No topo da Alemanha: Zugspitze

Dois dias antes de eu viajar pro Brasil, nós fomos conhecer o ponto mais alto da Alemanha. Os Alpes ficam apenas a algumas horas de distância de Fürth, de carro ou de trem. Lá está o Zugspitze – precisamente com 2962 metros acima do nível do mar, a montanha mais alta e o maior resort de esqui do país. Do seu topo em um dia claro, pode-se ver os picos das montanhas em quatro países (Alemanha, Áustria, Suíça e Itália). É uma beleza que parece não ter fim!

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No inverno a previsão do tempo pode ser muito falha na região dos alpes e fica muito difícil planejar alguma viagem com uma semana de antecedência, pois tudo é muito incerto e muda super rápido. Decidimos então fazer do jeito brazuca, ou seja, espontâneamente. Chequei a previsão no dia anterior da viagem, que estava prometendo um dia de sol no topo do Zugspitze. No dia seguinte, acordei às 5 e comprovei que nada havia mudado. Foi aí que rapidinho a gente se arrumou e pegou a estrada. Antes das nove da manhã já estávamos na cidade de Garmisch-Partenkirchen. Detalhe, esse foi o único dia da semana que fez sol por lá! Pura sorte ou tinha que ser aquele dia mesmo? 🙂

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Não tínhamos planos definidos, só a certeza de que finalmente chegaríamos até o topo da Alemanha. O dia estava bonito mas muito frio. Assim que chegamos na estação de trem que nos levaria até lá, vimos que a temperatura no topo já estava em torno de -15. Daí resolvemos que seria melhor passar somente umas três horas lá em cima e aproveitar a manhã para caminhar ao longo do Eibsee, um lago espetacular que fica no pé das montanhas. O trajeto de 6,5 km nos tomou quase a manhã toda, com paradas para tirar fotos e apreciar a beleza singular do lugar.

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Do lago, a viagem até o glacial pode ser feita de trem ou de teleférico. Há teleféricos partindo tanto na Alemanha como na Áustria, uma vez que a montanha fica bem na fronteira. Nós subimos de trem, o que levou mais de 40 minutos (parte do trajeto é feita por um túnel) e descemos de bondinho. Acho que subir e descer de bondinho é bem mais interessante e o trajeto é feito em apenas 10 minutos. Há uma plataforma de observação no topo, com o Biergarten mais alto Alemanha. Tem também um restaurante com preço super bom, mas a comida deixou muito a desejar.

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O ponto mais alto é sinalizado com uma cruz. Pra chegar até lá só tem um jeito: escalando. Nós preferimos não arriscar e apreciamos o ponto só do terraço mesmo.

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No topo também se encontra uma estação de pesquisa que ajuda a monitorar as mudanças climáticas.

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Nós tiramos muitas fotos, mas acreditem, tudo num sufoco muito grande. Eu nunca tinha tido a experiência de fotografar com essa tempertatura. Doía tudo. Era eu tirar as luvas que em questão de segundos os meus dedos congelavam. Mas sem dúvidas, foi uma experiência única e linda na minha vida. Ficamos lá no topo até o pôr-do-sol e de quebra, na descida ainda fomos presenteados com um lindo crepúsculo! Quem ficou com vontade de conhecer o Zugspitze levanta a mão! \o/

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Mais informações sobre o lugar, preços e tickets: http://zugspitze.de

Explorando o Danúbio em Kelheim

Esse ano o verão perdeu muito feio! Os meses de setembro e outubro deram um espetáculo – como nunca tinha visto antes – e novembro, embora um pouco mais chuvoso, permanece ainda com temperaturas super agradáveis. Com o tempo praticamente sempre bom nos fins de semana, nós conseguimos fazer passeios bem legais aqui pela região. O último que fizemos foi para conhecer o Mosteiro de Weltenburg (Kloster Weltenburg – na cidade de Kelheim, pertinho de Regensburg) privilegiada por sua localização, numa longa curva à margem do rio Danúbio. Dirigimos pouco mais de 120 km até esse fabuloso destino turístico.

No mosteiro funciona uma cervejaria, que segundo alguns, é a mais antiga cervejaria de mosteiro do mundo. A mesma já recebeu vários prêmios por ter a cerveja escura mais saborosa do mundo. Nós comprovamos e aprovamos!

