dos fins de tarde que amamos

Peço desculpas pelo spam de fotos primaveris. Mas é que os dias andam tão lindos que me fazem querer registrar cada detalhe por onde passo. O mês de abril, que costuma ser um dos mais estranhos do ano, tem sido ensolarado e quentinho. Tivemos temperaturas de verão até. Coisa boa é que agora a gente pode curtir os fins de tarde juntinhos depois do trabalho dele, já que só fica escuro lá pelas oito da noite. Os fins de tarde têm sido banhados por uma luz dourada e uma brisa suave, o que me traz uma sensação de paz muito grande. Eu adoro observar esses detalhes, mesmo sabendo que eles se repetem todos os anos. Pra mim de uma maneira singular. Essa já é a minha quinta primavera na Alemanha e me dá uma alegria imensa saber que eu ainda poderei vivenciar muitas outras! Bom fim de semana! ❤

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Outono, tu és tão bem-vindo!

Eu amo enlouquecidamente o mês de Outubro! Pra mim, ele é o mês mais bonito do ano. Hoje me peguei pensando em como o tempo passa rápido. Já faz um ano que deixei o meu lindo apartamento em Tübingen e vim morar em Fürth com o Schatzi. Muita coisa mudou nesse tempo, especialmente o meu modo de ver e capturar as coisas.

Estou um pouco doente. Uma gripe que me nocauteou e me fez ficar um dia de cama. Mas como eu adoro fazer estripulias, hoje resolvi lutar literalmente contra a dor no meu corpo. Tudo isso porque não consegui conter a felicidade de ver o homem dos correios na porta de casa com a caixa que eu tanto esperava desde sexta. Dentro dela tinha o meu mais novo investimento. Fruto de alguns trocadinhos que andei ganhando.

Comprei uma nova objetiva! Uma lente de verdade! Rapidinho esqueci os espirros e nariz entupido e fui fotografar o outono nesse tempo chuvoso. Ele está lindo e tão tão charmoso que dá vontade de ficar o dia todo do lado de fora!

Um ano se passou e eu continuo a mesma sonhadora…apenas com o olhar um pouquinho mais apurado. Curioso pra saber o porquê? É só clicar aqui!

Para ver mais fotos, me acompanhe no instagram (ana_schr) ou no meu outro blog (a life in photographs)! 🙂

Fotos feitas com minha também nova Canon 7D e com a lente 85mm 1.8.

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O encontro com meu Traumkleid

Deixa eu explicar uma coisa pra quem entrou no bote agora. Eu casei em julho do ano passado, no civil apenas e esse ano, exatamente um ano após o civil, faremos nossa cerimônia religiosa. Eu sou daquelas que sempre sonhou em entrar na igreja, mas não necessariamente de véu e grinalda! O ano mal começou e os preparativos já estão a todo vapor. Muitas coisas estão sendo feitas por mim, como grande parte da decoração, o que me dá muito prazer, mas acho que a parte mais prazerosa da preparação do meu casamento foi a escolha do vestido. Eu nem mesmo tinha casado no civil quando comecei a minha busca pelo vestido dos sonhos (Traum = sonho; kleid = vestido). Paquerava com vestidos online, me apaixonava e desapaixonava, tudo numa intensidade enorme. Em cada nova busca aparecia um mais bonito que me fazia perder o encanto pelo anterior. Acho que é assim mesmo com a maioria das noivas.

