Explorando o Danúbio em Kelheim

Esse ano o verão perdeu muito feio! Os meses de setembro e outubro deram um espetáculo – como nunca tinha visto antes – e novembro, embora um pouco mais chuvoso, permanece ainda com temperaturas super agradáveis. Com o tempo praticamente sempre bom nos fins de semana, nós conseguimos fazer passeios bem legais aqui pela região. O último que fizemos foi para conhecer o Mosteiro de Weltenburg (Kloster Weltenburg – na cidade de Kelheim, pertinho de Regensburg) privilegiada por sua localização, numa longa curva à margem do rio Danúbio. Dirigimos pouco mais de 120 km até esse fabuloso destino turístico.

No mosteiro funciona uma cervejaria, que segundo alguns, é a mais antiga cervejaria de mosteiro do mundo. A mesma já recebeu vários prêmios por ter a cerveja escura mais saborosa do mundo. Nós comprovamos e aprovamos!

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Mas o nosso passeio não foi só para apreciar a deliciosa cerveja local. Nós queríamos explorar um pouco a região e contemplar exatamente essa vista maravilhosa da abadia que só pode ser obtida de um penhasco do outro lado do rio. Para isso tivemos que seguir uma das rotas sugeridas a partir da cidade de Kelheim. A rota tem uns 12 km de ida e volta. Na ida percorremos um caminho pela floresta embelezada com as cores do outono e na volta seguimos um caminho de tirar o fôlego à margem do Danúbio. Para quem não é muito fã de seguir rotas, existem barcos em Kelheim que oferecem esse passeio até o mosteiro.

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Completamos o percurso de 12 km em quatro horas. Paramos em vários lugares para fotografar, descansar ou para simplesmente desfrutar da grandiosa beleza dessa região. Esse é um passeio que super indico para quem tem interesse de fazer a rota da cerveja e gosta de fazer hiking. Acredito que o lugar é lindo em qualquer época do ano, mas na minha opinião, as cores do outono dão uma caprichada extra na beleza!

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 Até mais! ♥

Lovely Ulm

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Eu tenho uma quedinha por cidades universitárias. Já tive a sorte de morar em duas aqui na Alemanha, Mainz e Tübingen. Nunca morei em Ulm, mas sou completamente apaixonada pela cidade. Ulm, que se formou lá no início do ano 854, é sede de uma das universidades mais bem conceituadas da Alemanha e da catedral com a torre mais alta do mundo – sim, do mundo – a Ulmer Münster. É a cidade natal do físico Albert Einstein e também a cidade onde o branquinho viveu e estudou durante toda a graduação.

De um lado fica Ulm, que pertence ao estado de Baden-Württemberg, do outro Neu-Ulm, que pertence ao estado da Baviera. A fronteira natural, imposta por Napoleão Bonaparte em 1810, é o próprio rio Danúbio.

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Essa foi a segunda vez que visitei a cidade – e com muita sorte – o fim de semana que passamos por lá, estava lindo, ensolarado e já mostrava os primeiros sinais da primavera. Dessa vez, caminhar por suas ruas estreitas, observar as casas e torres inclinadas que mostram todos os resquícios da Idade Média e admirar o rio Danúbio – sem chuva, foi bem mais prazeroso!

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O grande símbolo de Ulm é sua catedral. Eu poderia passar horas olhando pra cima admirando toda a riqueza dos detalhes da Ulmer Münster, esculpidos ao longo de muitos anos. Os seus 161,53 metros de altura até me parecem infinitos diante da minha insignificância. Sua construção toda em estilo gótico, remonta ao ano de 1377 e sua finalização ao ano de 1830. Para chegar ao seu topo, é preciso subir nada mais nada menos que 768 degraus ingrimes, por um espaço que mal comporta uma pessoa. Capturei apenas uma parte dela, porque infelizmente estava com a lente errada para conseguir enquadrá-la por completo.

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No quarteirão dos pescadores (Fischviertel) é onde bate o coração da cidade. É um bairro muito gracioso que na Idade Média era ocupado principalmente por artesãos. Andar por suas ruelas, passagens bem estreitas e pontes transmite uma imagem bem real da vida medieval. A grande atração dessa área, além dos seus charmosos cafés, é uma casa de enxaimel inclinada, a Schiefes Haus, construída no século 16 exatamente sobre o rio Blau, aquele que nasce lá no Blautopf. Hoje em dia, a casa que tem uma inclinação de 9-10 graus, funciona como um hotel e é considerado o hotel mais torto do mundo. Eu tenho visto e fotografado tantas casas de enxaimel “nessa minha vida alemã” e nunca, nunca canso delas! Elas são simplesmente adoráveis!

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A parte mais deliciosa do passeio, na minha opinião, é andar nas margens do Danúbio. Já fizemos isso duas vezes e eu estou certa que faria duas vezes mais. Ulm é tão pequena e aconchegante, mas ao mesmo tempo tão grande e rica em detalhes! Acho que é isso que me faz gostar tanto de lá. O branquinho aproveitou pra relembrar o que mais gostava de fazer enquanto morou na cidade – matar gansos a pedradas jogar pedras no Danúbio, assim como a Amélie Poulain fazia no Canal Saint Martim! 🙂
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Bom, esse foi um resumo do nosso passeio! Espero que tenham gostado de saber um pouco sobre Ulm! 🙂