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Mas o nosso passeio não foi só para apreciar a deliciosa cerveja local. Nós queríamos explorar um pouco a região e contemplar exatamente essa vista maravilhosa da abadia que só pode ser obtida de um penhasco do outro lado do rio. Para isso tivemos que seguir uma das rotas sugeridas a partir da cidade de Kelheim. A rota tem uns 12 km de ida e volta. Na ida percorremos um caminho pela floresta embelezada com as cores do outono e na volta seguimos um caminho de tirar o fôlego à margem do Danúbio. Para quem não é muito fã de seguir rotas, existem barcos em Kelheim que oferecem esse passeio até o mosteiro.

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Completamos o percurso de 12 km em quatro horas. Paramos em vários lugares para fotografar, descansar ou para simplesmente desfrutar da grandiosa beleza dessa região. Esse é um passeio que super indico para quem tem interesse de fazer a rota da cerveja e gosta de fazer hiking. Acredito que o lugar é lindo em qualquer época do ano, mas na minha opinião, as cores do outono dão uma caprichada extra na beleza!

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 Até mais! ♥

Lovely Ulm

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Eu tenho uma quedinha por cidades universitárias. Já tive a sorte de morar em duas aqui na Alemanha, Mainz e Tübingen. Nunca morei em Ulm, mas sou completamente apaixonada pela cidade. Ulm, que se formou lá no início do ano 854, é sede de uma das universidades mais bem conceituadas da Alemanha e da catedral com a torre mais alta do mundo – sim, do mundo – a Ulmer Münster. É a cidade natal do físico Albert Einstein e também a cidade onde o branquinho viveu e estudou durante toda a graduação.

De um lado fica Ulm, que pertence ao estado de Baden-Württemberg, do outro Neu-Ulm, que pertence ao estado da Baviera. A fronteira natural, imposta por Napoleão Bonaparte em 1810, é o próprio rio Danúbio.

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Essa foi a segunda vez que visitei a cidade – e com muita sorte – o fim de semana que passamos por lá, estava lindo, ensolarado e já mostrava os primeiros sinais da primavera. Dessa vez, caminhar por suas ruas estreitas, observar as casas e torres inclinadas que mostram todos os resquícios da Idade Média e admirar o rio Danúbio – sem chuva, foi bem mais prazeroso!

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O grande símbolo de Ulm é sua catedral. Eu poderia passar horas olhando pra cima admirando toda a riqueza dos detalhes da Ulmer Münster, esculpidos ao longo de muitos anos. Os seus 161,53 metros de altura até me parecem infinitos diante da minha insignificância. Sua construção toda em estilo gótico, remonta ao ano de 1377 e sua finalização ao ano de 1830. Para chegar ao seu topo, é preciso subir nada mais nada menos que 768 degraus ingrimes, por um espaço que mal comporta uma pessoa. Capturei apenas uma parte dela, porque infelizmente estava com a lente errada para conseguir enquadrá-la por completo.

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No quarteirão dos pescadores (Fischviertel) é onde bate o coração da cidade. É um bairro muito gracioso que na Idade Média era ocupado principalmente por artesãos. Andar por suas ruelas, passagens bem estreitas e pontes transmite uma imagem bem real da vida medieval. A grande atração dessa área, além dos seus charmosos cafés, é uma casa de enxaimel inclinada, a Schiefes Haus, construída no século 16 exatamente sobre o rio Blau, aquele que nasce lá no Blautopf. Hoje em dia, a casa que tem uma inclinação de 9-10 graus, funciona como um hotel e é considerado o hotel mais torto do mundo. Eu tenho visto e fotografado tantas casas de enxaimel “nessa minha vida alemã” e nunca, nunca canso delas! Elas são simplesmente adoráveis!

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A parte mais deliciosa do passeio, na minha opinião, é andar nas margens do Danúbio. Já fizemos isso duas vezes e eu estou certa que faria duas vezes mais. Ulm é tão pequena e aconchegante, mas ao mesmo tempo tão grande e rica em detalhes! Acho que é isso que me faz gostar tanto de lá. O branquinho aproveitou pra relembrar o que mais gostava de fazer enquanto morou na cidade – matar gansos a pedradas jogar pedras no Danúbio, assim como a Amélie Poulain fazia no Canal Saint Martim! 🙂
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Bom, esse foi um resumo do nosso passeio! Espero que tenham gostado de saber um pouco sobre Ulm! 🙂

Blautopf – um sonho azul!

