Tre Cime di Lavaredo – Dolomitas italianas

Tre Cime di Lavaredo – Dolomitas italianas

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Viajar de carro pela região das Dolomitas (Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO) foi uma das experiências mais fantásticas que eu já vivi. Fazia tempo que eu admirava essa região por fotos no instagram e quando finalmente coloquei os pés lá eu quase não consegui acreditar que aquilo tudo existia de verdade. Para quem não sabe, foi lá onde nós passamos a nossa babymoon! Obviamente eu consultei o meu médico antes pra saber se realmente não tinha problema uma grávida estar acima de 2500 metros de altitude e ele me garantiu que eu poderia ir despreocupada, contanto que não fosse subir montanha nenhuma a pé. Mas isso não estava nos nossos planos! Eu estava com quase 19 semanas, o nível de ferro estava okay e eu estava me sentindo muito bem. Então não havia motivo algum para preocupação. Com o pouco tempo que tínhamos e o fato de eu não poder fazer trilhas longas e difíceis, tivemos que escolher cuidadosamente os nossos destinos. Um deles foi o Lago de Braies (ultimamente um dos posts mais visitados do blog!), o segundo foi Lavaredo (Drei Zinnen em alemão) e o terceiro a região de Val Gardena, que mostrarei no último post desta série.

Nós estávamos hospedados em Cortina d’Ampezzo e de lá levamos cerca de meia hora até chegarmos no Lago Misurina. A previsão do tempo não errou e logo cedo o céu já estava azulzinho. O dia prometia!

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Fazer trilha nos alpes é um tanto interessante. Não é só sair andando sem rumo não como muitos pensam. Existe sempre um objetivo. Seja ela o pico de uma montanha ou uma cabana (Hütte). Nós escolhemos esse percurso porque ele é em grande parte plano. A trilha começa a 2320 metros (Auronzo Hütte) e permanece praticamente nessa mesma altitude. Pra quem quer economizar forças e tempo subindo montanha acima por estes 2000 metros, existe a possibilidade de ir de carro até um estacionamento que custa 25 euros. Bastante caro né? Mas acredite, vale cada centavo!

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A trilha inteira demora no máximo 4 horas (ida e volta), mas nós planejamos passar o dia inteiro lá em cima. Levamos a nossa Vespern (normalmente o que um alemão leva dentro da mochila num dia de hiking, por exemplo: pão, fruta, tomate, água, barrinha de cereal e etc.) e caminhamos tranquilos, fizemos pausas e fotografamos sem nos preocupar com o tempo.

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Abaixo uma foto que mostra os três cumes (die Drei Zinnen) com suas respectivas altitudes. Eles são exuberantes de todos os ângulos, por isso não me assusto com o zilhão de fotos que tiramos. A imponência dessas montanhas é algo surreal. Eu quis MUITO fazer essa viagem e estar lá, carregando o meu bebê na barriga e com a minha melhor companhia foi simplesmente lindo! A realização de um sonho!

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nós três ❤

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Como se não bastasse o espetáculo que foi passar o dia rodeados por montanhas majestosas, no finalzinho da tarde quando estávamos voltando para o estacionamento nós ainda demos de cara com pôneis e cavalíneos lindos enfeitando a paisagem!

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Que dia! Nos despedimos de Lavaredo com um pôr-do-sol maravilhoso e com a certeza de que iremos voltar. E quem sabe até repetir a foto com o nosso Thomas, porque se depender do papai e da mamãe ele será tão aventureiro e apaixonado pela natureza quanto nós!

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Islândia – um resumo do primeiro dia

Islândia – um resumo do primeiro dia

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Nossa viagem para Islândia começou com um pequeno contratempo. Nós saímos de Nuremberg pela Air Berlin e fizemos conexão em Düsseldorf. Chegando lá fomos informados que o nosso vôo havia sido cancelado porque o aeroporto de Keflavík tinha entrado em greve naquela noite. Foi uma confusão muito grande porque os funcionários não sabiam avisar quando que seria o próximo vôo e pra completar as nossas malas tinham sumido! Depois de quase duas horas esperando pela localização das malas, nós fomos encaminhados para o nosso hotel, felizmente já sabendo que o embarque seria no dia seguinte à noite. Foi uma tensão muito grande porque tivemos que entrar em contato com o bed & breakfast onde passaríamos a primeira noite (e fazer uma nova reserva, pagando pela primeira noite sem estar lá) e com a Touring Cars, empresa onde alugamos o motorhome, que teríamos que pegar já no dia seguinte pela manhã. Imaginem o meu nível de estresse! Com esse atraso teríamos 1 dia a menos na nossa rota e isso me deixou muito p* da vida. Enfim, perdemos uma diária no b&b, mas acabou dando tudo certo. A Air Berlin mudou sem cobranças a data da nossa volta e assim continuamos com os nossos 15 dias completos. A Touring Cars também não cobrou pelo dia que não chegamos e prolongou o nosso aluguel. Ufa!

O lado bom dessa confusão é que temos uma amiga querida que mora em Düsseldorf e acabamos passando um dia maravilhoso com ela na cidade. Eu nunca tinha visitado Düsseldorf e foi uma delícia conhecer assim tão espontaneamente (e com a cabeça fria) um pouco de lá.

E finalmente tinha chegado o momento em que estávamos embarcando para o meu tão sonhado destino. O legal de ter pego o vôo à noite é que saímos da Alemanha já anoitecendo e chegamos na Islândia com o sol ainda se pondo. Então ainda deu pra ver claramente lá de cima as geleiras Jökulsarlon, que falerei mais pra frente.