A primeira coisa a se fazer na compra do vestido de noiva é definir o estilo, respeitando o seu tipo físico e os detalhes do grande dia. Depois o valor que quer desembolsar, claro. O meu estilo é muito transparente para quem me conhece. Sou muito adepta da simplicidade e aquela coisa de “menos é mais” é o lema da minha vida. Definidos estilo e orçamento, o próximo passo (aqui na Alemanha) é agendar um “Termin“, ou seja, um horário em que você pode ir e experimentar os vestidos de sua preferência. Ir sem hora marcada é perda de tempo, eles não atendem mesmo. O meu primeiro Termin foi em um ateliê de noivas em Tübingen. O vestido que vi no site da loja e queria experimentar era totalmente de seda com alguns detalhes de renda e tule. Um sonho, me apaixonei quando a seda deslizou no meu corpitcho. Como não se apaixonar pelo detalhe das costas? Mas quando fui informada do preço, desisti na hora, sem questionamento, embora estivesse de joelhos pelo vestido. Ele saía pela bagatela de 2300 euros! Uma verdadeira decepção pra mim. O mais engraçado é que muitas lojas não fornecem valor por telefone, daí a pessoa sente que a facada é bem mais profunda quando o preço é dito cara-a-cara.

vestido1fotos: Soeur Coeur

O segundo Termin foi numa loja famosa em Stuttgart, Da Vinci Brautmoden. Vestidos pomposos, a grande maioria estilo princesa e com muitas pedrarias. TUDO o que não sou, mas até acho lindo quem casa assim. Ainda experimentei dois vestidos com corte mais reto. Um deles foi esse da foto abaixo. Ele é da marca espanhola Pronovias e o modelo (Urbina) é bem similar ao vestido de gala que a duquesa Kate usou por aí. Lindo de morrer né?! Mas tudo tem seu preço. Não é qualquer ser humano que pode casar com um vestido igual ao da Kate. Ainda assim, um pouco mais barato que o primeiro do ateliê de Tübingen, 1900 euros pela réplica do Jenny Packham, o modelo que a Kate usou, uma fortuna!

Desktop15fotos: achada na net e Pronovias

Infelizmente a belezura não ficou bem no meu corpo curvilíneo. Eu passei dias sem dormir direito pensando nele. Criei uma verdadeira obsessão e até estava disposta a pagar pelo preço se da noite pro dia eu perdesse 10 cm de quadril. Caí na real e fui em busca de algo que ficasse bem no quadril e no nosso orçamento. Acumulei incontáveis blogs de casamento na minha barra de favoritos e no facebook até me deparar com o fantástico site da loja BHLDN. Me apaixonei por quase todos os vestidos, o que na minha opinião não são apenas vestidos, são verdadeiras obras e arte. São as peças mais lindas que já vi na vida e com preço justo. Todos possuem um toque vintage, boêmio e bem romântico. O grande inconveniente é que as lojas ficam apenas nos states. Existe a possibilidade da compra online, daí você mesma faz suas medidas e se baseia no molde que o site fornece. Achei muito arriscado para uma pessoa um tanto azarada como eu. Entre os mais amados estavam esses, o da direita em especial.

Desktop16fotos: BHLDN

Eu amei esses dois vestidos por vários meses até o dia em que finalmente vi o meu online. A formosura em forma de camadas de tule! E vamos combinar, nada melhor que comprar roupa experimentando não é minha gente? Esqueci rapidinho os vestidos da BHLDN. O tal vestido tem um modelo simples e é incuravelmente romântico. E o melhor, coube direitinho dentro do meu bolso do branquinho. O achado estava esperando por mim em uma loja em Munique, chamada Cecile Brautmoden. Loja com ótimo atendimento e uma variedade gigantesca de vestidos. Alguns bem acessíveis e outros extraordinariamente caros. Além do vestido que me encantou, experimentei mais cinco a pedido da vendedora, todos na mesma faixa de preço e no mesmo estilo, deixando o favorito por último. Dizem por aí que existe uma certa magia quando se põe o vestido dos sonhos. Algumas noivas chegam até chorar. Well, eu não chorei, mas soube no momento em que me olhei no espelho que casaria com aquele vestido. Eu até estranhei esse fato, porque choro por quase tudo nessa vida. A minha sogra, por outro lado, chorou. Uma fofa! Mas fiquei muito feliz e eufórica, afinal, eu tinha encontrado o meu Traumkleid! Ah gente, não posso postar né!!! Mas em julho, vocês saberão como ele é! 🙂

Alguns pormenores para quem pensa em comprar e casar aqui na Alemanha:

– procurei mas não achei nenhuma loja que fizesse aluguel de vestidos. Pelo que vi, as noivas aqui mandam fazer ou compram os próprios vestidos.