Quem me acompanha no Instagram viu que domingo passado fui conhecer um lugar liiiiiindo chamado Blautopf (Blau = azul, Topf = pote, panela). Esse lugar mágico fica localizado na cidade de Blaubeuren, bem pertinho de Ulm, que escreverei no próximo post. Nem é tão conhecido, mas na minha opinião, deveria estar na lista “places to see before you die”.  Lá fica a nascente do rio Blau, que percorre cerca de 15 km até desaguar no rio Danúbio, em Ulm. O lago tem um formato de funil e o ponto mais profundo tem cerca de 21 m de profundidade. A cor azul turquesa intensa é resultado da presença de uma rocha chamada “Limestone”, que é basicamente composta de minerais de calcário em diferentes formas cristalinas. Esses minerais distribuídos densamente na água são os responsáveis por esse azul tão intenso. O dia estava ensolarado e ao passo que os raios de sol incidiam sobre a água, tornava-se ainda mais nítido o efeito de reflexão e cristalinidade. Um verdadeiro espetáculo da mãe natureza!

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O mais interessante foi saber que lá no fundo dessa imensidão azul, existe um enorme sistema de cavernas, que foram descobertas ao longo de milênios e se estendem por vários quilômetros na região da suábia. A entrada para a caverna mais conhecida, a Blauhöhle, fica a uma profundidade de cerca de 18 metros. O acesso só é permitido a mergulhadores profissionais. Nos anos 80 o lugar ficou famoso por uma série de acidentes fatais, tendo como vítimas  mergulhadores inexperientes ou amadores. Enquanto estávamos lá, tivemos a surpresa de ver alguns mergulhadores voltando da expedição.IMG_8042IMG_8020

Aqui uma foto só pra vocês terem uma noção da grandeza desse sistema subterrâneo. Simplesmente fantástico, não acham?! 🙂IMG_8046

Espero que tenham gostado do passeio! E please people, se algum dia vocês estiverem passeando pela região de Baden-Württemberg, não deixem de visitar Ulm e suas atrações!!!

Castelo Neuschwanstein no inverno

Faz tempo que queria escrever sobre essa viagem para incluir na minha categoria #chasingcastles. Hoje tive um tempinho e coloquei a mão na massa. Eu não saberia dizer ao certo qual a melhor época para visitar o Castelo Neuschwanstein, pois a única vez que fui foi no inverno. E quer saber? Não me arrependo nadinha de ter encarado o vento gelado na cara, os dedos congelados e ficado com a pontinha do nariz em tempo de cair. Já vi várias fotos do castelo em outras estações e é muito provável que eu ainda volte lá, mas posso dizer que se você tiver a sorte de ter um dia ensolarado em pleno inverno como eu tive, essa será sem dúvida uma das melhores aventuras da sua vida.

O famoso castelo de contos de fadas da Alemanha, está entre os três que pertenceram ao mundo encantado do rei Ludwig II, mais conhecido como o rei louco da Baviera. Quem quiser ler um pouco sobre a biografia dele e mais algumas informações úteis sobre o castelo, a Angela mostra em detalhes neste ótimo post.

Eu e meu Schatzi, muito aventureiros que somos, resolvemos chegar ao castelo andando! Não de casa tá? Mas da cidade de onde se pega o ônibus ou as famosas charretes que levam os turistas chineses até o topo. Nós encaramos a neve acumulada e fizemos hiking por dentro da floresta, o que não seria problema algum em um dia normal (sem neve). É uma subida rápida, em torno de meia hora e a recompensa da caminhada é impagável. Existe também um caminho mais rápido, por onde muitos turistas sobem. É uma estrada normal e a subida leva uns quinze minutos, que foi o nosso trajeto na descida.

