barcos de propulsão elétrica, que são bem silenciosos e preservam a limpeza do local. Tem um guia que explica durante o percurso algumas curiosidades e em um ponto onde o lago fica mais estreito, o barco pára em frente a um paredão rochoso e o guia toca com um trompete uma melodia para que possamos ouvir o eco vindo das montanhas, chamado de Eco do Königssee. Eu já fiz esse passeio três vezes e sempre fico emocionada.

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Obersee

Mas a melhor parte do passeio é continuar no barco por mais uns 30 minutos, onde se chega ao começo da trilha que leva até o lago Obersee. Essa é a forma mais fácil de chegar lá. A mais difícil e longa é seguindo trilhas de nível elevado pelas montanhas. O caminho que fizemos com a ajuda do barco é bem fácil e quem não está acostumado com hiking não terá dificuldade alguma. Esse trecho é na verdade muito frequentado por famílias e até à cabana das fotos abaixo é possível ir com carrinho de bebê. O restante do caminho até o fim do lago já é um pouquinho mais difícil. Sapatos de hiking são essenciais.

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Nós gostamos tanto de visitar os alpes no outono (especialmente porque detesto fazer trilha no calor) que na próxima semana já estaremos a caminho da nossa próxima aventura, dessa vez na Itália: as Dolomitas! Um bom comecinho de outono pra quem mora pras bandas de cá!

Um passeio pela Alsácia

O post de hoje está super colorido com toda a beleza das casinhas em estilo enxaimel, arquitetura bem típica encontrada em várias cidades alemãs. Mas dessa vez o nosso destino foi a Alsácia, uma região vinícola encantadora situada no leste da França, bem coladinha na Alemanha e na Suíça. Um fato histórico muito interessante sobre essa região é que ela já foi motivo de discórdia e disputa durante muitos anos entre a França e a Alemanha. A Alsácia já pertenceu ao território germânico várias vezes, fato que resultou em uma mistura cultural com grande influência germânica, não só em termos de arquitetura mas também gastronômicos. Eu visitei três cidades nessa região nos últimos dois meses e compartilho aqui no blog um pouquinho das minhas impressões!

Strasbourg

Essa foi a minha primeira visita à capital da Alsácia. E o dia estava simplesmente lindo! Uma temperatura super agradável, típica dos dias de primavera, que nos possibilitou caminhar tranquilamente pela cidade. Engraçado é que já morei a pouco mais de duas horas de Strasbourg e nunca tive a oportunidade de visitá-la. Enfim, a oportunidade surgiu quando estávamos a caminho da Suiça. Conhecer Strasbourg em um dia tão bonito fez a nossa visita curtinha ser ainda mais especial. Rapidamente fomos tomados pela atmosfera amigável da cidade e caminhamos horas por suas ruas estreitas super charmosas, que pra mim já foram a grande atração do dia.

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Cidades com esse tipo de arquitetura são um colírio pra mim! Mesmo já tendo visitado inúmeras aqui na Alemanha, eu nunca me decepciono quando visito mais uma. Tem gente que não vê graça e acha tudo uma coisa só. Eu já acho que cada uma tem uma peculiaridade que faz a diferença. Eu me interesso também pelo background dessas cidades. Adoro saber que estou andando por ruas históricas, é como se de certa forma eu pudesse voltar no tempo.

Visitamos a bela Catedral de Notre-Dame, tão magnífica que até tive dificuldade de enquadrá-la. Quando eu visitar Strasbourg novamente quero ir até o topo, a vista deve ser espetacular!

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Por último, visitamos o bairro Petite France. Apesar do nome, o bairro possui arquitetura predominantemente germânica. De lá tem-se uma vista privilegiada dos canais que dividem o bairro e das torres da cidade. Coisa linda de se ver! O Kilian fez uma foto minha que gostei muito :).