– aconselho fazer a compra uns seis meses antes do casamento. O meu por exemplo, comprei em setembro de ano passado e só em fevereiro ele chegará pra eu fazer a primeira prova e ajustes. Acho que só ficará pronto mesmo em março.

– como em todo lugar, as alterações são por fora do valor da etiqueta.

– não existe parcelamento no cartão. Isso é fato, aqui na Alemanha é pei-bufo*.

– sem dúvidas, comprar o vestido aqui sai muito (leia-se MUITO) mais barato que no Brasil. O meu, por exemplo, saiu até mais barato que fazer o primeiro aluguel!

– e por último, uma vez feita a sua escolha, esqueça que existem outros vestidos para não correr o risco de enjoar do seu! 🙂

*Peibufo = na hora, imediatamente

Lidando com dinheiro

É legal observar como viver na Alemanha tem mudado alguns dos meus hábitos pessoais e pontos de vista. Entre eles está o fato de como eu administro meu dinheiro aqui. Confesso que no Brasil eu não era muito boa em administrar minhas contas e muitas vezes eu me vi fora de controle, no vermelho mesmo. As coisas começaram a mudar pra mim desde quando precisei morar sozinha aqui em 2009. Eu tinha que pagar aluguel, comprar comida, umas roupinhas de vez em quando e ter meus momentos de diversão, tipo viajar, sair com amigos e etc. O espírito de responsabilidade teve que baixar sobre mim até eu aprender que ser shopaholic não era saudável. No Brasil eu tinha quem me ajudasse caso eu ficasse no vermelho, aqui não.

CONFESSIONS OF A SHOPAHOLIC
Foto do filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”

Minha mudança foi acontecendo por vários motivos. Primeiro de tudo, eu tive que me acostumar a levar muito mais dinheiro na carteira do que eu estava acostumada no Brasil. Isso porque muitas lojas e restaurantes não aceitam cartões de crédito, sai mais caro pra eles, o que nos faz usar dinheiro vivo ou um cartão EC (cartão de débito de banco). Levar mais dinheiro na carteira não significa que você vai gastar mais. De alguma forma eu passei a ter mais controle e isso me faz não gastar tanto. Passar o cartão de crédito é muito fácil, principalmente sabendo que você só pagará no mês que vem.

Não é qualquer Ana da vida que consegue tirar um cartão de crédito num banco alemão. É muito difícil conseguir crédito aqui. Os bancos são muito cuidadosos sobre a aprovação de créditos pessoais. Eu gosto disso. Enquanto no Brasil os cartões são distribuindo como doces (lembro que na universidade, no dia da matrícula dos novatos, fica cheio de gente te oferecendo cartão – o velho cartão universiOtário), a maioria dos cartões de crédito aqui (quando você consegue obtê-los) funcionam como cartões de débito. O banco desconta automaticamente o valor total da sua conta corrente. E pelo que sei, não existe esse negócio de parcelamento. Cheques em papel? Eu nunca ouvi falar que usassem. Os alemães não gostam de dever, isso é fato.

Enquanto que no Brasil muitas pessoas gastam mais do que ganham, a sociedade alemã é muito mais centrada em economizar. A concepção deles é que a renda deva ser maior do que as despesas, que é o modo como todos nós deveríamos pensar. Esta é definitivamente a mentalidade dos alemães e sob essa forte influência eu me encontro hoje poupando mais do que nunca. Eu me sinto muito mais leve pelo fato de não gastar tanto como antes. 🙂

A maneira de lidar com dinheiro é sem dúvidas uma decisão pessoal, mas eu acho super interessante mostrar como os princípios financeiros de uma outra sociedade podem realmente te influenciar sobre a forma como você pode gerenciar suas finanças.