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Chegando ao topo, caminhamos para ver o pátio do castelo enquanto esperávamos a hora de fazer o passeio guiado. Infelizmente, dentro do castelo é proibido tirar fotos e nos contentamos apenas em apreciar os maravilhosos cômodos e obras luxuosas instaladas no interior do castelo. Mas a vista que eu realmente queria (que todos os turistas querem, na verdade) é a da Marienbrücke (ponte de Maria) que oferece um cenário deslumbrante do castelo e de toda a área em volta dele. Mesmo com o caminho bloqueado por causa da neve, ultrapassamos a barreira, assim como vários outros fizeram, e seguimos até a ponte por um caminho escorregadio e cheio de gelo. Uma das belas vistas durante o percurso é do Castelo Hohenschwangau, ao centro. Mais a frente vocês terão uma vista dele de perto.

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A ponte é muito alta e bastante assustadora. Eu que tenho pavor de altura tive momentos de pura tensão. Mas não tem como não olhar para baixo e admirar  as lindas piscinas naturais formadas sob a ponte.

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E de lá, a tão famosa vista do castelo encantado imponente sobre as rochas. Essa foi uma das coisas mais fantásticas que vi na vida e é sem dúvidas a melhor parte da viagem!

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Muitas pessoas que fazem essa viagem não dão muita importância em visitar o Hohenschwangau, o que é uma pena! O castelo, que fica na parte inferior do caminho que leva ao Neuschwanstein, era o lugar onde o rei Ludwig viveu quando criança. Não tem uma estrutura tão impressionante, mas oferece um ótimo passeio pelos arredores, com um panorama fantástico dos alpes.

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Bom, se você também pretende visitar o castelo durante o inverno e fazer hiking pela área, tenha em mente que gelo não é brincadeira. Use botas de inverno com boa tração! Quem não quer dirigir até o local, há muitas excursões saindo diariamente de Munique do tipo bate-volta. Ou ainda para quem quer curtir um pouquinho da Rota Romântica, vale a pena passar a noite em Füssen, cidade vizinha. E o mais importante: chegue cedo ao local para explorar ao máximo as atrações.

Gostou do passeio? Acha que curtiria a viagem durante inverno?

Café da manhã “real”!

Que tal tomar um café da manhã apreciando essa paisagem?

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Foi o que fizemos hoje no Schloss Langenburg. Esse castelo é propriedade privada da família Hohenlohe-Langenburg e fica magicamente situado no topo de uma colina com vista para o vale do rio Jagst, no distrito de Schwäbisch-Hall. Essa família faz parte de uma dinastia nobre alemã e tem laços próximos com a família real britânica e com muitas outras famílias reais europeias.

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A Rainha Elizabeth II esteve no castelo em 1965 e o príncipe Charles em maio desse ano para uma conferência.

Além da paisagem privilegiada de quem vai para se deliciar com um brunch no Schloss Café (cardápio maravilhoso que vai de Weißwurst a caviar) os arredores do castelo oferecem uma ótima opção para um relaxante passeio na floresta e pra quem gosta de se aventurar em esportes de escalada. Para os amantes de automóveis, o castelo abriga o Deutsches Automuseum SchlossLangenburg e.V., com cerca de 35 veículos e documentos para o desenvolvimento de veículos motorizados de carros antigos até os tempos modernos.

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A família que hoje reside lá – o príncipe Philipp e a princesa Saskia de Hohenlohe – abre o castelo para visitas, eventos e festas privadas. Imagina só quanto deve custar um casamento nesse jardim? Os olhos da cara! o.O

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Até que foi bom para um sábado sem grandes compromissos! 🙂

Rota romântica: Rothenburg ob der Tauber

A rota de comércio mais famosa da Alemanha na Idade Média, conhecida como Rota Romântica (em alemão Romantische Straße), ainda mantém muito do seu caráter medieval. Essa rota conecta lindas cidades fortificadas e bem pitorescas. A viagem através dessa rota começa em Würzburg e vai até os alpes, na cidade de Füssen. E por que essa rota é chamada de romântica? Quem já teve a oportunidade de passar por algumas dessas cidades sabe bem o motivo. O que se encontra são cidades super charmosas que parecem ser tiradas dos contos de fada!

Rothenburg o.d.T é uma delas. Uma cidade encantada, que na minha opinião, é a cidade mais linda da estrada romântica!

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Na minha opinião é também a cidade medieval mais bem preservada. A pequena cidade se encaixa perfeitamente na palavra “romântica” e passear por suas ruelas sinuosas é uma verdadeira viagem no tempo. Quem visita fica realmente envolvido pelo clima medieval da cidade.

