Islândia – paradas obrigatórias entre Vík e Jökulsárlón

Islândia – paradas obrigatórias entre Vík e Jökulsárlón

Campos de lava Eldhraun

Eldhraun é um campo de lava coberto por musgos que se vê ao dirigir pela costa sul da Islândia, antes de chegar à aldeia de Kirkjubaejarklaustur. Esse campo de lava é o mais extenso do mundo. São mais de 500 quilômetros quadrados de lava pedrificada decorrente de um longo período de erupção no final dos anos 1700.  Este foi um evento davastador, não só para a Islândia, mas também para toda a Europa. No país as consequências foram enormes, levando à destruição de campos, fracassado da colheita e à fome. 

Hoje é um local de grande visitação. Ao dirigir em direção ao parque nacional Vatnajökull, você percorre vários quilômetros tendo como única paisagem esses campos de lava. Eu achei fenomenal caminhar por ele. Parecia que estava caminhando em outro planeta. Totalmente surreal!

Local típico onde passávamos a noite!


Canyon Fjaðrárgljúfur 

O nome esquesito pode até assustar, mas esse lugar é impressionante! Esse desfilladeiro tem 2 km de extensão e o rio Fjaðra com suas águas cristalinas vindas das gelerias passa por ele. O lugar é acessível por uma pequena estrada ligada à Ring Road, é só seguir as placas de sinalização. Entrada e estacionamento são gratuitos. Você pode caminhar este percurso por uma trilha linda e fácil. Pertinho do estacionamento tem uma área que dá acesso a “entrar” no cânion. Neste dia o nível da água estava bem baixo e nos possibilitou fazer as umas fotos bem legais lá de dentro. 

Fotos no meio da Ring Road?

Tá, essa paradinha aqui eu nem deveria estar aconselhando fazer. Tem gente que julga perigoso. Mas voltar pra casa e não ter uma foto no meio da estrada é tipo imperdoável! Basta olhar com muita atenção as duas direções e agir rápido, oxe! Foi no caminho para Jökulsárlón que nós resolvemos nos aventurar. Olha só essa estrada completamente livre! Estava pedindo mesmo pra gente parar o carro e fotografar :). Também fizemos fotos assim no norte do país, mas eu ainda vou chegar lá!

Cachoeira Svartifoss

Ela fica no parque nacional de Skaftafell. A trilha para se chegar até ela é muito bem sinalizada e dura apenas uns 30 minutos. Essa foi uma das trilhas mais bonitas que fizemos na Islândia.

Svartifoss é uma cachoeira incrível, mas ela não se destaca pela altura da queda d’água e nem por seu volume (principalmente se comparada com as cachoeiras que já vimos até agora) mas sim por sua beleza geológica. O cenário é composto por tubos hexagonais resultado de sua formação vulcânica (exatamente como os da praia deReynisfjara). 

Geleira Vatnajökull

Um grande arrependimento que tenho de ter passado por esse parque nacional é não ter visitado a Vatnajökull, a maior geleira da Europa. Meu sonho da vida era fazer a caminhada sobre a geleira com um guia, mas acabamos não tendo a felicidade de realizar. Acabou não dando pra incluir no nosso roteiro. É também um passeio super caro, cerca de 150 euros por pessoa. Na verdade eu nem sei se algum dia ainda irei realizar esse sonho. Mas enfim, tivemos a oportunidade de pelo menos ver um pouco dela de cima. Depois que saímos da Svartifoss, seguimos uma trilha que tinha vista para uma pequena parte da geleira. Foi de lá que vivenciamos um fim de tarde espetacular e criamos ainda mais expectativas para o próximo destino dessa jornada: Jökulsárlón, a lagoa dos icebergs. O lugar que literalmente me arrancou lágrimas dos olhos.

to be continued…

Islândia – Dyrhólaey, Vík e Reynisfjara

Islândia – Dyrhólaey, Vík e Reynisfjara

press play!

Continuando o nosso terceiro dia no sul da Islândia…

Saímos da praia de Sólheimasandur e seguimos em direção ao vilarejo de Vík. No caminho uma parada obrigatória em Dyrhólaey: uma subidinha até o topo de um penhasco que oferece uma vista majestosa da enorme extensão da praia de lava negra.