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Eguisheim

Eguisheim é um dos vilarejos medievais super charmosos da Rota do Vinho. As ruas são super estreitas, as casinhas são coloridas e existe em cada detalhe uma certa rusticalidade que me encanta. Dá pra acreditar que tudo isso ainda pode ficar mais lindo? No verão esse vilarejo francês se transforma! Pelo que vi em outros sites, ele fica todo decorado com flores e muito mais cheio de cor e vida. Uma pena que quando fui estava chovendo e as fachadas ainda não estavam decoradas. Quem me levou pra conhecer esse vilarejo fofo foi minha amiga ocapoper Carla. A cidade é muito pequena, por isso umas 2 horas é quase que suficiente pra ver tudo. Não tenho dúvidas que voltarei lá na época das flores!

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Colmar

Eu e Carla saímos de Eguisheim e fomos até Colmar, que fica somente a uns 8 km de distância e lá. O que dizer dessa cidade? Ela é simplesmente LINDA! Ela é bem maior que Eguisheim e dá pra passar muito mais tempo por lá. Ela é um dos pontos principais da Rota do Vinho e também fica ainda mais charmosa na época das flores. Confesso que queria ter visto Colmar florida, do jeito que sempre imaginei. Mas isso não foi motivo algum de decepção, porque só o colorido lindo das fachadas foi o suficiente pra me deixar deslumbrada. A parte mais fofa da cidade é sem dúvida a Petite Venise, onde fiz as fotos abaixo. Não é um verdadeiro colírio?

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E a delicadeza dessas janelinhas, não é pra morrer de amor? ❤

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Quero muito voltar na Alsácia pra conhecer as outras cidades da Rota do Vinho. Mas da próxima vez vou tentar ir no verão, pra não correr o risco de ver essas cidades sem flores :).

 

6on6 #unser letzter Urlaub

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Só mesmo o 6on6 pra fazer eu dar as caras por aqui! Mas dessa vez eu tenho um motivo! Meu computador está me dando o maior trabalho ultimamente. A bateria dele resolveu não carregar mais. Já mandei ele pro conserto duas vezes, mas sempre volta com o mesmo problema. Enfim, passei uns dias sem ele e pelo visto vou ter que passar mais um bocado de dias. Um saco :(.

Mas o post de hoje não é pra falar sobre meus mimimis. Pra quem ainda não sabe o que é o projeto 6on6: eu e outras meninas de 4 países diferentes postamos no dia 6 de cada mês sobre um tema que escolhemos, com o objetivo de compartilharmos as diferenças e similaridades dos países que residimos e também pra contar um pouco sobre as nossas viagens. O tema de cada mês é escrito na língua do país que moramos! E o tema desse mês é sobre o destino da nossa última viagem, que no meu caso foi a Suiça.

Fomos conhecer Lauterbrunnen, uma vila alpina muito charmosa, que parece ter servido de inspiração para paisagens da Terra Média da saga Senhor dos Anéis (clique aqui para ver a ilustração de Rivendell e sua semelhança com o vilarejo). Esse lugar é tão lindo que é difícil de acreditar que ele exista. Uma pena que as fotos não conseguem mostrar a beleza real do lugar. Fiquei boquiaberta quando entramos no vale, que por sinal é também chamado de vale das cachoeiras. São mais de 70 cachoeiras dando um visual super único ao lugar! Aproveitamos o dia ensolarado por lá e de quebra ainda fizemos uma trilha facinha, só pra ver as montanhas mais de perto!

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Eu sei, eu sei…devemos postar apenas 6 imagens! Mas como esse post já estava no rascunho e acabou casando com o tema do mês, eu resolvi deixar as fotos dessas vaquinhas, só porque elas são muito lindas <3. Os cavalos estão para a Islândia, assim como as vaquinhas estão para os alpes (desculpa a analogia barata!)! Vimos essas belezuras no dia seguinte, quando fomos fazer uma outra trilha ao longo do lago Lucerna. Passamos três dias maravilhosos na Suiça, fizemos duas trilhas  super legais e eu já espero poder voltar em breve pra explorar um pouquinho mais esse país lindo!