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Ela é sem dúvida a mais visitada nessa rota e no verão a cidade fica ainda mais lotada. Eu acredito que essa seja a melhor época para visitá-la, pois a cidade fica toda decorada com flores e o tempo tem maior probabilidade de estar bom. As fachadas dos prédios ficam lindíssimas! Mas como a cidade é também bem conhecida por sua famosa feira de Natal, muitos viajam para apreciar o evento e parecem não se importar muito com o frio do inverno.

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Flores nas janelas dão um toque mais que especial no ar romântico da cidade!
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Flores, flores em todos os cantos! Que lindona essa bike decorada!IMG_3628

Andar pelo muro que circunda Rothenburg nos dá várias perspectivas da arquitetura da Idade Média. A cidade em si é linda e digna de ser explorada por alguns dias, mas a caminhada pelo muro que é o grande responsável pelo belo cenário medieval é algo que não se pode deixar passar! O passeio é de três quilômetros e leva cerca de uma hora, dependendo de quão lentamente  você anda e de quantas vezes vai parar para tirar fotos!

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Do topo da torre da prefeitura pode-se ver o centro histórico de um belíssimo panorama, assim como a bela paisagem do lado de fora das muralhas.

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A cidade tem 42 torres que são os portões de entrada pra cidade velha.

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Rothenburg ob der Tauber é isso: um passado de mil anos que combina um cenário idílico com uma atmosfera cosmopolita para criar um charme único e inimitável!

Castelo de Lichtenstein

Eu sou uma verdadeira amante de castelos e na minha lista de favoritos já tem inúmeros. O Castelo de Lichtenstein acabou de entrar pra essa lista e é sem dúvida um passeio imperdível se você mora na região de Baden-Württemberg ou planeja passar alguns dias por aqui.

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Esse castelo fica situado sobre um penhasco nas montanhas suábias (Schwäbiche Alb) na região de Reutlingen, aqui do lado de Tübingen. Ele até parece uma versão menor do Castelo de Neuschwanstein. Eu não sei você, mas quando eu vejo um castelo muito antigo como esse, fico pensando na história que ele carrega, inclusive como eles conseguiram construí-lo em um lugar tão fantástico. Incrível!

A sua primitiva construção remonta a cerca de 1200, foi destruído duas vezes, em 1311 e em 1381 e após a segunda vez o castelo caiu em desuso. Felizmente, em 1802 o rei Frederico I de Württemberg, construiu lá um pavilhão de caça e em 1837, foi passado para o seu sobrinho, o duque Wilhem I de Urach. Ele construiu o castelo entre os anos de 1840 e 1842 e é esse, que tive a oportunidade de visitar. O castelo ainda é propriedade da família Urach. Construído em estilo romântico neogótico ele tem uma torre bem alta, belos jardins e objetos de coleção do duque de Urach, como armas, armaduras e quadros.

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Pra quem gosta de andar assim como eu, existe uma trilha bem sinalizada que leva até o castelo. A trilha é bem estreita, tem umas partes complicadas e não muito seguras e eu não aconselho segui-la quando estiver nevando. Na primavera e verão é tranquilo, mesmo com um pouco de chuva. Tudo o que você vai precisar é de sapatos apropriados, disposição e sua câmera, pois a paisagem é de tirar o fôlego.

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Comparado com outros castelos famosos ele é o menor que já visitei na Alemanha, mas isso não o faz  menos impressionante. Além disso a sua construção foi inspirada em um livro, o romance “Lichtenstein” de Wilhelm Hauff, de 1826. Quanta coisa eu aprendi em um dia de viagem! Por isso eu super recomendo esse passeio. De Stuttgart a viagem leva apenas 1 hora. Na estação central de Reutlingen, deve-se pegar o ônibus 7606 e descer na parada “Honau”. De lá é só seguir as setas que levam até o castelo. O tour básico dentro do castelo é de 30 minutos e custa 6 euros para adultos e 3 para crianças, mas é somente em alemão! No entanto, você pode pedir na entrada um livrinho contando a história em português.

Para mais informações, visite o site do castelo com opções em alemão e inglês: http://www.schloss-lichtenstein.de

Abraços e até a próxima!