Dyrhólaey

Lá de cima se vê o penhasco que dá nome ao local. Dyrhólaey se traduz como: colina com porta, devido à essa grande abertura no penhasco. Eu já vi várias fotos no instagram de pessoas sendo fotografadas neste penhasco e inclusive nesse dia tinha gente lá na beirinha. Porém, a ida até lá é terminantemente proibida. Há placas e sinalizações durante todo o trajeto e até um arame para evitar a passagem. Acho muito triste que muitos turistas/fotógrafos desrespeitem as regras locais a fim de obter a foto perfeita. Enfim…

No caminho de volta pro carro nós descemos até a praia, que já estava com a maré mais baixa. Foi uma experiência única caminhar nessa areia! Não tinha como não dar pulos de felicidade!

A apenas alguns minutos de estrada, chegamos na praia de Reynisfjara. A particularidade dessa praia são as formações balsáticas curiosamente formadas de erupções vulcânicas, mas que de tão perfeitas, parecem ter sido esculpidas à mão. Quando chegamos lá levamos um susto ao ver a quantidade de pessoas na praia. A comodidade de ter vivido sobre quatro rodas, é que a gente podia parar e aproveitar bem um determinado ponto turístico sem a pressa de tirar fotos e sair correndo para o próximo. Ficamos bastante tempo por lá, até que toda a multidão fosse embora. Montamos o tripé, fizemos várias fotos nossas e curtimos muito a força que aquele lugar, aquele mar revolto possui.

Meu sonho mesmo era ter visto essa parte da Islândia com chuva, céu fechado (sim, me chamem de louca!). Mas é que o cenário é tão surreal, com uma natureza tão avassaladoura que eu acho que combina muito com aquele tempo hostil super moody, entende? A praia é também conhecida por suas ondas gigantes e conta-se que mesmo com o mar calmo, ondas gigantes podem ser formadas repentinamente após uma sequência de ondas menores. A advertência local é não chegar perto do mar para não correr o risco de ser arrastado pela chamada sneaker wave (já houve acidente fatal neste mesmo lugar).

Tem alguns lugares que eu gostaria de visitar novamente na próxima vez que eu for na Islândia (sim, eu quero muito uma segunda vez!) e essa praia está entre elas. Sem dúvidas, uma das paisagens mais lindas da Islândia.

Eu e as belas colunas de basalto

A praia de Vík fica logo à frente. Eu lembro que chegamos lá derrotados e em nenhum lugar no vilarejo era permitido passar a noite. As únicas fotos que tiramos foram a da igrejinha (logo acima) e esta foto abaixo. Chegamos em “casa” com muitas fotos e lembranças incríveis desse dia. Em único dia vimos a cachoeira Skógafoss, andamos quilômetros até o avião DC-3 wreck e exploramos tudo isso acima! Ah, Islândia, que saudade de tudo!

Kilian e seu momento de solitude

to be continued…

 

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

em busca do avião perdido na praia de Sólheimasandur

O avião Dakota da marinha americana fez no dia 24 de Novembro de 1973 um pouso de emergência na praia de Sólheimasandur, no sul da Islândia. Boa notícia, toda a tripulação sobreviveu! Outra boa notícia, a fuselagem ficou lá abandonada e o lugar se tornou um dos cenários mais místicos e fantásticos para se fotografar no país.

Saímos da Skógafoss e seguimos na direção à aldeia de Vík. A praia fica logo no caminho, a uns 20 minutos de Vík. Perdidos num deserto de areia preta, andamos por uns 4 quilômetros (de ida!) nos orientando apenas nas poucas pessoas que regressavam. O acesso de carro ao local é proibido. A única forma de chegar lá é realmente tendo boa disposição de andar todos esses quilômetros.

Tivemos a sorte de ter um dia ensolarado. Mas esse céu azul não quer dizer muita coisa. O dia estava frio e fazendo um vento de querer desistir da longa caminhada. Mas como que a gente poderia desistir né? A vontade de conhecer esse lugar era mais forte que o vento que soprava gelado nas nossas fuças. Obviamente, não nos arrependemos quando finalmente avistamos de longe os destroços do avião. Parecia coisa de outro mundo!

Ou melhor, parecia que tínhamos sobrevivido ao apocalipse e estávamos lá, nós e outras pouquíssimas pessoas. Simplesmente surreal!