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A hike a day keeps the doctors away 🙂
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Confira também as viagens das outras meninas: Taís (Irlanda) | Paula (Holanda) | Alê (Ucrânia) | Lolla (Inglaterra)

Dresden e o Parque Nacional da Suíça Saxônica

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Demorou muito até eu finalmente tirar um tempo pra visitar Dresden. Capital da Saxônia, a cidade fica a três horas de Nuremberg. Um bate-volta no inverno é quase impossível, por isso reservamos dois dias pra visitar a cidade e arredores. Entre o bombardeio aliado que destruiu quase todo o seu centro na Segunda Guerra Mundial e os quase 50 anos de ocupação soviética durante a Guerra Fria, eu pensava que provavelmente não haveria muito mais com o que me impressionar. Mas a também chamada Florença do Elba, referência ao seu conjunto arquitetônico e ao rio que cruza a cidade, me provou neste último fim de semana o quanto eu estava errada a seu respeito. Dresden é sem dúvidas, uma das melhores cidades para se visitar na Alemanha. Imagine só a sensação de andar pelas ruas de uma cidade que durante a guerra foi praticamente reduzida a pó. Cerca de 90% do centro histórico de Dresden foi destruído e toneladas de bombas vitimaram mais de 25 mil pessoas. Intrigante é saber que o fim da guerra era só uma questão de tempo quando a cidade foi violentamente bombardeada. Dresden não era uma cidade industrial ou de importância estratégica, mas mesmo assim ela não foi poupada e todo um patrimônio foi transformado em ruínas .

Uma cidade que se reergueu das cinzas!

Eu fiquei totalmente boquiaberta observando todos aqueles prédios com arquitetura barroca fascinante ao passo que o Kilian (meu livro de história ambulante) me contava sobre os detalhes da devastação durante a guerra.

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A igreja da foto acima por exemplo, a Frauenkirche, ficou em ruínas e permaneceu no mesmo estado durante toda a ocupação soviética. Após o fim do regime comunista e da reunificação da Alemanha com a queda do muro de Berlim, deu-se início o seu processo de reconstrução, que foi financiado através de doações. O processo de recuperação levou 13 anos e só em 2005 foi concluído. O mais incrível é que pedaços originais da igreja foram guardados, catalogados e reutilizados na reconstrução!

As grandes atrações da cidade ficam no centro e é muito fácil visitar todas elas a pé. Não estou escrevendo sobre cada uma aqui porque eu sou uma péssima contadora de história. Além do mais, nós não fotografamos tudo. Eu confesso que fazer fotos em cidades lotadas de turistas não é a minha praia. Bom, quem me acompanha já sabe que o objetivo do blog não é apresentar roteiros de viagens, mas sim as nossas impressões sobre os lugares que visitamos! Além do centro, fizemos um passeio pelo Neustadt, que é a parte nova da cidade. Lá tem vários lugares legais, livrarias, cafés alternativos e uma atmosfera bem legal.

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Talvez vocês devam saber através das notícias que Dresden tem sido palco de demonstrações do PEGIDA (sigla para Patriotische Europäer gegen die Islamisierung des Abendlandes ou Europeus Patriotas contra à Islamização do Ocidente), uma organização xenofóbica que se opõe à imigração dos mulçumanos na Alemanha. Em meio à essa crise migratória, eu achava que o clima na cidade estaria um pouco tenso. Mas estava tudo tranquilo. Vimos duas pequenas manifestações a favor dos refugiados e muitos, muitos cartazes contendo “Refugees Welcome” espalhados pela cidade.

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No dia seguinte nós acordamos cedinho e pegamos a estrada até a região do Parque Nacional da Suíça Saxônica, já quase na fronteira com a República Tcheca. Eu já havia visitado essa região no verão do ano passado, mas o Kilian ainda não a conhecia. Então nós aproveitamos que ela fica somente a 30 km de Dresden e fomos passar o dia por lá. Estava uma manhã tão fria e um cenário tão inspirador que tivemos que parar no caminho pra fotografar!