Uma das palavras que mais gosto aqui é Angebot, que significa promoção. Esperar pelas promoções te faz economizar muito também! 🙂

Até a próxima!

 

Como casar na Alemanha

Atenção: Eu NÃO trabalho no consulado ou embaixada e NÃO dou informações sobre divórcio, cidadania, vistos e etc. Não adianta escrever, eu não tiro dúvidas com relação aos itens acima. 

Tive muitas dúvidas há alguns meses atrás com relação aos documentos necessários e provavelmente isso poderá ser a dúvida de muita gente também. Se você pretende casar aqui , veja o que será necessário.

Você vai precisar dos seguintes documentos:

1) Segunda via da sua certidão de nascimento contendo informação sobre o seu estado civil atual.

2) Declaração do registro civil, que emite a certidão de nascimento, que revendo o arquivo do cartório, não tem registro de casamento. Caso o Registro Civil não emita este documento, deve ser providenciada uma Declaração Pública de 2 testemunhas (parentes) em um Tabelionato que declaram que conhecem a pessoa e que ela é solteira (ou divorciada) até o presente momento. 

Com relação ao item 2), o cartório onde foi emitido a minha certidão de nascimento fornecia essa declaração. No entanto, a presença de duas testemunhas (não-parentes) foi necessária. Elas tiveram que assinar o documento perante o tabelião provando que me conheciam há X anos e que eu não estive casada nos últimos seis meses.

Uma vez com os documentos em mãos, você deverá ir ao Consulado da Alemanha no Brasil (verifique se existe um consulado na sua cidade) para que os mesmos sejam legalizados e reconhecidos.

O próximo passo é a tradução dos documentos para o alemão. Isso só pode ser feito por um tradutor juramentado reconhecido pelo consulado. Caso as traduções sejam efetuadas no Brasil, elas devem ser feitas por um tradutor juramentado que conste da lista disponível no Consulado. No consulado em Fortaleza tem esse serviço, no entanto os meus foram traduzidos aqui na Alemanha.

Outros pormenores:

3. Se o(a) noivo(a) já foi casado(a) antes, ele(a) deve apresentar a cópia autenticada em Cartório ou Tabelionato (o Consulado e não pode legalizar copias autenticadas pelo Fórum) da sentença do divórcio com a observação de que a sentença já transitou em julgado, para que a mesma possa ser homologada na Alemanha, e uma via atualizada da certidão de casamento com averbação do divórcio. Os documentos devem ser legalizados pela representação alemã.

4. Se o cônjuge anterior faleceu, deve-se apresentar a certidão de óbito e uma via atualizada da certidão de casamento onde conste o óbito, ambos documentos legalizados pela representação alemã.

5. Se o(a) noivo(a) brasileiro(a) for menor (menos de 18 anos de idade), as pessoas que têm a guarda – geralmente os pais – devem apresentar o consentimento reconhecido em cartório e legalizado pela representação alemã.

Vale lembrar que esses documentos são válidos por 180 dias a partir da data de emissão. Portanto, você tem esse período para ir a um cartório na Alemanha e dar entrada no seu processo de casamento civil. Você  não tem necessariamente que casar dentro desse período. Por exemplo, os meus documentos foram emitidos em Dezembro/2012 mas o meu casamento foi marcado somente para Julho/2013.

Se você já mora aqui na Alemanha vai precisar de um registro de residência, aqui chamado de “Aufenthaltsbescheinigung”.

Com os documentos certinhos e traduzidos o casal terá que ir ao Standesamt, cartório de registro civil e apresentá-los, juntamente com o seu passaporte. Os documentos originais ficarão em poder do cartório até que tudo seja devidamente legalizado. Prepare-se para assinar muitos papéis! Se você não consegue falar e entender alemão ainda muito bem, terá que levar um tradutor ou alguém que não seja seu familiar para fazer a tradução.