No dia seguinte cedinho o moço da Touring Cars nos buscou no b&b e nos levou para o escritório onde teríamos uma introdução de uso do automóvel. Tudo durou cerca de três horas. Terminado o processo, nós fomos abastecer a geladeira no Bónus (que saudade!), uma rede de supermercados espalhada por todo o país e com muita ansiedade partimos em direção ao Círculo de Ouro (Golden Circle), onde começamos a nossa viagem. Posteriormente vou falar sobre o preço da alimentação na Islândia e dar uma ideia do quanto gastamos nas duas semanas.

A sequência da nossa rota de 15 dias, percorrendo um total de 3500 km foi em sentido anti-horário começando pelo Golden Circle e terminando na penísula de Reykjanes.

Assim que entramos no Golden Circle, não demorou muito até começarmos a parar o carro a cada 5 minutos para tirar fotos. Parecíamos dois loucos deseperados, achando que se não fizessemos fotos disso ou daquilo não poderíamos voltar atrás e a única coisa que não queríamos era seguir em frente arrependidos de não ter registrado um certo momento ou lugar. À primeira vista tudo parecia MUITO surreal, como se a gente estivesse realmente em outro planeta. Nada era parecido com qualquer coisa que eu já tivesse visto na vida.

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Para quem vai para a Islândia com pouco tempo e quer aproveitar ao máximo o seu tempo, o Golden Circle é um ótimo ponto de partida. Três grandes atrações do país estão por lá (descritas abaixo). A grande comodidade é que ele não fica longe da capital ReyKjavík e em apenas um dia é possível visitar esses três lugares.

Mas chega de conversa! Abaixo estão os quatro highlights do nosso primeiro e inesquecível dia na Islândia!

Parque Nacional Þingvellir

O parque está localizado entre as placas tectônicas da Eurásia e da América do Norte, que se separam cerca de 4cm por ano. Além do importante valor histórico e cultural desse lugar – que é cede do parlamento mais antigo do mundo – e da sua beleza, o movimento das placas torna esse lugar singular. É o único lugar no mundo onde um movimento de placas tectônicas pode ser visto acima do nível do mar.

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Gêiseres

Esse lugar é muito legal e fica localizado no Vale Geotérmico Haukadalur. Achei muito massa ver o festival de explosão dos jatos d’água. Há várias fontes de água quente e cada um tem um nome. O Geysir (foto 3 abaixo), que deu nome ao lugar, não entra em erupção desde 1915, mas ao lado dele tem outra fonte chamada  Strokkur (colagem), com erupções que ocorrem a cada 10 minutos. Passamos uns 30 minutos no local fotografando o filmando o fenômeno. Uma visita imperdível!

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Gullfoss

A cachoreira dourada da Islândia! É a próxima parada depois de dirigir apenas 10 km do Geysir. Chegamos lá no finalzinho da tarde, o que foi muito bom já que uma leva grande de turistas tinha acabado de deixar o lugar. Passamos um tempão contemplando aquele lugar e ouvindo de olhos fechados o som quase que ensurdecedor do fluxo de água. Embora ela seja imensa, a Gullfoss ainda não é a maior do país. A maior fica no norte (Dettifoss) e pra nossa falta de sorte ela estava coberta de neve. Como em todas as grandes atrações, o acesso à essa cachoeira é ridiculamente fácil e tudo é perfeitamente bem estruturado.

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A primeira vez que vimos os cavalos islandeses

Terminamos o dia seguindo em direção à uma fonte de água quente super escondida, já fora do Golden Circle. Falarei sobre ela no próximo post. No caminho fizemos a primeira paradinha para admirar de perto esses cavalos islandeses. Engraçado é que antes de encontrá-los eu já estava preocupada achando que seria difícil vê-los. Tinha lido que eles estão em todos os lugares e até a nossa visita à Gullfoss ainda não tínhamos visto um! Mas sim, os dias foram passando e constatei que eles estão mesmo everywhere! Esses cavalos são tão amáveis! É possível chegar perto deles sem medo e eles são também verdadeiros modelos. Acho que uma das coisas que mais amei nos meus dias na Islândia foi exatamente ter contato com eles e chegar pertinho deles com minha câmera. Ainda vai ter muita foto de cavalo nos próximos posts!

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Dá pra acreditar que a Islândia é ainda mais linda que isso? Nós amamos visitar o Golden Circle, mas devo confessar que a Islândia só começou mesmo me tirar o fôlego à medida que nos aproximávamos do sul. Esse é o primeiro post de uma série de não sei quantos posts sobre a Islândia. Mas enquanto os outros ainda estão no rascunho ou sendo planejados, queria compartilhar que eu escrevi um resumão sobre a nossa viagem para a edição de aniversário da Revista Ocapop, da qual sou colaboradora. Na matéria eu mostrei em fotos um pouquinho do que mais me surpreendeu! Então caso você tenha tempo e vontade, te convido a clicar aqui e acompanhar essa nova edição que está linda e em clima de comemoração. Comemoração pra mim também, que durante um ano tive o imenso prazer de colaborar em quatro edições! Estou na página 84.

Toda road trip tem que ter uma trilha sonora não é mesmo? A da nossa viagem foi muito linda e a cada post vou compartilhar com vocês as músicas que mais nos marcaram! Neste post: Crystals – Of Monsters and Men, uma banda da Islândia pela qual sou apaixonada!