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O Parque Nacional da Suíça Saxônica possui 79 km de extensão e uma natureza fenomenal. A origem das montanhas de arenito formadas acima do rio Elba, resultado de ações erosivas, é geologicamente bastante remota. A gente se sente até um pouco insignificante, como uma formiguinha, diante da grandiosidade de todas aquelas formações rochosas tão peculiares. Na foto abaixo a ponte Bastei (lê-se bastai). Foi tão bom ter ido cedinho, porque o lugar ainda estava vazio e deu pra caminhar e fotografar tranquilamente por lá. Os arredores do Bastei contém centenas de trilhas. Nós pegamos uma delas com duração de 3 horas, sempre beirando o rio Elba e fomos até o pico (à direita) da montanha que aparece na foto atrás do Bastei. Uma delícia de caminhada! Quando voltamos a ponte estava super lotada, impossível de transitar sobre ela. Ponto pra mim que fiz questão de acordar cedo!

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O Bastei é aberto o ano todo e a entrada é grátis. A forma mais acessível para se chegar lá é de carro, porém existem conexões de ônibus saindo de Dresden. Esse passeio é imperdível, não canso de recomendar! Imperdível também é sentar no Camondas, bem na frente da igreja Frauenkirche, pra tomar um delicioso chocolate quente. Provavelmente o melhor que já tomei na vida!

[tag] bloggers out and about

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A Taís e a Bárbara me convidaram pra responder essa tag sobre viagens e eu não poderia deixar passar! A ideia surgiu a partir de blogueiras do grupo Bloggers out and about no Facebook. Ainda não tive tempo de conferir todos os blogs que estão participando, mas gostei do objetivo, que é compartilhar experiências!

1. Onde você nasceu?

Nasci em Fortaleza, no Ceará e só saí de lá pra morar em outro lugar aos 27 anos de idade.

2. Onde você mora hoje?

Desde 2014 em Fürth, na Alemanha. Mas já morei em mais outras duas cidades. Mainz em 2009 e Tübingen em 2013.

3. Qual foi o destino da sua última viagem?

Fomos para a Áustria, na região dos alpes do Tirol depois do natal. Tem post aqui!

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4. Qual o destino da sua próxima viagem?

Islândia no final de abril! E agora está tudo certinho: iremos percorrer a Ring Road com um camper por duas semanas. O que alugamos é completo com banheiro, cama e cozinha. Esse na verdade era o nosso objetivo desde o princípio, já que queríamos evitar o estresse de reservar várias acomodações em lugares diferentes. Assim teremos mais comodidade e vamos economizar na alimentação também. Estou super feliz que deu certo e conseguimos fechar um pacote bem legal. Eu até prevejo que irei encher esse blog com muitos posts sobre a viagem e desde já conto com a paciência de quem me acompanha :).

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foto: Nyr Dagur (essa moça ama a Islândia!)

5. Qual foi a sua melhor viagem?

A minha melhor viagem foi quando visitei Liverpool em fevereiro de 2010. Visitar essa cidade é o sonho de qualquer beatlemaníaco e estar lá, andar pelas ruas que eles andaram, repirar o ar daquela cidade simples de tijolos vermelhos foi uma verdadeira realização pessoal.

6. Qual foi o lugar mais bonito que você já visitou?

Ah, eu acho injusto dizer só um! Já visitei tantos lugares lindos: Ouro Preto, Budapeste, Londres, Viena maravilhosa, Praga, Rio de Janeiro e etc e tal.

7. Que lugar você quer muito visitar?

Quero muito conhecer a Irlanda, a Escócia, o Chile, a Patagônia, São Francisco…a lista é longa. Mas o próximo destino depois da Islândia será a Toscana, que eu sempre sonhei em visitar.

8. Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer?

NY! Nem sei o porquê, mas nunca me passa na cabeça a ideia de algum dia visitar essa cidade.

9. Onde você gostaria de estar agora?

Esses dias ando com muita saudade do Brasil. Gostaria muito nesse momento de estar em Fortaleza pra conhecer pessoalmente o novo bebê da família (#titia5x) e se pudesse daria um pulo em São Paulo pra visitar meus amigos amados.

10. Onde é o seu “lar”, o lugar que você se sente mais feliz. E por quê?

O meu lar é definitivamente ao lado do meu Kilian. Eu já passei da fase de achar que o meu lar continuaria sendo o Brasil, ao lado da minha família, debaixo da saia da minha mãe…e olha, eu sofri com essa ideia nos últimos anos. Tinha medo de nunca me sentir em casa aqui na Alemanha. Até que me dei conta de que eu seria feliz em qualquer lugar onde ele estivesse. Meu lar é onde estamos sonhando juntos e trabalhando hard na ideia de formar uma família. Seja aqui, no Brasil ou na China (sim, a proposta existe!), se a gente tiver junto, eu tô em casa, eu tô feliz!