Vão te perguntar também sobre como você quer que fique o seu nome depois de casada. Você poderá manter o seu nome de solteira ou adicionar o sobrenome do seu futuro esposo, o detalhe é que terá um hífen junto, ou seja, seu nome ficará Maria Fulana de Tal-Schneider! Lindo não? Eu confesso que ainda estou pensando no que fazer. A senhora nos deu até 1 mês antes do casamento para decidirmos.

Todo esse processo requer dinheiro e eu não vou dizer que é barato. Prepare-se para gastar uns 500 reais, no mínimo. E se quiser que o seu casamento seja num sábado terá que pagar um taxa extra.

Importante: antes era necessário para quem ainda estava no Brasil a requisição de um visto de noiva(o). Hoje isso não é mais necessário! Você poderá vir com visto de turista, casar e depois adquirir outro visto.

Quando os meus documentos foram emitidos no Brasil eu já estava morando aqui na Alemanha. Portanto, se você mora aqui não precisa ir ao Brasil buscar esses documentos. Alguém da sua família pode ir ao cartório, pedir a emissão deles e te enviar por correio.

O que não me pediram no cartório:

– comprovante de seguro saúde, mas quem tá aqui tem que ter um né? Portanto saiba que isso pode ser exigido também.

As informações em itálico foram retiradas do site: http://www.brasil.diplo.de

Espero ter ajudado!
23/09/2013 – atualização!
1) sobre a questão de mudar o nome: você poderá mudar seu nome a qualquer momento. Normalmente o pessoal do Amt é sempre desatualizado e as vezes a má vontade reina entre eles. Eu não mudei meu nome (ainda, por questões pessoais) e todo o terrorismo que a Frau do processo fez para decidirmos até um mês antes era só desinformação. Mas a história do hífen parece mesmo ser verdade, não fomos informados do contrário.
2) Li há pouco que agora as traduções dos documentos só poderão ser feitas aqui na Alemanha. No entanto, a informação do site linkado acima ainda é a mesma que informei aqui anteriormente. Portanto, é bom se informar se alguma coisa mudou.
Alguns esclarecimentos sobre perguntas e respostas: clique aqui

Dando gorjeta na Alemanha

Pagar a conta aqui na Alemanha em um restaurante, bar ou cafeteria pode ser um pouco confuso se você é novo no país. No Brasil, normalmente se cobra uma gorjeta de 10% sobre a conta total. Em outros países é comum deixar a gorjeta na mesa juntamente com o valor da conta. Na Alemanha não. 

Aqui é de costume pagar a conta e deixar uma gorjeta – chamada de Trinkgeld – com o garçom expressando que você ficou satisfeito com o serviço e a hospitalidade. Não dar gorjeta é uma declaração de que você não ficou satisfeito com o atendimento. Normalmente o atendimento aqui é muito bom – eu pelo menos nunca tive a experiência de ser mal atendida. O garçom, por exemplo, muitas vezes irá te perguntar se a comida estava boa e se tudo ocorreu bem e pela atenção e preocupação com o bem-estar esse merece sim um dinheirinho extra. Mas se o garçom ou garçonete foi rude ou desatento e você ainda teve que esperar muito pra ser atendido é certo que você pode escolher em não dar gorjeta, por que deveria?

Quanto devo dar?

É prática comum na Alemanha dar de 5-10% do valor conta. Portanto, se você receber uma conta de 50 euros, você pode dar entre 2,50 a 5 euros. Caso a sua conta venha com valor quebrado, você pode arredondar a quantidade que tem a pagar. Isso facilita a vida do garçom, que normalmente anda com uma pochete de dinheiro para cuidar da “transação financeira”. Por exemplo, se a conta deu 9,20 euros você pode arredondar pra 10 euros. Se quiser ser um pouco mais generoso, poderá arredondar uma conta de 50 para 55 euros. Ou você expressa a sua satisfação dando alguns euros a mais ou não dá nada. Se você preferir não dar gorjeta, simplesmente entregue o dinheiro e não diga nada – isso geralmente resulta em um silêncio constrangedor, onde ele pode fazer uma breve pausa ou passar um tempinho procurando o troco na pochete e entregá-lo a você relutantemente antes de se afastar rapidamente.