Eu e Kilian nos divertimos muito fotografando. Esta pequena “expedição” foi sem dúvida uma das mais marcantes durante as nossas duas semanas na Islândia!

to be continued…

Ghent, Bruges, Bruxelas e a nossa primeira viagem com bebê

Ghent, Bruges, Bruxelas e a nossa primeira viagem com bebê

Escolhemos a Bélgica como destino da nossa primeira viagem em família. Kilian já conhecia Bruxelas e eu tinha muita vontade de visitar o país. É um destino que dá pra ir de carro daqui, acredito que em 6 horas se chega lá. Mas com bebê seria impossível fazer o trajeto completo em um dia, por isso tivemos que organizar duas acomodações pra passar a noite. Na ida paramos na cidade de Bacharach ao longo do rio Reno e passamos a noite na casa de um amigo. Quem me acompanha no instagram viu fotos da cidade fofinha no stories. Na volta passamos a noite na casa da amiga Rode em Düsseldorf.

Nós alugamos um pequeno apartamento na cidade de Ghent pelo Airbnb onde passamos cinco noites. Escolhemos ficar em Ghent porque achamos que seria fácil fazer de lá bate-volta até Bruxelas e Brugues. E acertamos! O studio era bem localizado e a cidade é uma gracinha!

Mas a grande atração da nossa viagem foi Bruges. Todo mundo estava certo ao dizer que Bruges  é imperdível. Que cidade linda! Acho que o dia que passamos por lá foi pouco para o que ela oferece, apesar de ser super pequena. Não é à toa que ela é a cidade queridinha da Bélgica. A cidade é charmosa em todas as suas esquinas e até tem um centro histórico que faz parte do Patrimônio Mundial da Unesco! A arquitetura tem uma forte influência holandesa pelo fato da cidade estar situada na região de Flandres e é muito bem preservada, bem diferente do aspecto meio shabby das outras cidades que visitamos. Nos divertimos demais tirando fotos por lá. Bruges entrou pra minha lista de cidades mais lindas da Europa!

Bom, o que dizer de Bruxelas? Várias pessoas disseram que não vale a pena conhecer a cidade. Mas já estávamos no país e não fazia sentido deixar a visita de lado. Além disso, eu queria muito conhecer o famoso jardim botânico de Bruxelas, o Botanic Garden Meise, um dos maiores do mundo. Tirando a Grand Place (Grote Markt), aquela praça maravilhosa, eu achei a cidade caótica e fedida. Opinião nossa, claro. Não sei se foi porque fomos lá um dia antes de voltar pra Alemanha e eu já estava com a bateria descarregada, mas eu não tive muita paciência de ficar andando por lá. Gostei de Bruges e Ghent por serem pequenas e charmosas e terem aquelas ruazinhas fofas fotogênicas. Bruxelas não me deixou encantada não. A visita à cidade só valeu a pena mesmo por causa do jardim botânico, que mostrarei em outro post. Nem queríamos ir no Atomium, mas no caminho para Meise sem querer passamos em frente e o Kilian desceu só pra fazer uma foto.

E como foi viajar de carro com um bebê de 3 meses e meio?

Foi maravilhoso e cansativo. Ele devia estar passando por algum pico de crescimento e mesmo antes da viagem as noites em casa já estavam meio fora do normal. Lá não foi diferente. Ele continuou acordando de 2 em 2 horas (as vezes com pausas de 1 h e meia) pra mamar. Resolvemos não levar carrinho de bebê. Ele tava precisando de muito contato, por isso o sling ajudou a deixá-lo super calmo nos passeios. Só o tirava mesmo pra dar mamá. Quando não estava dormindo como um anjo, estava com a cabeça pendurada olhando de um lado pro outro, super curioso. Revezamos as carregadas e assim deu super certo. As noites mal dormidas não nos impediram de andar e aproveitar o dia. Nós andamos muito e foi uma delícia explorar um novo país com o nosso baby. Fizemos cama compartilhada e procuramos seguir a rotina de levá-lo pra cama às 19:30. Às 20 ele já estava dormindo e a gente também né!