Não vou marcar ninguém especificamente. Sintam-se todos convidados pra conhecer o grupo e responder a tag se houver interesse!

Aproveito o post pra informar que fiz uma nova conta no instagram @ana_schuller. A conta antiga não será mais utilizada. Então se tiver vontade, me segue lá :).

Hiking em Berchtesgaden – Jenner

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A primeira vez que fui ao topo do Jenner foi de bondinho. O pico dessa montanha, no coração do Parque Nacional de Berchtesgaden fica a 1874 metros de altitude. Lembro muito bem que essa foi a primeira trilha que fiz, já que descemos a montanha a pé. Quase quatro anos depois eu voltei ao topo, mas dessa vez a pé. Eu escrevo isso com um certo orgulho e talvez até com um pouquinho de arrependimento de só ter começado a explorar a natureza dessa forma no final dos meus 20 anos. O meu maior incentivador, meu querido esposo, faz trilha desde criancinha. Os pais dele praticam o Wandern (hiking) até hoje. Daí você pode se perguntar: mas o que tem de tão especial subir uma montanha? Bom, além do prazer que é colocar o corpo pra trabalhar, eu sempre fico maravilhada com o que vejo no caminho. Pra nós dois que amamos fotografar paisagens é sempre muito inspirador fazer trilhas nas montanhas. Eu também amo o silêncio e a calmaria de uma trilha vazia. Me faz lembrar do quanto eu detesto ouvir barulho.

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O dia que escolhemos pra fazer nossa trilha não prometia ser bonito. Mas mesmo com a névoa que tinha tomado de conta da paisagem, nós resolvemos acreditar que ela iria de dissipar e iríamos ser recompensados com um lindo panorama. Só que a cada 100 metros a névoa ficava ainda mais densa. Em certos momentos foi até desesperador procurar ver alguma coisa e não conseguir ver nada. Eu já tinha começado a ficar desmotivada, mas pra nossa surpresa, depois das três horas que levamos para chegar ao topo, o sol finalmente tinha começado a brilhar.

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Aí eu me animei muito, claro! Nós passamos um tempinho lá em cima, onde comemos e descansamos. O céu foi ficando cada vez mais azul durante a nossa descida e tudo ficou ainda mais lindo! Por isso o post de hoje tem muitas fotos. Sorry, mas ficou difícil escolher só dez!

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Eu sempre procuro tirar lições dessas minhas andanças. E uma delas é que essa sensação de realização, de provar pra mim mesma que eu posso subir uma montanha, me faz acreditar que eu posso fazer qualquer coisa nessa vida. E isso, ninguém poderá nunca tirar de mim!

* Afinal, It is not the mountain we conquer but ourselves [Edmund Hillary] *

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Subida: cerca de 923 metros

Nível de dificuldade: médio, difícil apenas em certos trechos.

Duração da trilha: em média pouco mais de 5 horas.

Nível de satisfação: 100% 🙂

Kehlsteinhaus – o presente não desejado de Hitler

Kehlsteinhaus – o presente não desejado de Hitler

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Eu não exagero quando afirmo que o sul da Alemanha é rico de lugares fantásticos e muita história. Um lugar muito visitado por turistas do mundo todo é o Ninho da Águia (Kehlsteinhaus), uma construção da época do Terceiro Reich, no topo da montanha Kehlstein (1834 metros) na região de Berchtesgaden. Hitler amava essa região e possuiu uma casa de férias, o Berghof em Obersalzberg, perto de Berchtesgaden.