Berchtesgaden

Nosso último passeio pelos Alpes foi na cidade de Berchtesgaden. É nas proximidades de Berchtesgaden que foi construído, com dinheiro do partido nazista, o Kehlsteinhaus ou “ninho da águia”, a 1834 m de altura. O Kehlsteinhaus foi construído como presente para Hitler em seu aniversário de 50 anos, mas o tio apareceu por lá poucas vezes. A casa foi poupada da destruição depois da segunda guerra e hoje alberga um restaurante que serve pratos tradicionais da Baviera. Infelizmente, não foi dessa vez que fomos visitar o lugar. Os ônibus não estavam subindo até lá devido à grande quantidade de neve que ainda tinha no meio do caminho. Vai ficar pra próxima viagem!

Fizemos então um passeio na vila e aproveitamos para tirar fotos de um evento que estava acontecendo. Maio é a época em que a primavera começa a exibir as suas cores mais exuberantes. Os dias mais longos aparecem e a temperatura  mais amena causa grandes mudanças, aumentando consideravelmente o bom humor das pessoas. Por isso que Maio  é um mês de grande importância para os alemães e as festividades começam no primeiro dia do mês quando é colocada na praça central das cidades, a Maibaum ou Árvore de Maio, que dá as boas vindas à primavera. Os bávaros, fiéis as suas tradições, estavam vestidos a caráter. Os homens com suas Lederhosen (bermudas masculinas de couro) e as mulheres com Dirndl (aquele típico vestido da Oktoberfest), tudo regado a muita cerveja e músicas! Eu não sei como eles conseguiram levantar a árvore, pois já estavam nitidamente bêbados.

Acho que a coisa mais fantástica que vi durante a minha estadia nos Alpes, foi um jardim que fica bem no centro da vila, o Kurgarten. Muitas árvores de cerejeira dando um verdadeiro espetáculo da natureza e de demonstração do poder da criação divina. Eu sou completamente apaixonada pela cerejeira e lembro saudosamente desse dia, em que mal pude controlar minha emoção de ver tamanha beleza.

A cerejeira simboliza renovação e esperança, uma vez que marca o fim do inverno e o início da primavera. A árvore permanece florida por pouco tempo e as suas flores representam a fragilidade da vida. Muitos associam o florescer dessa árvore à lição de viver o presente, é uma lembrança de que a vida é passageira e de que devemos apreciar cada momento intensamente.  Que bela lição!

Watzmann ao fundo!

A belíssima flor da cerejeira!

Na volta para Schönau, tive que parar no meio da estrada para registrar esse momento. O monte Watzmann visto ao entardecer. Tem uma lenda local que conta que os picos do Watzmann representam uma família real muito perversa que foi transformada em rocha por Deus como punição. O pico à direita seria o pai (Watzmann – 2713m), à esquerda a mãe (Watzmannfrau) e os filhos seriam os picos situados entre os dois mais altos, que não podem ser vistos nessa foto.

Que região maravilhosa, hein?

Abraços,

Ana

Schönau am Königssee (II)

O dia em que fomos no topo de Jenner foi emoção pura! A montanha tem 1874 m de altura! A vista lá de cima é de tirar o fôlego! Imaginem a minha emoção! Eu nunca tinha subido no topo de uma montanha antes!

Pegamos o bondinho (acho que custou 19 euros) que sai da estação em Schönau e chegamos lá em 20 minutos. Ainda tinha muita neve no caminho e para chegar ao topo, onde tem uma cruz, foi um pouco complicado. Mas nada que impedisse as pessoas de chegarem lá.

Restaurante no Jenner!

De lá pode-se ver o Watzmann, a segunda montanha mais alta da Alemanha!

Eu e branquinho no topo do Jenner!

Schönau vista de cima do Jenner!

O caminho de volta fizemos a pé! Mais aventura e muita vontade de andar! Mas antes fomos até o topo do Kleiner Jenner.

A subida não foi tão ruim, mas não tive coragem de ficar em pé lá em cima!

O caminho de volta!

Essa foto foi tirada no caminho de volta ao hotel. Vocês conseguem ver a montanha com formato de uma bruxa deitada? Essa montanha é chamada de Schlafende Hexe ou bruxa dormente. Nosso hotel ficava bem de frente pra ela!

Abraços,

Ana