A ida pra Bélgica foi relativamente tranquila. Fizemos muitas pausas e ele quase não chorou. Levei muitos brinquedos e procurava sempre fazer algo interessante pra entretê-lo. Porém a volta foi um filme de terror. Saimos de Ghent com a esperança de ainda visitar a Antuérpia, mas não estávamos contando com um engarrafamento de várias horas nas proximidades de cidade. Para se ter uma ideia do caos: fizemos meros 50 km em mais de três horas! Foi um horror! Carro praticamente parado, sem chances de fazer pausas = bebê se esgoelando até o mundo acabar. Nada, absolutamente nada que eu fazia deixava ele satisfeito. Ele queria sair a todo custo daquele bebê conforto. Ele chorava de um lado e eu chorava do outro sem poder fazer nada. Quando o trânsito estava realmente parado eu o tirava rapidinho e amamentava, mas quando fluía e o colocava novamente pra sentar, o chororô continuava. A raiva dele era tanta que nem uma teta gigante resolveria. Por um instante lamentamos ter feito a viagem, ter feito ele passar por esse estresse. Mas como que a gente ia saber né? Finalmente, depois de quase 6 horas (pra percorrer um trajeto de apenas 260 km) chegamos em Düsseldorf, onde passamos a noite. A volta pra casa foi mais uma vez tranquila e ele dormiu praticamente a viagem toda.

Viajaremos novamente de carro com ele? Claro que sim! Temos certeza de que com o tempo ele vai se acostumar e as viagens passarão a ser menos dramáticas :).

Abaixo algumas fotos dos nossos dias pela Bélgica.


Um outro highlight da nossa viagem foi ter levado o Thomas para ver o mar. Nós fomos até Domburg na Holanda, num dia maravilhoso de sol e 24 graus. Ele não ficou só no sling não! Quem acompanhou o stories viu que ele até colocou as bisnaguinhas na areia. Ah, como eu tava com saudade de ver o mar. Pena que a água gelada nos convidou a pôr somente os pés. Daqui a dois meses vai ter praia de verdade! O próximo destino do Thomas: Brasil <3.

 

Tre Cime di Lavaredo – Dolomitas italianas

Tre Cime di Lavaredo – Dolomitas italianas

 

Viajar de carro pela região das Dolomitas (Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO) foi uma das experiências mais fantásticas que eu já vivi. Fazia tempo que eu admirava essa região por fotos no instagram e quando finalmente coloquei os pés lá eu quase não consegui acreditar que aquilo tudo existia de verdade. Para quem não sabe, foi lá onde nós passamos a nossa babymoon! Obviamente eu consultei o meu médico antes pra saber se realmente não tinha problema uma grávida estar acima de 2500 metros de altitude e ele me garantiu que eu poderia ir despreocupada, contanto que não fosse subir montanha nenhuma a pé. Mas isso não estava nos nossos planos! Eu estava com quase 19 semanas, o nível de ferro estava okay e eu estava me sentindo muito bem. Então não havia motivo algum para preocupação. Com o pouco tempo que tínhamos e o fato de eu não poder fazer trilhas longas e difíceis, tivemos que escolher cuidadosamente os nossos destinos. Um deles foi o Lago de Braies (ultimamente um dos posts mais visitados do blog!), o segundo foi Lavaredo (Drei Zinnen em alemão) e o terceiro a região de Val Gardena, que mostrarei no último post desta série.

Nós estávamos hospedados em Cortina d’Ampezzo e de lá levamos cerca de meia hora até chegarmos no Lago Misurina. A previsão do tempo não errou e logo cedo o céu já estava azulzinho. O dia prometia!

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Fazer trilha nos alpes é um tanto interessante. Não é só sair andando sem rumo não como muitos pensam. Existe sempre um objetivo. Seja ela o pico de uma montanha ou uma cabana (Hütte). Nós escolhemos esse percurso porque ele é em grande parte plano. A trilha começa a 2320 metros (Auronzo Hütte) e permanece praticamente nessa mesma altitude. Pra quem quer economizar forças e tempo subindo montanha acima por estes 2000 metros, existe a possibilidade de ir de carro até um estacionamento que custa 25 euros. Bastante caro né? Mas acredite, vale cada centavo!

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A trilha inteira demora no máximo 4 horas (ida e volta), mas nós planejamos passar o dia inteiro lá em cima. Levamos a nossa Vespern (normalmente o que um alemão leva dentro da mochila num dia de hiking, por exemplo: pão, fruta, tomate, água, barrinha de cereal e etc.) e caminhamos tranquilos, fizemos pausas e fotografamos sem nos preocupar com o tempo.