O que faz esse lugar ser a atração mais famosa de Berchtesgaden é o fato do Kehlsteinhaus ter sido contruído para Hitler como presente de aniversário dos seus 50 anos. A construção desse edifício foi um projeto muito ambicioso, mas o partido nazista não poupou moedas para tentar impressionar o Führer ao contratar engenheiros de ponta para a obra, considerada brilhante para a época. Uma estrada teve de ser construída nas encostas íngremes da montanha e logo abaixo da casa, um túnel foi cavado dentro da montanha onde um elevador foi construído para levar o Führer (e demais hóspedes) até lá. O próprio elevador com detalhes de bronze e coberto por espelhos, de início revela a grandeza do que foi feito. Ele te leva por mais 124 metros em apenas 41 segundos!

Essa relíquia do Terceiro Reich sobreviveu intacta aos ataques de bomba durante as últimas semanas da guerra na região e hoje é um dos poucos edifícios na Baviera do período nazista que ainda permanecem e podem ser vistos mais ou menos na sua condição original. No entanto, para a decepção do idealizador do projeto, Hitler não esteve muitas vezes no seu “chalé das montanhas”. Parece que o Führer (além de toda a sua insanidade) era claustrofóbico e tinha aversão à altura e nunca se sentiu à vontade no lugar. Difícil agradar o ditador hein?!

O acesso ao local pode ser feito a pé (2 horas de trilha) ou de ônibus, que te leva até o estacionamento onde se pega o elevador. Se o tempo colaborar com o passeio, tem-se um panorama simplesmente espetacular. No dia que fomos o céu estava tão claro que deu até para avistar a cidade de Salzburgo, na Áustria.

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O edifício em si não me impressionou. Tanto é que não tirei nenhuma foto lá de dentro, onde funciona um restaurante e fiz pouquíssimas fotos do lado de fora. Tinha muita gente por todos os lados e eu fiquei super sem paciência. Mas a visita valeu a pena somente por causa da vista lá de cima, que é realmente linda. Durante a semana que passamos em Berchtesgaden, esse foi o único dia que não fizemos trilha. Estávamos esgotados e já era o nosso último dia por lá. Fomos de ônibus e compramos o ticket de visita de duas horas, pois achamos que seria tempo suficiente pra ficar lá em cima. Duas dicas que eu posso dar para quem pensa em algum dia visitar esse lugar: (1) só vá em um dia claro, porque com névoa não dá pra ver nada e (2) tente ir o mais cedo possível se você, assim como eu, tem pavor de lugares abarrotados.

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Porém, o que mais gostei desse dia foi a voltinha que fizemos pelos arredores de Berchtesgaden antes da volta pra casa. Subimos até um lugar que dava pra ter uma vista linda da cidade. A montanha da segunda foto, com dois picos peculiares é o Watzmann, a segunda maior montanha da Alemanha. Eu sou apaixonada por essa montanha e foi lá nos arredores dela que fizemos a maioria das nossas trilhas, que eu ainda pretendo escrever sobre aqui no blog. Quem não viu o post sobre a caverna de gelo, clica aqui.

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O cenário dessa pequena esquina da região da Baviera é sempre assim, inspirador – em qualquer época do ano! O coração da Ana das Montanhas agradece satisfeito quando vê tamanha beleza!

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Aproveito pra desejar um bom final de semana procês!

os últimos dias de 2015

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Para fechar o ano com chave de ouro, nós fomos passar alguns dias na região do Tirol, na Áustria. Os últimos dias de dezembro estavam tão quentes que dava até pra ficar de janelas abertas. Os invernos andam meio loucos, quem mora por aqui deve concordar. Aproveitamos que não estava frio nem mesmo nos alpes e fomos fazer trilha.

Nós começamos nossa viagem com um passeio por Innsbruck. A cidade é bem pequena, mas uma gracinha! Uma tarde foi o suficiente para conhecermos os pontos principais.

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Mas nós tínhamos planos bem mais ousados. Ficamos hospedados em Garmisch-Partenkirchen (onde fica o Zugspitze) e logo no dia seguinte, nós cruzamos a fronteira e dirigimos por uma hora até chegarmos em Ehrwald, no Tirol. Nós queríamos chegar ao Seebensee, um lago alpino situado a pouco mais de 1600 metros de altitude. No verão esse lago tem a cor turqueza, mas como já esperávamos, ele estava completamente congelado. Começamos a nossa trilha a 1000 metros e passamos umas 7 horas (unterwegs) fazendo o percurso de 15 km, com paradas para o nosso lache e muitas fotos. Considerei essa trilha com nível de dificuldade médio. Os trechos que mais tive dificuldade foram os que estavam congelados. Se tem uma coisa que tenho medo é de cair no gelo e quebrar algum osso. Por falar em lache, é muito comum os alemães levarem a sua própria comida quando estão fazendo trilha. Nunca se sabe se haverá algum local para comer durante o percurso. Na nossa mochila sempre tem tomates, pão alemão, linguiça, queijo e maçãs.