Se você saiu com a turma e chegou a hora de pedir a conta saiba você pode pagar o que consumiu sem ter que ficar fazendo as continhas na calculadora do celular. O garçom vai vir e te perguntar: “Zusammen oder Getrennt?” (que significa ” tudo junto ou cada um paga a sua”), se você falar separado é só dizer o que consumiu e pagar sua parte, claro que ele vai esperar que a sua gorjeta seja inclusa! Ele vai fazer isso com cada um, independente do número de pessoas presentes na mesa. Mas não pense que isso leva tempo, eles normalmente são bem rápidos! Bem mais rápidos que no Brasil, onde o garçom demora pra trazer a conta e demora ainda mais pra trazer o troco. 

Eu adoro ser bem atendida e se for faço questão de sempre dar uma boa gorjeta. Se o atendimento foi decente, por favor, dê uma gorjeta decente! Nada de dar 20 centavos, ok?!

Berchtesgaden

Nosso último passeio pelos Alpes foi na cidade de Berchtesgaden. É nas proximidades de Berchtesgaden que foi construído, com dinheiro do partido nazista, o Kehlsteinhaus ou “ninho da águia”, a 1834 m de altura. O Kehlsteinhaus foi construído como presente para Hitler em seu aniversário de 50 anos, mas o tio apareceu por lá poucas vezes. A casa foi poupada da destruição depois da segunda guerra e hoje alberga um restaurante que serve pratos tradicionais da Baviera. Infelizmente, não foi dessa vez que fomos visitar o lugar. Os ônibus não estavam subindo até lá devido à grande quantidade de neve que ainda tinha no meio do caminho. Vai ficar pra próxima viagem!

Fizemos então um passeio na vila e aproveitamos para tirar fotos de um evento que estava acontecendo. Maio é a época em que a primavera começa a exibir as suas cores mais exuberantes. Os dias mais longos aparecem e a temperatura  mais amena causa grandes mudanças, aumentando consideravelmente o bom humor das pessoas. Por isso que Maio  é um mês de grande importância para os alemães e as festividades começam no primeiro dia do mês quando é colocada na praça central das cidades, a Maibaum ou Árvore de Maio, que dá as boas vindas à primavera. Os bávaros, fiéis as suas tradições, estavam vestidos a caráter. Os homens com suas Lederhosen (bermudas masculinas de couro) e as mulheres com Dirndl (aquele típico vestido da Oktoberfest), tudo regado a muita cerveja e músicas! Eu não sei como eles conseguiram levantar a árvore, pois já estavam nitidamente bêbados.

Acho que a coisa mais fantástica que vi durante a minha estadia nos Alpes, foi um jardim que fica bem no centro da vila, o Kurgarten. Muitas árvores de cerejeira dando um verdadeiro espetáculo da natureza e de demonstração do poder da criação divina. Eu sou completamente apaixonada pela cerejeira e lembro saudosamente desse dia, em que mal pude controlar minha emoção de ver tamanha beleza.

A cerejeira simboliza renovação e esperança, uma vez que marca o fim do inverno e o início da primavera. A árvore permanece florida por pouco tempo e as suas flores representam a fragilidade da vida. Muitos associam o florescer dessa árvore à lição de viver o presente, é uma lembrança de que a vida é passageira e de que devemos apreciar cada momento intensamente.  Que bela lição!

Watzmann ao fundo!

A belíssima flor da cerejeira!

Na volta para Schönau, tive que parar no meio da estrada para registrar esse momento. O monte Watzmann visto ao entardecer. Tem uma lenda local que conta que os picos do Watzmann representam uma família real muito perversa que foi transformada em rocha por Deus como punição. O pico à direita seria o pai (Watzmann – 2713m), à esquerda a mãe (Watzmannfrau) e os filhos seriam os picos situados entre os dois mais altos, que não podem ser vistos nessa foto.

Que região maravilhosa, hein?

Abraços,

Ana