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Abaixo uma foto que mostra os três cumes (die Drei Zinnen) com suas respectivas altitudes. Eles são exuberantes de todos os ângulos, por isso não me assusto com o zilhão de fotos que tiramos. A imponência dessas montanhas é algo surreal. Eu quis MUITO fazer essa viagem e estar lá, carregando o meu bebê na barriga e com a minha melhor companhia foi simplesmente lindo! A realização de um sonho!

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nós três ❤

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Como se não bastasse o espetáculo que foi passar o dia rodeados por montanhas majestosas, no finalzinho da tarde quando estávamos voltando para o estacionamento nós ainda demos de cara com pôneis e cavalíneos lindos enfeitando a paisagem!

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Que dia! Nos despedimos de Lavaredo com um pôr-do-sol maravilhoso e com a certeza de que iremos voltar. E quem sabe até repetir a foto com o nosso Thomas, porque se depender do papai e da mamãe ele será tão aventureiro e apaixonado pela natureza quanto nós!

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Islândia – um resumo do primeiro dia

Islândia – um resumo do primeiro dia

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Nossa viagem para Islândia começou com um pequeno contratempo. Nós saímos de Nuremberg pela Air Berlin e fizemos conexão em Düsseldorf. Chegando lá fomos informados que o nosso vôo havia sido cancelado porque o aeroporto de Keflavík tinha entrado em greve naquela noite. Foi uma confusão muito grande porque os funcionários não sabiam avisar quando que seria o próximo vôo e pra completar as nossas malas tinham sumido! Depois de quase duas horas esperando pela localização das malas, nós fomos encaminhados para o nosso hotel, felizmente já sabendo que o embarque seria no dia seguinte à noite. Foi uma tensão muito grande porque tivemos que entrar em contato com o bed & breakfast onde passaríamos a primeira noite (e fazer uma nova reserva, pagando pela primeira noite sem estar lá) e com a Touring Cars, empresa onde alugamos o motorhome, que teríamos que pegar já no dia seguinte pela manhã. Imaginem o meu nível de estresse! Com esse atraso teríamos 1 dia a menos na nossa rota e isso me deixou muito p* da vida. Enfim, perdemos uma diária no b&b, mas acabou dando tudo certo. A Air Berlin mudou sem cobranças a data da nossa volta e assim continuamos com os nossos 15 dias completos. A Touring Cars também não cobrou pelo dia que não chegamos e prolongou o nosso aluguel. Ufa!

O lado bom dessa confusão é que temos uma amiga querida que mora em Düsseldorf e acabamos passando um dia maravilhoso com ela na cidade. Eu nunca tinha visitado Düsseldorf e foi uma delícia conhecer assim tão espontaneamente (e com a cabeça fria) um pouco de lá.

E finalmente tinha chegado o momento em que estávamos embarcando para o meu tão sonhado destino. O legal de ter pego o vôo à noite é que saímos da Alemanha já anoitecendo e chegamos na Islândia com o sol ainda se pondo. Então ainda deu pra ver claramente lá de cima as geleiras Jökulsarlon, que falerei mais pra frente.

No dia seguinte cedinho o moço da Touring Cars nos buscou no b&b e nos levou para o escritório onde teríamos uma introdução de uso do automóvel. Tudo durou cerca de três horas. Terminado o processo, nós fomos abastecer a geladeira no Bónus (que saudade!), uma rede de supermercados espalhada por todo o país e com muita ansiedade partimos em direção ao Círculo de Ouro (Golden Circle), onde começamos a nossa viagem. Posteriormente vou falar sobre o preço da alimentação na Islândia e dar uma ideia do quanto gastamos nas duas semanas.

A sequência da nossa rota de 15 dias, percorrendo um total de 3500 km foi em sentido anti-horário começando pelo Golden Circle e terminando na penísula de Reykjanes.

Assim que entramos no Golden Circle, não demorou muito até começarmos a parar o carro a cada 5 minutos para tirar fotos. Parecíamos dois loucos deseperados, achando que se não fizessemos fotos disso ou daquilo não poderíamos voltar atrás e a única coisa que não queríamos era seguir em frente arrependidos de não ter registrado um certo momento ou lugar. À primeira vista tudo parecia MUITO surreal, como se a gente estivesse realmente em outro planeta. Nada era parecido com qualquer coisa que eu já tivesse visto na vida.