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Depois de uma noite de descanso e com as pernas zeradas, nós partimos para a nossa segunda trilha localizada nos arredores de Innsbruck. Esse dia foi muito cansativo e difícil pra minha experiência. O Salfeins é um platô situado a 2000 metros de altitude. A nossa subida foi de cerca de 600 metros e já no caminho pudemos apreciar vistas maravilhosas como essa. Minha paixão pelas montanhas tem aumentado significativamente. Cada vez que visito os alpes eu volto pra casa com lembranças incríveis e ainda mais determinada a continuar subindo e subindo!

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Nesse platô existe um lago onde a cadeia de montanhas da foto acima (Kalkkögel) se reflete na água dessa forma. Uma coisa incrível que eu gostaria muito de ter visto. Infelizmente o lago estava congelado e coberto de neve. Mas a subida valeu muito a pena, porque o que encontramos lá em cima foi simplesmente isso:

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O silêncio era absoluto. Não daqueles que te enlouquece, mas daqueles que acalenta a alma. Lá estávamos nós dois, a 2000 metros de altitude, sem ouvir buzinas de carros, ruídos de motor, pessoas falando ao mesmo tempo, longe de todo o vai e vem da nossa rotina. A calmaria que encontrei era tudo o que eu precisava pra terminar o ano bem, numa paz que a minha alma abraçou agradecida, pelo meu esforço de ter conseguido subir até lá.

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Estou pronta para mais aventuras como essa em 2016!

Hiking em Berchtesgaden – Eiskapelle

Uma das coisas que mais gostamos de fazer é explorar regiões montanhosas. No comecinho do ano nós fomos até o Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha e agora no outono, passamos uma semana fazendo hiking na região dos alpes de Berchtesgaden, uma das minhas favoritas na Baviera. Lá encontra-se a segunda maior montanha da Alemanha, o Watzmann (2713 m). Mas diferentemente do Zugsptize, o seu acesso já não é tão fácil. Não existem trens ou bondinhos que levam até o topo, mas sim trilhas e escaladas. Bem, eu estou bem longe (ainda) de chegar ao pico do Watzmann a pé. Comecei subindo montanhas menores durante toda a semana e o Watzmann deixarei para o dia em que eu estiver super bem preparada. Um dia eu chego lá!

Nós então exploramos os arredores da montanha. Na sua parede leste encontra-se a Eiskapelle, uma geleira formada por ação de avalanches durante os períodos mais quentes do ano. O lugar é chamado assim porque muitos dizem que se parece com a entrada de uma capela. No entanto, a entrada é tudo o que tem pra ver, porque o perigo extremo e a possibilidade de morte são as únicas recompensas para quem cruzar o limiar. Nós que somos aventureiros, mas não loucos, respeitamos os sinais de perigo e permanecemos só na entradinha mesmo.

Como chegar: do ponto de informação em St. Bartholomä, a trilha plana de 446 metros leva à capela de St. Johann und Paul. 

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Em seguida, a trilha continua de forma bem mais acentuada, sempre subindo pelo meio da floresta até atingir um vale gigantesco com muitas pedras. A trilha sinalizada termina neste ponto. O vale é simplesmente um espetáculo! O dia estava chuvoso e a névoa trouxe um ar bem moody para o local, que eu adoro. Já falei aqui no blog que amo o outono por isso?

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De lá já se pode avistar a parede leste do Watzmann. Schatzi está de frente pra ela.
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E finalmente nos aproximamos da entrada da geleira. Neste dia não vimos mais ninguém fazendo esse percurso. Nós éramos os únicos nesse lugar maravilhoso!