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Para quem vai para a Islândia com pouco tempo e quer aproveitar ao máximo o seu tempo, o Golden Circle é um ótimo ponto de partida. Três grandes atrações do país estão por lá (descritas abaixo). A grande comodidade é que ele não fica longe da capital ReyKjavík e em apenas um dia é possível visitar esses três lugares.

Mas chega de conversa! Abaixo estão os quatro highlights do nosso primeiro e inesquecível dia na Islândia!

Parque Nacional Þingvellir

O parque está localizado entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, que se separam cerca de 4cm por ano. Além do importante valor histórico e cultural desse lugar – que é cede do parlamento mais antigo do mundo – e da sua beleza, o movimento das placas torna esse lugar singular. É o único lugar no mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar.

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Gêiseres

Esse lugar é muito legal e fica localizado no Vale Geotérmico Haukadalur. Achei muito massa ver o festival de explosão dos jatos d’água. Há várias fontes de água quente e cada um tem um nome. O Geysir (foto 3 abaixo), que deu nome ao lugar, não entra em erupção desde 1915, mas ao lado dele tem outra fonte chamada  Strokkur (colagem), com erupções que ocorrem a cada 10 minutos. Passamos uns 30 minutos no local fotografando o filmando o fenômeno. Uma visita imperdível!

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Gullfoss

A cachoreira dourada da Islândia! É a próxima parada depois de dirigir apenas 10 km do Geysir. Chegamos lá no finalzinho da tarde, o que foi muito bom já que uma leva grande de turistas tinha acabado de deixar o lugar. Passamos um tempão contemplando aquele lugar e ouvindo de olhos fechados o som quase que ensurdecedor do fluxo de água. Embora ela seja imensa, a Gullfoss ainda não é a maior do país. A maior fica no norte (Dettifoss) e pra nossa falta de sorte ela estava coberta de neve. Como em todas as grandes atrações, o acesso à essa cachoeira é ridiculamente fácil e tudo é perfeitamente bem estruturado.

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A primeira vez que vimos os cavalos islandeses

Terminamos o dia seguindo em direção à uma fonte de água quente super escondida, já fora do Golden Circle. Falarei sobre ela no próximo post. No caminho fizemos a primeira paradinha para admirar de perto esses cavalos islandeses. Engraçado é que antes de encontrá-los eu já estava preocupada achando que seria difícil vê-los. Tinha lido que eles estão em todos os lugares e até a nossa visita à Gullfoss ainda não tínhamos visto um! Mas sim, os dias foram passando e constatei que eles estão mesmo everywhere! Esses cavalos são tão amáveis! É possível chegar perto deles sem medo e eles são também verdadeiros modelos. Acho que uma das coisas que mais amei nos meus dias na Islândia foi exatamente ter contato com eles e chegar pertinho deles com minha câmera. Ainda vai ter muita foto de cavalo nos próximos posts!

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Dá pra acreditar que a Islândia é ainda mais linda que isso? Nós amamos visitar o Golden Circle, mas devo confessar que a Islândia só começou mesmo me tirar o fôlego à medida que nos aproximávamos do sul. Esse é o primeiro post de uma série de não sei quantos posts sobre a Islândia. Mas enquanto os outros ainda estão no rascunho ou sendo planejados, queria compartilhar que eu escrevi um resumão sobre a nossa viagem para a edição de aniversário da Revista Ocapop, da qual sou colaboradora. Na matéria eu mostrei em fotos um pouquinho do que mais me surpreendeu! Então caso você tenha tempo e vontade, te convido a clicar aqui e acompanhar essa nova edição que está linda e em clima de comemoração. Comemoração pra mim também, que durante um ano tive o imenso prazer de colaborar em quatro edições! Estou na página 84.

Toda road trip tem que ter uma trilha sonora não é mesmo? A da nossa viagem foi muito linda e a cada post vou compartilhar com vocês as músicas que mais nos marcaram! Neste post: Crystals – Of Monsters and Men, uma banda da Islândia pela qual sou apaixonada!