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Acho que uma das coisas que mais amei nesse dia, foi ver uma família inteira de camurças, coisa que eu nunca tinha visto na vida. Sem querer perturbá-las, nós ficamos admirando só de longe e com a lente errada, claro! Não consegui fazer uma foto de perto. Vocês conseguem ver?

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Extensão da trilha: 6 km (ida e volta)

Diferença de altitude: 250 m

Duração: 1 1/2 h (subida)

Nível de dificuldade: fácil, mas com sapatos apropriados!

Dica: o tamanho e formato da Eiskapelle mudam ao longo das estações. Prestar atenção aos sinais de perigo é essencial, partes da geleira podem desabar a qualquer momento.

Esse é o primeiro post dessa série e vem muito mais aventura por aí. Gente, caminhar é tudo de bom!

No topo da Alemanha: Zugspitze

Dois dias antes de eu viajar pro Brasil, nós fomos conhecer o ponto mais alto da Alemanha. Os Alpes ficam apenas a algumas horas de distância de Fürth, de carro ou de trem. Lá está o Zugspitze – precisamente com 2962 metros acima do nível do mar, a montanha mais alta e o maior resort de esqui do país. Do seu topo em um dia claro, pode-se ver os picos das montanhas em quatro países (Alemanha, Áustria, Suíça e Itália). É uma beleza que parece não ter fim!

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No inverno a previsão do tempo pode ser muito falha na região dos alpes e fica muito difícil planejar alguma viagem com uma semana de antecedência, pois tudo é muito incerto e muda super rápido. Decidimos então fazer do jeito brazuca, ou seja, espontâneamente. Chequei a previsão no dia anterior da viagem, que estava prometendo um dia de sol no topo do Zugspitze. No dia seguinte, acordei às 5 e comprovei que nada havia mudado. Foi aí que rapidinho a gente se arrumou e pegou a estrada. Antes das nove da manhã já estávamos na cidade de Garmisch-Partenkirchen. Detalhe, esse foi o único dia da semana que fez sol por lá! Pura sorte ou tinha que ser aquele dia mesmo? 🙂

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Não tínhamos planos definidos, só a certeza de que finalmente chegaríamos até o topo da Alemanha. O dia estava bonito mas muito frio. Assim que chegamos na estação de trem que nos levaria até lá, vimos que a temperatura no topo já estava em torno de -15. Daí resolvemos que seria melhor passar somente umas três horas lá em cima e aproveitar a manhã para caminhar ao longo do Eibsee, um lago espetacular que fica no pé das montanhas. O trajeto de 6,5 km nos tomou quase a manhã toda, com paradas para tirar fotos e apreciar a beleza singular do lugar.

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Do lago, a viagem até o glacial pode ser feita de trem ou de teleférico. Há teleféricos partindo tanto na Alemanha como na Áustria, uma vez que a montanha fica bem na fronteira. Nós subimos de trem, o que levou mais de 40 minutos (parte do trajeto é feita por um túnel) e descemos de bondinho. Acho que subir e descer de bondinho é bem mais interessante e o trajeto é feito em apenas 10 minutos. Há uma plataforma de observação no topo, com o Biergarten mais alto Alemanha. Tem também um restaurante com preço super bom, mas a comida deixou muito a desejar.

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O ponto mais alto é sinalizado com uma cruz. Pra chegar até lá só tem um jeito: escalando. Nós preferimos não arriscar e apreciamos o ponto só do terraço mesmo.

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No topo também se encontra uma estação de pesquisa que ajuda a monitorar as mudanças climáticas.

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Nós tiramos muitas fotos, mas acreditem, tudo num sufoco muito grande. Eu nunca tinha tido a experiência de fotografar com essa tempertatura. Doía tudo. Era eu tirar as luvas que em questão de segundos os meus dedos congelavam. Mas sem dúvidas, foi uma experiência única e linda na minha vida. Ficamos lá no topo até o pôr-do-sol e de quebra, na descida ainda fomos presenteados com um lindo crepúsculo! Quem ficou com vontade de conhecer o Zugspitze levanta a mão! \o/

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Mais informações sobre o lugar, preços e tickets: http://zugspitze.de